Estado de São Paulo vai para a fase vermelha a partir da próxima segunda-feira

DANIEL MONTEIRO
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A partir da próxima segunda-feira (12/4), todas as regiões do Estado de São Paulo, inclusive a capital, irão da fase emergencial para a fase vermelha do Plano SP. A princípio, a nova classificação será válida até o dia 18 de abril. O anúncio ocorreu no início da tarde desta sexta-feira (9/4), em coletiva do Governo do Estado no Palácio dos Bandeirantes.

Segundo a administração estadual, a mudança de fase só foi possível graças às ações implementadas nas últimas semanas em São Paulo, que resultaram em quedas sucessivas nas taxas de internações em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e enfermaria. Entre as ações destacadas, estão o avanço da vacinação em todo o território paulista, ampliação do número de leitos para atendimento de pacientes com Covid-19 e aumento das medidas de distanciamento social.

Apesar da mudança, a fase vermelha irá incorporar medidas da fase emergencial e serão mantidas uma série de restrições. Assim, a partir da próxima segunda-feira, continuará a restrição ao atendimento presencial de todos os serviços não essenciais. Da fase emergencial, serão incorporados o toque de recolher das 20h às 5h, com reforço da fiscalização; recomendação de escalonamento na entrada e saída da indústria, serviços e comércio; obrigatoriedade de teletrabalho para todas as atividades administrativas; e proibição de celebrações religiosas coletivas.

Em relação às flexibilizações, a partir de segunda-feira será permitida a realização de campeonatos esportivos profissionais (como futebol e outras modalidades) após as 20h, com testagem e protocolos sanitários mais rígidos; haverá a permissão de retirada de produtos (o chamado take away) para shoppings, comércio, restaurantes e outras atividades; e a permissão de atendimento de presencial em lojas de materiais de construção.

Educação

Devido à mudança para a fase vermelha, o Governo do Estado também anunciou medidas voltadas à rede estadual de Educação. Foi antecipado para este sábado, 10 de abril, o início da vacinação dos profissionais da área (professores, diretores, coordenadores, profissionais administrativos, da alimentação e limpeza) com mais de 47 anos. A imunização das 350 mil pessoas desse público-alvo estava prevista para começar no dia 12.

Além disso, as atividades presenciais nas escolas estaduais, municipais e da rede privada em todo o Estado também estarão liberadas a partir de segunda-feira. Os estabelecimentos de ensino deverão respeitar o limite máximo de 35% de frequência diária dos alunos matriculados. Na fase vermelha, não há a obrigatoriedade de frequência presencial, ou seja, o pai ou responsável que optar por manter o estudante em casa, poderá fazê-lo sem prejuízo de frequência ou aprendizagem, uma vez que as atividades pedagógicas on-line continuarão a ser realizadas.

Na rede pública estadual, os dias 12 e 13 de abril (segunda e terça) serão voltados à orientação e comunicação das famílias e organização da comunidade escolar. As atividades presenciais serão retomadas efetivamente na quarta-feira, dia 14. Serão focados alunos com severa defasagem de aprendizado; com dificuldade de acesso à tecnologia; com necessidade de alimentação escolar; cujos responsáveis trabalhem em serviços essenciais; e aqueles com saúde mental em risco, segundo critérios e indicadores utilizados pela administração estadual.

Vacinas

Ainda na coletiva desta quarta-feira, o Governo do Estado informou a antecipação para segunda-feira da vacinação de idosos com 67 anos. O começo da imunização desse público-alvo, que em São Paulo soma 350 mil pessoas, estava prevista para o dia 14.

Mais sobre o novo coronavírus

De acordo com o boletim diário mais recente publicado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo sobre a pandemia do novo coronavírus, nesta sexta-feira (9/4) a capital paulista totalizava 23.913 vítimas da Covid-19.

Havia, ainda, 766.938 casos confirmados de infecções pelo novo coronavírus. Desde o início da pandemia, 1.153.317 pessoas haviam recebido alta após passar pelos hospitais de campanha, da rede municipal, contratualizados e pela atenção básica do município.

Abaixo, gráfico detalhado sobre os índices da Covid-19 na cidade de São Paulo.

Prefeitura de SP

Em relação ao sistema público de saúde, nesta sexta-feira (9/4) a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados ao atendimento de pacientes com Covid-19 na região metropolitana de São Paulo é de 86,2%.

