Capital terá vacinação contra Covid-19 no feriado prolongado

KAMILA MARINHO
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Durante os dias que antecedem o feriado nacional de 12 de outubro, a vacinação contra a Covid-19 ocorrerá em esquema especial na capital. Estarão disponíveis as primeiras, segundas e as doses adicionais das vacinas. Neste sábado (9/10), as 82 AMAs (Assistências Médicas Ambulatoriais) integradas com UBSs (Unidades Básicas de Saúde) estarão abertas para vacinação, das 7h às 19h. Os mega postos operam na campanha das 8h às 17h.

No domingo (10/10), estarão abertas das 8h às 16h as duas farmácias parceiras na avenida Paulista, nos números 2.371 e 266. Haverá ainda ações educativas. O mega posto da galeria Prestes Maia, na região central, estará aberto das 8h às 17h. No mesmo horário, também estará em operação a vacinação em sete parques da cidade.

Na segunda-feira (11/10), as AMAs/UBSs Integradas funcionam das 7h às 19h e os mega postos, das 8h às 17h. Na terça-feira (12/10), feriado, o esquema se repete. As AMAs/UBSs Integradas abrirão às 7h e vacinam até as 19h e os mega postos, das 8h às 17h.

Mais sobre o novo coronavírus 1

De acordo com o boletim diário mais recente publicado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo sobre a pandemia do novo coronavírus, até esta quinta (7/10), a capital paulista totalizava 38.383 vítimas da Covid-19. Havia, ainda, 1.521.196 casos confirmados de infecções pelo novo coronavírus.

Abaixo, gráfico detalhado sobre os índices da Covid-19 na cidade de São Paulo.

Prefeitura de SP

Em relação ao sistema público de saúde, os dados mais recentes mostram que a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados ao atendimento de pacientes com Covid-19 na região metropolitana de São Paulo, nesta sexta (8/10), é de 38,8%.

Já na quinta (7/10), o índice de isolamento social na cidade de São Paulo foi de 38%. A medida é considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades sanitárias a principal forma de contenção da pandemia do novo coronavírus.

A aferição do isolamento é feita pelo Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo, que utiliza dados fornecidos por empresas de telefonia para medir o deslocamento da população e a adesão às medidas estabelecidas pela quarentena no Estado.

Mais sobre o novo coronavírus 2

O Boletim Observatório Covid-19, divulgado nesta quinta (7/10) pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), mostra que o sucesso da vacinação na prevenção de formas graves e fatais da doença é traduzido na redução no número de casos e óbitos, e, ainda, na estagnação na taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para adultos no SUS (Sistema Único de Saúde) em patamares baixos, na maioria dos estados.

Os pesquisadores da Fiocruz consideram, no entanto, que a população deve ter prudência e continuar usando máscara e mantendo as demais medidas preventivas, como higienização das mãos, distanciamento social e uso de álcool gel, para bloquear a circulação do vírus.

O Índice de Permanência Domiciliar se encontra próximo de zero desde o mês de julho. Isso significa que a intensidade de circulação de pessoas nas ruas é similar à observada no período pré-pandemia. Os pesquisadores alertam, porém, que essa ausência de distanciamento físico reúne diversas formas de aglomeração, que vão desde o transporte público até atividades de comércio e lazer.

Apesar de muitas pessoas em circulação já terem sido imunizadas, as vacinas não previnem completamente a infecção ou a transmissão do vírus, alerta o documento. Por isso, a recomendação dos especialistas é que, até que o país alcance um patamar ideal de cobertura vacinal, estimado em torno de 80%, as medidas de distanciamento físico e prevenção, bem como a adoção do passaporte vacinal, devem ser mantidas.

Os pesquisadores defendem também que atividades que representem maior concentração e aglomeração de pessoas só sejam realizadas com comprovante de vacinação.

A mortalidade por Covid-19, atualmente, gira em torno de 500 casos por dia. O boletim sinaliza queda expressiva em comparação ao pico registrado em abril, quando foram notificados mais de três mil óbitos diários. Mas, apesar da retração, os números ainda demonstram que a transmissão permanece, bem como a incidência de casos graves que exigem cuidados intensivos.

Ao longo da última semana, foi registrada média de 16.500 casos confirmados e 500 óbitos diários por Covid-19. De acordo com o boletim, isso mostra ligeira alta do número de casos (0,4 % ao dia) e queda no número de óbitos (0,7% ao dia). A circulação de pessoas nas ruas e a positividade de testes permanecem, contudo, elevadas.

Os pesquisadores salientam no boletim que o fluxo de notificação irregular pode levar a decisões por vezes inoportunas ou baseadas em dados atrasados e incompletos. Reforçam, porém, que a tendência de estabilidade ou redução desses indicadores, apesar das oscilações apuradas nas últimas semanas epidemiológicas, demonstra que a campanha de vacinação está atingindo um dos seus principais objetivos, que é a redução do impacto da doença, com menos óbitos e casos graves, embora sem o bloqueio da transmissão do vírus. A evolução dos óbitos e da cobertura vacinal chama atenção para o fato que as curvas têm direção oposta.

O boletim informa ainda que na maioria dos Estados, de acordo com dados coletados no dia 4 de outubro, as taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no SUS apresentam relativa estabilidade, com índices inferiores a 50%.

Entre as capitais, o Distrito Federal (83%) está na zona de alerta crítico, segundo o boletim da Fiocruz, e quatro estão na zona de alerta intermediário: Porto Velho (65%), Vitória (73%), Rio de Janeiro (65%) e Porto Alegre (63%). Estão fora da zona de alerta 22 capitais: Rio Branco (2%), Manaus (52%), Boa Vista (45%), Belém (8%), Macapá (12%), Palmas (27%), São Luís (21%), Teresina (37%), Fortaleza (26%), Natal (25%), João Pessoa (14%), Recife (50%), Maceió (45%), Aracaju (16%), Salvador (24%), Belo Horizonte (50%), São Paulo (40%), Curitiba (57%), Florianópolis (44%), Campo Grande (31%), Cuiabá (33%) e Goiânia (42%).

Já entre as unidades da Federação, vinte e cinco aparecem fora da zona de alerta: Rondônia (34%), Acre (4%), Amazonas (27%), Roraima (45%), Pará (23%), Amapá (12%), Tocantins (33%), Maranhão (32%), Piauí (48%), Ceará (32%), Rio Grande do Norte (22%), Paraíba (17%), Pernambuco (50%), Alagoas (29%), Sergipe (16%), Bahia (27%), Minas Gerais (23%), Rio de Janeiro (46%), São Paulo (31%), Paraná (52%), Santa Catarina (39%), Rio Grande do Sul (54%), Mato Grosso do Sul (35%), Mato Grosso (35%) e Goiás (49%).

A Câmara durante a pandemia

No início da tarde desta quinta-feira (7/10), foi realizada na Câmara Municipal de São Paulo a reunião de instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para analisar a atuação da Prevent Senior no período de pandemia de Covid-19 na capital paulista.

A criação da CPI da Prevent Senior foi aprovada pelo Plenário da Casa no último dia 30 de setembro. Autor do requerimento propondo a CPI, o vereador Antonio Donato (PT) presidirá os trabalhos da Comissão. Na ocasião, o parlamentar justificou a importância da investigação, lembrando que a operadora de saúde é uma empresa com forte atuação na cidade de São Paulo e está sendo investigada pela CPI da Pandemia no Senado.

*Ouça aqui a versão podcast do boletim Coronavírus desta sexta-feira

*Este conteúdo e outros conteúdos especais podem ser conferidos no hotsite Coronavírus

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