Variante delta predomina entre casos confirmados de Covid-19 na capital

MARCO CALEJO
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Um estudo da Prefeitura de São Paulo, do Instituto Butantan e do Instituto Adolfo Lutz indicou que das amostras de coronavírus analisadas na capital paulista, 91,9% delas correspondem à variante delta. 

A variante delta foi diagnosticada pela primeira vez na cidade em julho. De lá para cá, já são quase duas mil confirmações. Só nesta semana, a Prefeitura registrou mais de 620 casos. Segundo a gestão municipal, apesar da circulação da variante na capita paulista, não houve crescimento significativo de casos devido ao avanço da vacinação.

No entanto, pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e da Unesp (Universidade Estadual Paulista) alertam para um eventual aumento de casos da variante delta a partir da próxima semana. A pesquisa, feita por meio da ferramenta InfoTracker, levou em consideração o intervalo de tempo em que a variante se espalhou em regiões de outros países após a primeira confirmação.

Mais sobre o novo coronavírus

A Secretaria Municipal da Saúde atualiza as informações sobre o coronavírus na capital paulista por meio do boletim epidemiológico publicado no site da Prefeitura. Desde o início da pandemia, até esta sexta-feira (17/9), mais de 37.635 pessoas morreram vítimas da Covid-19. Em relação aos casos confirmados, foram registrados 1.449.702.

Na cidade de São Paulo, até o início da tarde desta sexta, a Prefeitura aplicou 16.608.606 de vacinas contra a Covid-19. Desse total, 10.224.751 de pessoas receberam a primeira dose, 6.004.835 tomaram a segunda dose e 322.104 foram vacinadas com a dose única. Já 56.916 munícipes foram beneficiados com a dose adicional.

Confira abaixo o gráfico com os índices da Covid-19 na cidade de São Paulo.

Prefeitura de SP

Em relação ao sistema público de saúde, os dados mais recentes mostram que a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados ao atendimento de pacientes com Covid-19 na região metropolitana de São Paulo, até esta quinta (17/9), era de 38,7%.

Já nesta quinta (16/9), o índice de isolamento social na cidade de São Paulo foi de 37%. A medida é considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades sanitárias a principal forma de contenção da pandemia do novo coronavírus.

A aferição do isolamento é feita pelo Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo, que utiliza dados fornecidos por empresas de telefonia para medir o deslocamento da população e a adesão às medidas estabelecidas pela quarentena no Estado.

Ações & Atitudes

Com o avanço da vacinação em todo o país, os números trazem alívio. Porém, ainda é preciso manter os cuidados. A tendência de queda no percentual de casos e de óbitos representa o melhor cenário pandêmico desde o início do ano. O Boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), publicado nesta sexta-feira (17/9), registrou que ao longo das últimas 12 semanas houve redução de 3,8% ao dia.

A Fundação mostrou ainda que a taxa de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos também apresenta o melhor indicador em 2021. Apesar da melhora dos índices gerais, o estudo chama a atenção para a média móvel de alguns Estados e do Distrito Federal. De acordo com a Fiocruz, o Estado de São Paulo tem taxa acima de cinco casos por 100 mil habitantes. “Considerada muito alta”, cita o Boletim.

O distanciamento social continua sendo um importante aliado no combate à pandemia. O Boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz sugere que enquanto pelo menos 70% da população nacional não receber o esquema vacinal completo, é fundamental manter o isolamento para conter a circulação do coronavírus. “Ainda está longe do que temos hoje. Isto significa dizer que outras medidas de mitigação ainda possuem absoluta importância para o Brasil”, destaca a Fundação.

Os cientistas demonstram preocupação com a grande circulação de pessoas pelas ruas, já que índice de vacinação ideal ainda não foi atingido. “O que se verifica é que no Brasil, desde meados de julho deste ano, o índice se encontra próximo de zero, o que significa que não há diferença na intensidade de circulação de pessoas nas ruas ao observado na fase pré-pandêmica”, menciona a publicação.

A Fiocruz apresenta também dados do MonitoraCovid-19, obtidos com base nas informações das secretarias estaduais de Saúde. Atualmente, no Brasil, aproximadamente 214 milhões de doses de vacinas foram administradas. Os números representam a imunização de 86% da população com a primeira dose e 47% da população com o esquema de vacinação completo, considerando as pessoas com mais de 18 anos.

*Ouça aqui a versão podcast do boletim Coronavírus desta sexta-feira.

*Este conteúdo e outros conteúdos especiais podem ser conferidos no hotsite Coronavírus

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