Câmara de SP recebe ofício que comunica afastamento do prefeito Bruno Covas

MARCO CALEJO
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Nesta segunda-feira (3/5), a Câmara Municipal de São Paulo recebeu o pedido de licença do prefeito Bruno Covas (PSDB). A partir de hoje, o chefe do Executivo municipal se afasta do cargo por 30 dias para se dedicar exclusivamente ao tratamento do câncer. Neste período, o vice-prefeito Ricardo Nunes (MDB) assume a Prefeitura da capital paulista.

O ofício encaminhado pelo prefeito não precisa ser votado pelos vereadores. Nesta manhã, por meio das redes sociais, o presidente da Casa, vereador Milton Leite (DEM), confirmou o recebimento do documento que comunica o afastamento de Bruno Covas e postou uma mensagem. “Prefeito, estamos contigo torcendo e orando por sua saúde”.

Prefeito Bruno Covas

Também nas redes sociais, no domingo (2/5), Bruno Covas publicou um comunicado sobre a decisão de se afastar da Prefeitura para cuidar da saúde. Em dos trechos, Covas explicou que “nesse momento, com toda a força e foco que preciso colocar na minha saúde, fica incompatível o exercício responsável das minhas funções como Prefeito de São Paulo”.

Histórico de tratamento

O prefeito Bruno Covas (PSDB) foi diagnosticado com câncer na cárdia, região entre o esôfago e o estômago, em outubro de 2019. Covas se submeteu a sessões de quimioterapia e posteriormente iniciou tratamento de imunoterapia.

No início de 2021, o chefe do Executivo tirou licença de 10 dias para tratar a doença com sessões de radioterapia. E, em abril deste ano, a equipe médica que cuida de Bruno identificou novos focos de câncer nos ossos e no fígado.

Bruno Covas está internado no Hospital Sírio-Libanês desde ontem (2/5) para dar continuidade ao tratamento.

Vice-prefeito Ricardo Nunes

O vice-prefeito Ricardo Nunes (MDB) assumiu a Prefeitura de São Paulo na manhã desta segunda-feira. Nunes foi vereador na Câmara Municipal de São Paulo por dois mandatos, entre 2012 e 2016 e de 2016 a 2020.

Entre os trabalhos realizados no Legislativo paulistano, Nunes presidiu a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Evasão Fiscal, que é uma continuação da CPI da Sonegação Tributária. A Comissão apurou fraudes de sonegação de ISS (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) por simulação de endereço. Ou seja, empresas que mantinham sedes de fachada em outras cidades para reduzir o recolhimento do imposto. A CPI recuperou R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos.

Confira aqui a íntegra do ofício de afastamento.

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