Comissão quer que morte de JK seja declarada como assassinato

Luiz França / CMSP
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O vereador Gilberto Natali (PV) afirmou nesta quarta-feira (13/11) que encaminhará um sub-relatório à Comissão Nacional da Verdade pedindo que a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek seja declarada oficialmente como assassinato de cunho político, e não acidente de trânsito, como concluíram as investigações na época do acidente.

Em 22 de agosto de 1976, o automóvel em que Juscelino estava colidiu frontalmente com um caminhão na altura do quilômetro 175 da Rodovia Presidente Dutra, no município de Rezende, Rio de Janeiro. Tanto JK quanto o motorista do veículo, Geraldo Ribeiro, morreram no local do acidente.

Para o Natalini, que preside a Comissão Municipal da Verdade, as investigações do colegiado levantaram provas contundentes para a tese do assassinato. Hoje os parlamentares receberam o perito criminal Alberto Carlos de Minas, que em 1996 analisou os restos mortais do motorista. Na época, Minas constatou um orifício suspeito no crânio de Ribeiro, indicando que ele teria sido vítima de um disparo de arma de fogo. Também foi encontrado um fragmento metálico que, na opinião do perito, é compatível com o projétil de um fuzil Mauser 7mm.

Todos os fuzis de uso militar naquela em uso no Brasil naquela época tinham esse calibre, declarou Minas durante a sessão.

Convocações
Ao final do encontro, Natalini informou que para a próxima reunião do colegiado foram convocados o delegado Aparecido Laertes Calandra, suspeito da prática de tortura na época do Regime Militar, e o empresário Paulo Sawaya Filho, que teria sido um dos principais financiadores da Operação Bandeirante.

Como a convocação foi feita através da Comissão Nacional da Verdade, a participação de ambos tem caráter mandatório.

(13/11/2013 – 16h02)

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