Prefeitura anuncia fechamento parcial do Hospital de Campanha do Anhembi a partir de agosto

DANIEL MONTEIRO
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Em coletiva virtual na manhã desta quinta-feira (16/7), a Prefeitura de São Paulo anunciou que desativará, a partir de 1º de agosto, uma ala com 561 leitos no Hospital Municipal de Campanha do Anhembi.

Segundo o prefeito Bruno Covas (PSDB), a medida é reflexo da contenção da pandemia do novo coronavírus (causador da Covid-19) na capital e trará uma economia de R$ 19 milhões aos cofres públicos municipais a partir do mês de agosto.

Em contrapartida ao fechamento de parte do Hospital de Campanha do Anhembi, Covas apresentou planos de expansão do número de leitos em dois hospitais permanentes da rede pública municipal de saúde.

Também participou da coletiva virtual desta quinta-feira o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido.

HOSPITAL DO ANHEMBI

Hoje, o Hospital Municipal de Campanha do Anhembi tem 1.800 leitos, sendo 807 de enfermaria, 64 de estabilização e 929 para contingência, ao custo mensal de R$ 28 milhões. Do total de leitos, 871 foram utilizados ao longo da pandemia. “Os 929 leitos para contingência nunca chegaram a ser usados, portanto nunca tivemos o custeio pago nessa ala. Mas, desde o início da pandemia, nós tivemos a tranquilidade de garantir que todo mundo tivesse atendimento na cidade de São Paulo”, destacou o prefeito Bruno Covas.

A partir de 1º de agosto, conforme anunciou a Prefeitura, haverá redução de 561 leitos nas alas de enfermaria e estabilização e o hospital terá a capacidade reduzida para 310 pacientes. Com a diminuição, o custo mensal de manutenção da unidade hospitalar passará a ser de R$ 9 milhões.

Para definir a redução de leitos do Hospital de Campanha do Anhembi, a Prefeitura se baseou em dados estatísticos relativos à taxa de ocupação dos leitos de enfermaria e UTI (Unidade de Terapia Intensiva) voltados ao tratamento de pessoas infectadas pelo novo coronavírus, além dos óbitos provocados pela Covid-19.

De acordo com as estatísticas oficiais do município, desde o dia 31 de maio, a taxa de ocupação dos leitos de UTI administrados pela Prefeitura específicos para a doença está abaixo de 70% e, desde o dia 22 de junho, o índice está abaixo de 60%. Além disso, a taxa média de ocupação nos últimos 10 dias é de 54,7%, o que indicaria tendência de queda na demanda por leitos de UTI.

A mesma tendência pode ser observada na taxa de ocupação dos leitos de enfermaria. Desde o dia 6 de junho, o município está abaixo de 60% de ocupação e, desde o dia 21 de junho, o índice está abaixo de 50%. Já a média nos últimos 10 dias é de 44,3% de ocupação.

Outro ponto destacado é a queda na curva de óbitos diários na cidade de São Paulo. Segundo a Prefeitura, o pico de mortes no município foi atingido no dia 22 de maio. Desde então, há uma diminuição na quantidade de casos diários de óbitos na cidade. “Voltamos a registrar, agora em meados de julho, números semelhantes ao que nós temos no início de abril. Então, há uma curva descendente no número de óbitos desde o final de maio”, ressaltou o prefeito.

“Portanto, com a estabilização da doença e com os números positivos que a cidade tem, seja de diminuição do número de casos, de diminuição do número de internações, de diminuição do número de mortes no município, hoje temos a tranquilidade de anunciar o fechamento de uma ala do Anhembi a partir de 1º de agosto”, completou Covas.

AMPLIAÇÃO DA REDE PÚBLICA

Na coletiva desta quinta-feira, a Prefeitura de São Paulo também anunciou que, a partir de 1º de agosto, haverá ampliação no número de leitos em dois hospitais permanentes da rede pública municipal: o Hospital da Brasilândia, na zona norte, e o Hospital Sorocabano, na zona leste.

No Hospital da Brasilândia, serão abertos 132 leitos permanentes de enfermaria em dois novos pisos da unidade, ao custo mensal de R$ 4,75 milhões. “Além disso, dois terços dos funcionários que hoje estão no Hospital Municipal de campanha do Anhembi, na ala que será desativada, serão reaproveitados no Hospital da Brasilândia. Também serão destinados grande parte dos equipamentos que estão hoje no Anhembi para lá”, afirmou o prefeito de São Paulo.

Já no Hospital Sorocabano, a partir de 1º de agosto serão abertos 36 leitos de um total de 60 previstos para serem entregues na unidade. Serão investidos, ainda, R$ 907 mil em reformas na infraestrutura e R$ 740 mil com a aquisição de equipamentos. O custeio mensal dos 60 leitos do hospital será de R$ 3 milhões. “É a reabertura de um hospital que, há tempos, é solicitada pela comunidade ali do entorno. Um hospital que era privado e agora é assumido pela Prefeitura de São Paulo”, ressaltou Covas.

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