Famílias vulneráveis que perderam parentes para Covid-19 vão receber auxílio de R$ 300 do Estado

KAMILA MARINHO
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O Governo de São Paulo vai pagar, durante seis meses, R$ 300 a famílias vulneráveis, que perderam ao menos um parente, para a Covid-19. O anúncio foi feito em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (29/6).

O programa SP Acolhe vai beneficiar cerca de 11 mil famílias em todo o Estado e terá o investimento de R$ 20,1 milhões. Ao todo, os beneficiários receberão R$ 1.800, entre os meses de julho e dezembro de 2021.

A iniciativa vai beneficiar famílias inscritas no CadÚnico com renda mensal de até três salários-mínimos que tenham perdido ao menos um familiar vítima de Covid-19, podendo ser pai, mãe, avô, avó, filho, filha ou outro parente, desde que a morte tenha ocorrido dentro do núcleo familiar. O programa considera todas as estruturas familiares, exceto a unifamiliar (uma única pessoa), com filhos de todas as idades. Para mais informações sobre o benefício, acesse o site Bolsa do Povo.

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Segundo dados mais recentes sobre a pandemia do novo coronavírus publicados pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, nesta terça (29/6), a capital paulista contabilizava 33.335 vítimas da Covid-19. Havia, ainda, 1.275.408 casos confirmados de infecções pelo novo coronavírus.

Abaixo, gráfico detalhado sobre os índices da Covid-19 na cidade de São Paulo.

Prefeitura de SP

Em relação ao sistema público de saúde da região metropolitana de São Paulo, a atualização mais recente destaca que, nesta terça (29/6), a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados a pacientes com Covid-19 é de 69,5%.

Considerado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades sanitárias a principal forma de contenção da pandemia do novo coronavírus, o isolamento social na cidade de São Paulo, na segunda-feira (28/6), foi de 37%.

Os dados são do Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo, que utiliza dados fornecidos por empresas de telefonia para medir o deslocamento da população e a adesão às medidas estabelecidas pela quarentena no Estado.

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A vacina Coronavac é segura e estimula a produção de anticorpos em crianças e adolescentes com idade entre 3 e 17 anos, segundo o estudo científico publicado pela revista The Lancet. Com sede no Reino Unido, a The Lancet é uma revista científica sobre medicina e com revisão por pares que é publicada semanalmente pela Elsevier e pelo Lancet Publishing Group.

Foram feitos ensaios clínicos entre outubro e dezembro do ano passado na província chinesa de Hebei e envolveram 552 participantes. A produção de anticorpos contra o antígeno do coronavírus foi maior que 96% após 28 dias da aplicação das duas doses. No Brasil, o imunizante da biofarmacêutica Sinovac é produzido em parceria com o Instituto Butantan.

Segundo o Instituto, os dados das fases 1 e 2 do estudo foram encaminhados à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A definição sobre o uso do imunizante nesta faixa etária cabe ao órgão e ao Ministério da Saúde.

O estudo mostrou reações adversas de grau 1 e 2, entre leve e moderada. Apenas 1% dos voluntários apresentou reação adversa de grau 3. A maioria das reações ocorreu sete dias após a aplicação e a recuperação dos pacientes se deu em até 48 horas. Dor no local da vacina e febre foram as reações mais comuns, com 13% e 5%, respectivamente.

A Coronavac é um dos imunizantes usados no PNI (Plano Nacional de Imunizações). Desde janeiro, o instituto entregou mais de 52,2 milhões de doses ao Ministério da Saúde.

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Para evitar que haja aglomerações nos postos de vacinação, a Prefeitura da capital está realizando um escalonamento da vacinação contra Covid-19. De acordo com a página Vacina Sampa, nesta terça-feira (29/6), teve início a imunização para pessoas com 44 e 45 anos. Na sequência, nos dias 30/6 e 1/7, começa a vacinação de quem tem 43 e 42 anos. E no dia 5/7, será a vez dos que tem 41 anos.

Na capital paulista, os moradores que estiverem inseridos neste grupo elegível poderão ser imunizados para a 1ª dose nas 468 UBSs (Unidades Básicas de Saúde), AMA/UBS Integradas, SAEs (Serviços de Atenção Especializada), mega postos com acesso a pedestres, farmácias e drive-thrus implantados na cidade.  A lista completa com os locais de vacinação também está disponível na página Vacina Sampa. Para verificar a movimentação nos postos de vacinação em tempo real, acesse o De Olho na Fila.

Antes de dirigir-se ao local de vacinação, é recomendado o preenchimento do pré-cadastro no site Vacina Já . O procedimento, indicado para todos os públicos, economiza até 90% no tempo de atendimento nos postos.

É preciso lembrar também que, para aplicação da primeira dose, a Secretaria Municipal de Saúde exige a apresentação do comprovante de residência, além dos documentos pessoais, de preferência CPF e cartão do SUS.

O comprovante de endereço no município de São Paulo pode ser apresentado de forma física ou digital. Se não houver no próprio nome do munícipe, serão aceitos comprovantes em nome do cônjuge, companheiro, pais e filhos, desde que apresentado também um documento que comprove o parentesco ou estado civil (RG, certidão de nascimento, certidão de casamento ou escritura de união estável).

Ações e Atitudes

Um carregamento com 47.520 ampolas do medicamento anestésico Atracúrio, que integra o chamado kit intubação, usado no tratamento de pacientes com Covid-19, chegou ao Brasil nesta terça (29/6). O desembarque aconteceu no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

O material foi doado pelo governo da Irlanda, depois de uma ação coordenada pela ABC (Agência Brasileira de Cooperação), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, pelo Ministério da Saúde e pela embaixada do Brasil na Irlanda.

Segundo informações do Ministério da Saúde, já foram distribuídos 14,2 milhões de unidades de medicamentos hospitalares, incluindo os utilizados para intubação.

*Ouça aqui a versão podcast do boletim Coronavírus

*Este conteúdo e outros conteúdos especiais podem ser conferidos no hotsite Coronavírus

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