Para Serra, UNE perdeu importância ao longo do tempo

Luiz França/CMSP
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O ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou nesta terça-feira (1/4) que a UNE (União Nacional dos Estudantes) já não tem mais a dimensão que teve no passado. Serra, que foi presidente da organização, falou à Comissão da Verdade Vladimir Herzog sobre o período em que ocupou o cargo e sobre o golpe militar que desencadeou em uma ditadura 50 anos atrás.

“Antes você tinha 100 mil e hoje são 7 milhões de estudantes universitários. É muito difícil ter, atualmente, uma entidade nacional forte que represente tudo isso”, pontuou. Criada em 1938, a UNE só ganhou força nos anos 60. Foi nessa década que a organização apoiou a campanha em favor do ex-presidente João Goulart, criou o Centro Popular de Cultura, a UNE Volante, com o objetivo de difundir a conscientização popular por meio da cultura, e também debateu a reforma universitária no país.  COMISSAO_DA_VERDADE-SERRA-01-04-2014-FRANCA-03105-72_CAPA
Serra ainda considerou que na época existiam mais lideranças pessoais, ao contrário de hoje, já que são mais político-partidárias. 

Ao final da audiência, o vereador e presidente da Comissão, Natalini (PV), fez um balanço do que ocorreu. Segundo ele, o objetivo era trazer a visão do movimento estudantil para o debate e isso foi cumprido. “Os relatos foram muito enriquecedores e não foram no formato de interrogatório, o que não queríamos que acontecesse”, salientou. (Rafael Carneiro da Cunha)

(1/4/2014 – 16h15)

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