Comissão quer banco de dados para evitar indigentes identificados

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Vereadores e funcionários do SVO reuniram-se na tarde desta terça. Foto: Divulgação

DA REDAÇÃO

A Comissão da Verdade da Câmara Municipal realizou nesta terça-feira (14/10) uma reunião com funcionários do SVO (Serviço de Verificação de Óbitos) para discutir as denúncias de que mortos com identificação estariam sendo enterrados como indigentes em cemitérios da capital. Durante o encontro, foi reafirmada a intenção de criar um banco de dados datiloscópicos unificado, com informações de diversas entidades, como a polícia, o IML (Instituto Médico Legal) e o próprio SVO, para evitar a ocorrência de casos do tipo.

Em maio, durante depoimento à comissão, a promotora Eliana Vendramini declarou que as investigações do Ministério Público Estadual estimam que cerca de 3 mil pessoas com identificação foram enterradas como indigentes entre 1999 e 2013, somente no município.

Na ocasião, a promotora já defendia a criação da ferramenta. Eles [o SVO] não cruzam os dados. Se tivéssemos um banco de dados datiloscópico, poderíamos minimizar o número de pessoas que são sepultadas sem a certeza de quem são.

A reunião de hoje contou com a presença dos vereadores Natalini (PV), Mario Covas Neto (PSDB) e Toninho Vespoli (PSOL). Em ofício encaminhado anteriormente para o SVO, a comissão compara a situação atual à dos tempos da Ditadura Militar, quando presos políticos assassinados eram enterrados como indigentes para encobrir os crimes do regime.

Presidente da comissão, Natalini considerou o encontro muito produtivo e disse que o próximo passo é marcar uma reunião com o IML. Queremos juntar todo mundo num grande grupo pra resolver o problema. Se a pessoa tiver família, tiver documento, tiver identificação não pode ser enterrada como indigente, não pode ser sepultada como se não tivesse uma existência, lamentou o parlamentar. (Com informações da TV Câmara)

(14/10/2014 – 17h36)

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