Já na última quinta (8/4), o índice de isolamento social na cidade de São Paulo foi de 41%. A medida é considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades sanitárias a principal forma de contenção da pandemia do novo coronavírus.

A aferição do isolamento é feita pelo Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo, que utiliza dados fornecidos por empresas de telefonia para medir o deslocamento da população e a adesão às medidas estabelecidas pela quarentena no Estado.

Atuação do município

Com o objetivo de garantir a segurança alimentar e a saúde básica das pessoas em situação de extrema vulnerabilidade, o programa Cidade Solidária, iniciativa da Prefeitura de São Paulo, completou um ano na última quarta-feira (7/4) com mais de 2,5 milhões de cestas básicas e 1,1 milhão de kits de higiene e limpeza distribuídos.

No momento em que o Brasil é epicentro da pandemia, a ação realizada em conjunto com entidades organizadas da sociedade civil foi intensificada com o aumento no volume de cestas básicas adquiridas e da campanha de doações.

Segundo informações da Prefeitura, o total de alimentos entregues à população pelo programa neste primeiro ano alcançou 30 mil toneladas. Além de cestas básicas de alimentos, limpeza e higiene, também são aceitas doações de ração para os animais companheiros de pessoas em situação de rua.

Participam do movimento entidades como a Fundação Tide Setúbal, Ação Educativa, Instituto Alana, Itaú, Instituto de Arquitetos do Brasil, Instituto Acaia, WRI, União dos Movimentos de Moradia, União dos Movimentos de Cortiço, Movimento Terra de Deus, Terra de Todos, Todos pela Educação e Cruz Vermelha. Além destas, diversas outras entidades estão sendo convidadas a participar do Cidade Solidária.

Para mais informações sobre o programa, basta clicar neste link.

Ações e Atitudes

Produzida pelo Instituto Butantan, na capital paulista, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, a vacina Coronavac provou-se eficaz contra a mutação D614G do novo coronavírus, que predomina atualmente no mundo e é comum às linhagens B.1.1.28 (da qual derivam as variantes P.1, amazônica, e P.2, surgida no Rio de Janeiro) e B.1.1.33 (da qual deriva a variante N9, descoberta no Brasil recentemente).

As informações foram divulgadas no último sábado (3/4) no site da Sinovac, junto aos resultados consolidados dos quatro estudos clínicos de aplicação do imunizante realizados na China, no Brasil e na Turquia desde meados de 2020.

Conforme demonstraram as pesquisas, após a vacinação, a taxa de soroconversão (ou seja, o surgimento de anticorpo específico no sangue de um indivíduo) dos anticorpos neutralizantes contra 12 cepas do novo coronavírus (incluindo a mutação D614G) variou de 80% a 100%. Foram avaliados 80 voluntários e as cepas CZ02, WZL, WGF, ZJY, SSH, JWL, ZYF, HAC, HJL, ZXZ, QHF e NOOR.

O Butantan já havia divulgado em março dados iniciais de um estudo, realizado em parceria com o Instituto de Ciências Biomédicas da USP (Universidade de São Paulo) e envolvendo 35 pessoas, que apontava que a Coronavac era eficaz contra as variantes P.1 e P.2 do novo coronavírus.

Vacinas produzidas a partir do vírus inativado, como a Coronavac, possuem todas as partes do vírus. Isso pode gerar uma resposta imune mais abrangente em relação ao que ocorre com vacinas que utilizam somente uma parte da proteína Spike (utilizada pelo novo coronavírus para infectar as células). Como a Coronavac possui uma proteína Spike completa, isso pode levar a uma proteção mais efetiva contra as variantes que apresentam mutação nesse elemento.

O comunicado da Sinovac também aborda a segurança da Coronavac, levando em consideração os estudos clínicos realizados nos três países com mais de 14 mil pessoas acima de 18 anos. Com base neles, é possível concluir que as reações adversas mais comuns após a aplicação da vacina são dor no local da aplicação, dor de cabeça e cansaço, e que nenhuma reação adversa grave foi registrada até fevereiro.

*Ouça abaixo a versão podcast do boletim Coronavírus

1ª edição

2ª edição

*Este conteúdo e outros conteúdos especiais podem ser conferidos no hotsite Coronavírus

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