Vacinação contra Covid-19 em pessoas com comorbidades acima de 50 anos começa na capital

DANIEL MONTEIRO
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Teve início na manhã desta sexta-feira (14/5) a vacinação das pessoas com idade acima de 50 anos, com comorbidades, e pessoas com deficiência permanente beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada) na capital paulista. 

Para a imunização, as pessoas com comorbidades acima de 50 anos precisam apresentar documento de identificação (preferencialmente CPF) e comprovante de condição de risco (exames, receitas, relatório ou prescrição médica), contendo o CRM do médico.

A Secretaria Municipal da Saúde também está dando um prazo de validade de até dois anos para esses documentos, visto que muitas pessoas não puderam comparecer a uma unidade de saúde no ano passado devido à pandemia. 

Com o intuito de facilitar a vacinação, inclusive, a comprovação desses documentos pode ser feita por papel ou de forma digitalizada, com o celular. Além disso, segundo a pasta, as pessoas com hipertensão arterial resistente deverão apresentar a receita de apenas um medicamento e não de três.

Nesta nova etapa da campanha de vacinação, todos os 25 postos de sistema drive-thru estarão em funcionamento das 8h às 17h, apenas para aplicação de primeira dose nos grupos elegíveis. Também serão reabertos os postos montados em farmácias parceiras da campanha.

Já as 468 UBSs (Unidades Básicas de Saúde) da capital disponibilizarão a vacinação em duas doses (D1 e D2) para todos os grupos elegíveis na campanha municipal de imunização.

A Secretaria Municipal da Saúde recomenda que a ida aos locais de vacinação aconteça de maneira gradual, evitando aglomerações nos postos, e com o pré-cadastro no site Vacina Já preenchido, para agilizar o tempo de atendimento. 

Por fim, no início da próxima semana, nos dias 17, 18 e 19 de maio, haverá a vacinação de gestantes e puérperas com idade acima de 18 anos nas Unidades Básicas de Saúde da capital.

Mais sobre o novo coronavírus

Segundo o boletim diário mais recente publicado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo sobre a pandemia do novo coronavírus, nesta sexta-feira (14/5) a capital paulista totalizava 28.936 vítimas da Covid-19. 

Havia, ainda, 1.097.486 casos confirmados de infecções pelo novo coronavírus. Desde o início da pandemia, 1.339.865 pessoas haviam recebido alta após passar pelos hospitais de campanha, da rede municipal, contratualizados e pela atenção básica do município.

Abaixo, gráfico detalhado sobre os índices da Covid-19 na cidade de São Paulo.

 

Prefeitura de São Paulo

 

Em relação ao sistema público de saúde, nesta sexta-feira (14/5) a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados ao atendimento de pacientes com Covid-19 na região metropolitana de São Paulo é de 76,6%.

Já na última quinta-feira (13/5), o índice de isolamento social na cidade de São Paulo foi de 39%. A medida é considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades sanitárias a principal forma de contenção da pandemia do novo coronavírus.

A aferição do isolamento é feita pelo Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo, que utiliza dados fornecidos por empresas de telefonia para medir o deslocamento da população e a adesão às medidas estabelecidas pela quarentena no Estado.

Ações e Atitudes

O Instituto Butantan, na capital paulista, entregou na manhã desta sexta-feira (14/5) mais 1,1 milhão de doses da vacina contra o novo coronavírus ao PNI (Programa Nacional de Imunizações). Com a nova remessa do imunizante, o Butantan chega à marca de 47,2 milhões de doses disponibilizadas ao Ministério da Saúde desde o início deste ano. 

O quantitativo entregue hoje já contempla o início do segundo contrato firmado com o Ministério da Saúde para mais 54 milhões de vacinas, após o primeiro contrato de 46 milhões ter sido completado.

As doses da vacina entregues em maio foram produzidas a partir de 3 mil litros de insumos recebidos no dia 19 de abril. A matéria-prima passou pelo envase, rotulagem, embalagem e inspeção de qualidade no complexo fabril do Butantan na capital paulista.

O instituto agora aguarda autorização do governo chinês para a liberação de mais matéria-prima necessária para a produção da vacina. Assim que um novo lote de insumos chegar ao país será possível retomar a produção e efetuar novas entregas do imunizante ao governo federal.

*Ouça aqui a versão podcast do boletim Coronavírus

*Este conteúdo e outros conteúdos especiais podem ser conferidos no hotsite Coronavírus

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