Com uma platéia em sua maioria de adolescentes (simbolicamente portando bonecas simulando bebês), o Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo sediou, na manhã desta quarta-feira (24/09), audiência pública para debater a demanda reprimida na educação infantil no Município. O encontro, promovido pela Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude e pela Comissão de Direitos Humanos, Cidadania, Segurança Pública e Relações Internacionais, reuniu representantes de candidatos à Prefeitura de São Paulo e o candidato Renato Reichmann (PMN).A palavra foi dada inicialmente à Esther Rizzi, da ONG Ação Educativa. Através dos movimentos sociais e da interlocução com os três poderes do Município a gente busca chamar a atenção para essa pauta da educação infantil, disse.Salomão Ximenes, do Movimento Creche para Todos, também um dos oradores da audiência pública, concordou com Esther Rizzi. Junto ao Judiciário, por exemplo, nós procuramos garantir esses direitos à educação infantil, propondo ações jurídicas. Recentemente, nós propusemos uma ação civil pública para garantia do atendimento das crianças cadastradas pelo movimento [Creche para Todos], cerca de 1.000 crianças identificadas em algumas regiões da Zona Sul, e também para o cumprimento das metas do Plano Municipal de Educação, acentua.Segundo sorteio feito pela Mesa, a primeira a se pronunciar foi a representante da candidata Marta Suplicy (PT), Cida Perez. O ritmo de construção de creches não permite atender ao volume de crianças. É necessário você recorrer a várias formas de atendimento. A Prefeitura por si só não dá conta, salientou.São necessárias parcerias público-privadas, terceirizações e convênios mas eu acredito que a escola deve ser gratuita, laica, pública, mantida pelo poder público, declarou o representante da candidata Soninha Francine (PPS), Cláudio Fonseca.Duas coisas os jornais pararam de falar: quantas crianças estão fora da escola e quantas são as creches ilegais. É preciso modificar o Código de Obras com relação a prédios de educação infantil, observou a representante do candidato Geraldo Alckmin (PSDB), Luci Junqueira.Segundo números recentes, São Paulo precisa de 14000 unidades para atender a criança. O modelo de 300 creches para 300, 500 crianças não funciona, porque não há tempo de construir creche, apontou Renato Reichmann.Os demais candidatos não compareceram nem enviaram representantes. O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal, vereador Beto Custódio faz um balanço da reunião e dos objetivos das audiências públicas sobre creches da cidade de São Paulo. Na Zona Sul, ali próximo da região do Campo Limpo, conseguiram fazer um levantamento real da demanda reprimida da educação infantil, em especial as crianças em idade de 0 a 3 anos. Fico imaginando como é grande o prejuízo sócio-pedagógico-familiar! Eu tenho a idéia de propor alguma lei que faça um censo a cada dois anos sobre a situação dessa demanda reprimida ou não, salienta o vereador. As crianças foram representadas aqui pelos bonecos que, de forma muito inteligente e criativa, foram trazidos pelos adolescentes, resumiu. Custódio coordenou os debates junto com o vereador Paulo Fiorilo (PT), presidente da Comissão dos Direitos da Criança e Juventude.No decorrer dos debates, a audiência pública contou com a presença dos vereadores Netinho (PSDB), Marta Costa (DEM), Agnaldo Timóteo (PR), Carlos Neder (PT) Soninha Francine (PPS), além de Beto Custódio e Paulo Fiorilo. As próximas audiências públicas para discutir as vagas nas creches estão previstas para os dias 29/10 e 26/11.
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Representantes de candidatos a prefeito debatem falta de vagas nas creches e pré-escolas
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