A Comissão de Saúde realizou, nesta quarta-feira (29/04), audiência pública para analisar os serviços do SAMU -192 ( Serviço de Atendimento Móvel de Emergência) no município de São Paulo. O SAMU é a instância da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) responsável por prestar atendimento de emergência pré-hospitalar acionado por contato telefônico através do número 192. Infartos, acidentes vasculares cerebrais(AVCs), acidentes em geral, convulsões, ferimentos graves com sangramento intenso são alguns dos casos atendidos pelo SAMU.
O coronel Luiz Carlos Wilke, diretor do SAMU-SP, explicou que o SAMU da capital está passando por um período de expansão e aprimoramento. “ Grande parte da verba federal disponibilizada ano passado está sendo usada este ano depois de muito estudo, elaboração de projetos e licitações”, disse ele.
Wilke falou também sobre a nova sede do serviço que trará uma central de operações integradas. “Estamos investindo em alta tecnologia para agilizar o serviço. Hoje a média de tempo gasto entre a ligação do pedido de socorro até a chegada da ambulância ao local está entre 16 e 18 minutos. O ideal são 10 minutos. Outro avanço tecnológico será um painel que monitorará todos os casos, bem como os leitos disponíveis nos hospitais”, disse ele.
Alfredo Manuel Silva Fernandes, representante do Hospital das Clínicas, elogiou os trabalhos do SAMU, mas pediu revisão das instalações hospitalares. “Outro ponto é aprimorar a identificação da gravidade dos casos antes de encaminhá-los para os hospitais, assim, evitar o desperdício de recursos”, disse ele.
A vereadora Juliana Cardoso (PT), presidente da Comissão de Saúde, questionou o coronel a respeito do alto valor gasto em aluguéis de desfibriladores e se não compensaria comprá-los. O diretor do SAMU explicou que as empresas não efetuam apenas o aluguel. “Elas são responsáveis pela manutenção, atualização e modernização dos equipamentos, portanto, vale a pena”, explicou. Ana Rosa Garcia da Costa , conselheira municipal da saúde, pediu maiores investimentos na capacitação dos profissionais, transparência de aplicação da verba federal e melhores condições de trabalho aos funcionários.
Também participaram da audiência pública Lissandro Silva, coordenador geral de Urgência do Ministério da Saúde; José Maria Orlando, secretário-adjunto da SMS; Gutemberg Moreira, representante do Conselho Regional de Enfermagem (Coren); Paulo Kron, coordenador da rede hospitala da rede hospitalar da SMS. E os vereadores Donato(PT), Jamil Murad(PC do B), Claudio Prado(PDT), Milton Ferreira(PPS), Carlos Alberto Bezerra Jr. (PSDB) e Sandra Tadeu(DEM).
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Saúde realiza audiência pública para discutir o SAMU
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