CPI dos Pancadões: colegiado recebeu donos de bares e adegas, artistas, além das forças de segurança ao longo de 2025

Por: FELIPE PALMA
DA REDAÇÃO

25 de janeiro de 2026 - 12:00
Imagem de plenário da Câmara Municipal de São Paulo com vereadores e servidores ao fundo. Grande tela exibe homem falando ao microfone. Ambiente interno, parede de mármore claro com crucifixo. Iluminação branca e nítida, foto em alta qualidade.Douglas Ferreira / REDE CÂMARA SP

Instalada em maio de 2025, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Pancadões foi criada para investigar possíveis omissões dos órgãos públicos municipais na fiscalização de perturbação do sossego. Em especial, o colegiado atuou no combate a festas clandestinas e aos chamados ‘pancadões’ realizados na cidade.

No total, a comissão se reuniu 11 vezes ao longo do ano e expediu 100 ofícios. Os encontros foram conduzidos pelo vereador Rubinho Nunes (UNIÃO) – autor do pedido da CPI na Câmara Municipal de São Paulo e presidente do colegiado.

Além de Rubinho, compõe o grupo os parlamentares: Kenji Ito (PODE) – vice-presidente, Lucas Pavanato (PL) – relator, Amanda Paschoal (PSOL), Cris Monteiro (NOVO), Luna Zarattini (PT) e Sargento Nantes (PP).

Reuniões

As primeiras reuniões colocaram em pauta a aprovação de diligências, intimações e convites. Requerimentos para subsidiar as atividades da investigação avançaram na sequência, enquanto que proprietários de adegas foram chamados para prestar esclarecimentos. Donos de estabelecimentos investigados pela venda de bebidas adulteradas depuseram.

Depoimentos 

Os primeiros a serem ouvidos foram o subprefeito de Cidade Ademar, Rogério Balzano, e a representante da Frente Nacional de Mulheres do Funk, Renata Prado de Almeida. No encontro seguinte, participou como colaborador o capitão da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Pedro Hyran Ornelas. Ele atuava em uma região com altos chamados de perturbação do sossego devido à realização de bailes funk. Outro integrante da PM, capitão José Eduardo de Campos Tenucci, falou sobre crimes e irregularidades em festas na zona sul.

Responsável pelo Psiu (Programa de Silêncio Urbano), José Dimas de Paula, colaborou com os trabalhos, mas foi criticado pela atuação do órgão no combate aos pancadões. O presidente do Savim (Sindicato dos Fiscais de Posturas Municipais, Agentes Vistores e Agentes de Apoio Fiscal de São Paulo) foi ouvido pelos integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito. O depoimento de Mário Roberto Fortunato abordou as ações de vistoria e o papel dos profissionais diante de casos envolvendo a perturbação do sossego.

Vereadores que compõem a CPI dos Pancadões também colheram depoimentos de artistas durante o ano. A oitiva de abertura foi de um produtor de funk e do professor e youtuber Thiago Torres Moura Santos, conhecido como “Chavoso da USP”. A artista MC Drika chamou a atenção ao marcar presença, porém evitou opinar sobre assuntos fora do escopo da CPI. 

Depoimento aguardado, porém rápido, foi do MC Ryan, um dos funkeiros mais conhecidos do Brasil. Intimado pela CPI, ele respondeu às perguntas dos parlamentares – muitas delas sobre letras de música e a influência que tem dentro das comunidades. Na sequência, a CPI recebeu um professor de música e o rapper e influenciador digital Fábio Gabriel Araújo Salvador, conhecido como Salvador da Rima.

Outras notícias relacionadas