Vacinação de pessoas de 39 e 40 anos na capital é antecipada 

DANIEL MONTEIRO
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A vacinação contra a Covid-19 na capital paulista de pessoas com 40 anos, grupo estimado em 134 mil munícipes, foi antecipada para a próxima quarta-feira (7/7). O anúncio da medida ocorreu na manhã desta segunda-feira (5/7). Inicialmente, essa faixa etária seria vacinada no dia 8 de junho, mas a imunização foi antecipada em um dia.

Também nesta segunda-feira, foi anunciada a antecipação da imunização de pessoas com 39 anos, que começarão a ser vacinadas na quinta-feira (8/7) – este público está estimado em cerca de 143 mil moradores da capital. 

Ainda nesta segunda-feira, a cidade de São Paulo iniciou a vacinação de pessoas com 41 anos (público estimado em aproximadamente 132 mil moradores da capital). A imunização continuará nesta terça-feira (6/7). Para a vacinação deste e demais grupos, toda a rede de postos da Secretaria Municipal da Saúde se encontra em operação.

Além disso, o munícipe que fizer parte dos públicos elegíveis abertos anteriormente também pode se vacinar. Todas as vacinas disponíveis foram aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e são eficazes e seguras contra a Covid-19. Não há necessidade nem possibilidade de escolher um imunizante específico.

Seguindo o cronograma de vacinação da capital, na sexta-feira (9/7) e no sábado (10/7), acontece a repescagem para que as pessoas com 40 e 41 anos que não conseguiram se imunizar nos dias previstos no calendário possam ter acesso à vacina. Nas mesmas datas, quem deixou de tomar a segunda dose, integrante de qualquer grupo elegível, também poderá se vacinar.

Importante destacar que, para garantir as doses à população do município de São Paulo, a Secretaria Municipal da Saúde reforça a obrigatoriedade de o cidadão apresentar, no ato da vacinação, um comprovante de residência na capital, juntamente com os documentos pessoais, preferencialmente CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) e cartão do SUS (Sistema Único de Saúde).

O comprovante de endereço no município de São Paulo pode ser apresentado de forma física ou digital. Se não houver no próprio nome do munícipe, serão aceitos comprovantes em nome do cônjuge, companheiro, pais e filhos, desde que apresentado também um documento que comprove o parentesco ou estado civil, como RG (Registro Geral), certidão de nascimento, certidão de casamento ou escritura de união estável.

Outra recomendação é o preenchimento do pré-cadastro no site Vacina Já, que agiliza o tempo de atendimento nos postos de vacinação. Para se cadastrar, basta inserir dados como nome completo, CPF, endereço, telefone e data de nascimento.

Mais informações, como o calendário atualizado de vacinação da gestão municipal, os públicos elegíveis no momento e a lista completa de postos abertos na capital, podem ser conferidas na página Vacina Sampa.

Mais sobre o novo coronavírus

Segundo dados mais recentes sobre a pandemia do novo coronavírus publicados pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, nesta segunda-feira (5/7) a capital paulista contabilizava 33.738 vítimas da Covid-19. Havia, ainda, 1.289.747 casos confirmados de infecções pelo novo coronavírus.

Abaixo, gráfico detalhado sobre os índices da Covid-19 na cidade de São Paulo.

Fonte: Prefeitura de São Paulo

Em relação ao sistema público de saúde da região metropolitana de São Paulo, a atualização mais recente destaca que, nesta segunda (5/7), a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados a pacientes com Covid-19 é de 65,8%. 

Considerado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades sanitárias a principal forma de contenção da pandemia do novo coronavírus, o isolamento social na cidade de São Paulo, no último domingo (4/7), foi de 45%.

Os dados são do Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo, que utiliza dados fornecidos por empresas de telefonia para medir o deslocamento da população e a adesão às medidas estabelecidas pela quarentena no Estado.

Atuação do município

Em resposta às informações divulgadas pela imprensa na última sexta-feira (2/7), a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo informou, por meio de nota, que o PMI (Programa Municipal de Imunizações) já identificou as 968 pessoas que foram imunizadas com vacinas supostamente vencidas na capital. 

A relação foi enviada às respectivas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e, a partir desta segunda-feira (5/7), será iniciado o contato com cada munícipe para realizar a checagem final entre a informação cadastrada no sistema e o momento de aplicação.

Caso haja comprovação de que a vacina estava vencida, a nota destaca que o PMI decidirá em conjunto com o Ministério da Saúde qual procedimento será adotado. Se for confirmado que houve erro no cadastro do imunizante, a UBS anotará a data correta de validade e a informação será corrigida no sistema.

“Cabe salientar que na capital a data de validade de todos os imunizantes passa por uma tripla checagem: no recebimento, na distribuição e na aplicação da vacina, inclusive, com a apresentação do frasco ao cidadão”, finaliza o comunicado da Secretaria Municipal da Saúde.

Ações e Atitudes

O Comitê de Blitze do Estado de São Paulo encerrou, no último domingo (4/7), três festas clandestinas que ocorriam na capital paulista, em diferentes horários e locais. Na madrugada de domingo, foi fechada uma festa clandestina na Vila Jaguara, zona Oeste da capital. 

No subsolo, sem ventilação e sem saída de emergência, 620 pessoas estavam aglomeradas, sendo que 308 delas estavam sem máscara de proteção facial, desrespeitando as medidas sanitárias vigentes para controle da pandemia do novo coronavírus. O estabelecimento foi autuado.

durante o restante do domingo, outras duas festas clandestinas que estavam acontecendo também foram encerradas – uma delas com 275 pessoas na rua Tabapuã, no Itaim Bibi (Zona Sul) e outra com 177 participantes na rua dos Trilhos, na Mooca (Zona Leste).

Agentes do Comitê de Blitze flagraram os dois estabelecimentos descumprindo medidas sanitárias como distanciamento social e algumas pessoas não usavam máscaras de proteção. Os locais foram autuados e fechados.

No domingo, a Vigilância Sanitária inspecionou 27 estabelecimentos e autuou oito na Capital. Os bairros inspecionados foram Lapa, Vila Leopoldina, Bela Vista, Consolação, Itaim Bibi e Mooca. 

Além disso, na noite do último sábado (3/7), as equipes do Comitê de Blitze inspecionaram e orientaram 14 estabelecimentos nos bairros de Paraisópolis, Vila Madalena, Barra Funda, Paraíso e Vila Jaguara.

Integram o Comitê, pela Prefeitura de São Paulo, agentes da Guarda Civil Metropolitana e da Covisa (Coordenadoria da Vigilância Sanitária). Pelo Governo do Estado, atuam profissionais da Vigilância Sanitária, Procon e das polícias Civil e Militar.

Qualquer pessoa pode denunciar festas clandestinas e funcionamento irregular de serviços não essenciais pelo telefone 0800-771-3541 e também no site www.procon.sp.gov.br ou pelo e-mail secretarias@cvs.saude.sp.gov.br, do Centro de Vigilância Sanitária.

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