CGE da capital alerta sobre cuidados na temporada de chuvas

O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), órgão da Prefeitura de São Paulo responsável pelo monitoramento das condições meteorológicas na Capital, alerta a população sobre os cuidados a serem tomados durante a temporada de chuvas nos próximos dois meses.

Para evitar entupimentos dos bueiros e ramais de drenagem, o que impede o escoamento das águas, o CGE pede que o cidadão não jogue lixo nas ruas, encostas, córregos, margens de rios ou áreas verdes.

Em dias de chuva forte, é importante manter-se longe da rede elétrica, conservar drenagens, valas e canaletas desobstruídas; além de manter telhados e calhas consertados.

Segundo Hassan M. Barakat, engenheiro do órgão, outra dica importante é retirar todos os aparelhos elétricos da tomada, para diminuir prejuízo em caso de queda de energia. E jamais abrigar-se perto de árvores, para evitar ser atingido por raios.

O CGE também orienta o cidadão a nunca se aventurar em correntezas. Barakat lembra que as áreas mais propícias à formação de correnteza ficam perto de rios e córregos.

Caso a chuva cause rachaduras ou outro problema grave na casa, o morador deve entrar em contato com a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193). Se a casa for condenada pela Defesa Civil, é preciso deixá-la o quanto antes.

Alagamentos

Por meio do site da CGE, é possível descobrir onde há ruas alagadas na cidade de São Paulo e, em caso de dúvida sobre vias bloqueadas, basta ligar na central de atendimento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), no telefone 1188, ou acessar o site www.cetsp.com.br.

Cuidados com a leptospirose

A leptospirose é uma das doenças mais suscetíveis à proliferação durante enchentes. Evitar o contato com água ou lama de enchentes e impedir que crianças nadem ou brinquem nessas águas são algumas das medidas preventivas contra a doença.

Pessoas que trabalham na limpeza de lama, entulhos e desentupimento de esgoto devem usar botas e luvas de borracha (ou sacos plásticos duplos amarrados nas mãos e nos pés).

A água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%) mata as leptospiras e deve ser utilizada para desinfetar reservatórios de água: um litro de água sanitária para cada 1.000 litros de água do reservatório. Para locais e objetos que entraram em contato com água ou lama contaminada deve-se diluir um copo de água sanitária em um balde de 20 litros de água.

Os principais sintomas da doença são: febre, dor de cabeça e dores pelo corpo – principalmente nas panturrilhas (batatas da perna). Podem também ocorrer vômitos, diarreia e tosse.

Nas formas graves, geralmente aparece icterícia (pele e olhos amarelos) e há a necessidade de internação hospitalar. O doente grave pode apresentar hemorragias, meningite, insuficiência renal, hepática e respiratória, que podem levar à morte.

Tratamento

Uso de medicamentos e outras medidas para o tratamento da doença, de acordo com os sintomas, deve ser orientado sempre por um médico. Os casos leves são tratados em ambulatório, mas os casos graves precisam ser internados. A automedicação não é indicada, pois pode agravar a doença.

Fonte: Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI)

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