Criada para investigar a adulteração de bebidas, CPI do Metanol apura ações para combater comercialização irregular

Por: KAMILA MARINHO
DA REDAÇÃO

28 de janeiro de 2026 - 12:00
Imagem mostra sessão na Câmara Municipal de São Paulo, com vereadores sentados e tela projetando slides informativos. Plenário amplo, iluminação branca, parede de mármore clara e crucifixo ao fundo; ambiente formal e ordenado.Richard Lourenço / REDE CÂMARA SP

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Metanol foi instalada em outubro de 2025 na Câmara Municipal de São Paulo. O colegiado concluiu o ano com uma série de oitivas focadas na investigação da comercialização de bebidas alcoólicas supostamente adulteradas com metanol e álcool etílico na capital paulista. 

O cargo de presidente ficou com a vereadora Zoe Martínez (PL). Já a relatoria, com Sandra Santana (MDB). A comissão tem atuado na cobrança de ações dos órgãos de fiscalização da cidade. No decorrer de 2025, o grupo realizou seis reuniões ordinárias, duas extraordinárias e expediu 49 ofícios. 

Além de Zoe e Sanatana, o colegiado é formado por outros cinco parlamentares de diferentes partidos:  Ely Teruel (MDB) – vice-presidente, Adrilles Jorge (UNIÃO), Celso Giannazi (PSOL)Hélio Rodrigues (PT) e Sargento Nantes (PP).

Desde a primeira reunião de trabalho, em 28 de outubro, os integrantes da CPI se concentraram em ouvir autoridades e entidades. Na abertura das atividades, a comissão recebeu representantes das forças de segurança do Estado e do município. O objetivo foi entender como a investigação, o combate à produção e a distribuição das bebidas adulteradas têm sido conduzidos pela polícia.

Em 4 de novembro, prestaram esclarecimentos ao colegiado autoridades municipais e estaduais sobre a atuação dos órgãos de saúde pública diante do problema. Já no terceiro encontro, em 11 de novembro, participaram representantes da SMS (Secretaria Municipal da Saúde). Na ocasião,  foram debatidas as medidas adotadas pela vigilância sanitária e as ações de controle do sistema de saúde para evitar a contaminação.

A reunião de 2 de dezembro contou com a participação de profissionais do Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) e da Abrabe (Associação Brasileira de Bebidas). A indústria e o órgão de defesa do consumidor trouxeram a perspectiva sobre a fiscalização no ponto de venda e a conscientização dos consumidores.

Na mesma data, a CPI registrou a ausência de convidados importantes, como o superintendente de fiscalização da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e o representante da Coordenadoria Regional de São Paulo da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). 

Conclusão dos trabalhos

A expectativa é que o trabalho da CPI do Metanol se estenda até meados do primeiro semestre deste ano. A proposta é trazer resultados efetivos, aumentando as  fiscalizações principalmente na cadeia de descarte de garrafas e na punição dos responsáveis pela adulteração que coloca em risco a saúde pública.

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