Laboratório estuda nova versão e diz que Coronavac se mostra eficaz contra variante Ômicron

KAMILA MARINHO
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A Coronavac tem-se mostrado eficaz contra a variante Ômicron do coronavírus, disse nesta terça-feira (7/12) Weidong Yin, presidente do laboratório chinês Sinovac, responsável pelo desenvolvimento do imunizante. Segundo Weidong Yin, o laboratório trabalha no desenvolvimento de um imunizante específico para a nova cepa.

O presidente da Sinovac participou de um evento internacional realizado pelo Butantan com o apoio da farmacêutica chinesa. A Sinovac tem se dedicado a isolar o vírus, partindo de amostras de pacientes de Hong Kong, para poder iniciar os testes de anticorpos neutralizantes. Depois, pretende realizar um ensaio clínico para examinar a eficácia do imunizante. A previsão é que todo esse processo leve pelo menos três meses.

Em sua fala na abertura do evento, ao lado do presidente do Butantan, Dimas Covas, Weidong Win ressaltou que ainda há muitas incertezas em relação a Ômicron, sua taxa de mutação e a possibilidade de escape das vacinas. Mesmo assim, já existem evidências de que a Coronavac é eficaz contra a nova cepa.

“Esperamos ainda mais colaboração para o desenvolvimento mais rápido de imunizantes para novas variantes ou para vacinas de reforço, e temos certeza que com parcerias como a do Butantan vamos ser capazes de enfrentar a Covid-19”, pontuou Weidong Win.

Mais sobre o novo coronavírus 1

De acordo com o boletim diário mais recente publicado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo sobre a pandemia do novo coronavírus, até esta terça (7/12), a capital paulista totalizava 39.340 vítimas da Covid-19. Havia, ainda, 1.556.222 casos confirmados de infecções pelo novo coronavírus.

Abaixo, gráfico detalhado sobre os índices da Covid-19 na cidade de São Paulo.

Prefeitura de SP

Em relação ao sistema público de saúde, os dados mais recentes mostram que a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados ao atendimento de pacientes com Covid-19 na região metropolitana de São Paulo, nesta terça (7/12), é de 26,3%.

Já na segunda (6/12), o índice de isolamento social na cidade de São Paulo foi de 37%. A medida é considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades sanitárias a principal forma de contenção da pandemia do novo coronavírus.

A aferição do isolamento é feita pelo Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo, que utiliza dados fornecidos por empresas de telefonia para medir o deslocamento da população e a adesão às medidas estabelecidas pela quarentena no Estado.

Mais sobre o novo coronavírus 2

O Estado de São Paulo está convocando 3,4 milhões de pessoas que ainda não tomaram a segunda dose da vacina contra a Covid-19 para se imunizarem até sexta-feira (10/12). O objetivo da mobilização especial é que as pessoas concluam esquemas vacinais antes do Natal e Ano Novo. Até esta segunda-feira (6/12), 806,7 mil pessoas ainda precisavam completar o esquema vacinal com o imunizante Coronavac, outras 845,3 mil com AstraZeneca e 1,7 milhão com a vacina da Pfizer.

Para completar o esquema vacinal contra Covid-19, são necessárias duas doses para a vacina Coronavac (intervalo de 28 dias), da AstraZeneca (8 semanas) e Pfizer (21 dias). Caso o prazo seja ultrapassado, é fundamental que o cidadão procure um posto assim que possível para orientações e completar a imunização. O esquema vacinal da Janssen prevê apenas uma dose.

Toda a população adulta deve se vacinar com a dose adicional de Covid-19. A nova orientação do PEI (Plano Estadual de Imunização) segue a diretriz do PNI (Programa Nacional de Imunização) e vale para todas as pessoas que tomaram as duas doses da Coronavac, AstraZeneca e Pfizer há pelo menos quatro meses, conforme redução de intervalo anunciada na última semana pelo Governo de São Paulo.

Quem tomou a vacina da Janssen, de dose única na primeira etapa da campanha, poderá receber a dose adicional do mesmo imunizante com intervalo a partir de dois meses. No entanto, na ausência da vacina da Janssen, cujas doses adicionais ainda não foram disponibilizadas pelo Ministério da Saúde, é possível ser administrada uma dose adicional da Pfizer (vacina de RNA mensageiro).

Atuação do município

O  De Olho na Fila ultrapassou, nesta segunda-feira (6/12), os 40 milhões de acessos desde o seu lançamento, em 15 de julho. A ferramenta tem por objetivo facilitar o acesso à vacina contra Covid-19. O serviço on-line, criado pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, mostra o movimento nos postos de vacinação em tempo real e oferece aos moradores da capital a listagem das Unidades Básicas de Saúde, dos drive-thrus e dos mega postos. Dessa forma, é possível fazer a busca por região e localizar o posto mais próximo.

Na página também é possível verificar, desde 30 de julho, quais vacinas estão disponíveis em cada unidade para a aplicação da segunda dose. Até esta segunda, foram 3.749.390 visitantes únicos, número que se refere aos diferentes IPs (sigla em inglês para Protocolo de Rede) que acessaram o site. No período, 40.043.277 páginas foram vistas.

*Ouça aqui a versão podcast do boletim Coronavírus desta terça-feira

*Este conteúdo e outros conteúdos especiais podem ser conferidos no hotsite Coronavírus

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