Capital paulista recebe novo lote da Pfizer para vacinar crianças contra Covid-19

TERESA MORRONE
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A Secretaria Municipal da Saúde recebeu, na manhã desta terça-feira (18/1), um novo lote de 74.730 doses de Pfizer pediátrica para dar continuidade à vacinação contra Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos, com comorbidades, deficiências permanentes e indígenas aldeadas. O primeiro lote que chegou à capital na última sexta-feira (14/1) foi de 64.090 doses.

O esquema vacinal para o público infantil é de duas doses, com intervalo de oito semanas entre a primeira e a segunda dose. O imunizante está disponível nas 469 UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e UBSs Integradas espalhadas pela capital paulista, das 8h às 19h.

De acordo com o Vacinômetro, até as 13h desta terça, foram vacinadas 8.988 crianças do público elegível com a primeira dose.

Para as crianças deste público prioritário, a vacinação acontece todos os dias nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde, das 8h às 19h. É preciso que a criança esteja acompanhada de responsável maior de 18 anos imunização, munido de documentos de identificação da criança, carteirinha de vacinação, comprovante de endereço no nome dos pais ou do responsável, comprovante de condição de risco para os menores com comorbidades (exames, receitas, relatório ou prescrição médica físicos ou digitais, contendo o CRM do médico e com até dois anos de emissão) e comprovante da deficiência para os deficientes permanentes (laudo médico, cartão de gratuidade no transporte público, documentos comprobatórios de atendimento em centros de reabilitação ou unidades especializadas ou documento oficial de identidade com a indicação da deficiência).

A disponibilidade da vacina pediátrica pode ser acompanhada pela plataforma “De Olho na Fila”, que já é usada para consultar endereços, disponibilidade e movimento de postos de vacinação das doses para adultos.

Lista de comorbidades para vacinação de crianças de 5 a 11 anos:

  • Insuficiência cardíaca;
  • cor-pulmonante e hipertensão pulmonar;
  • cardiopatia hipertensiva;
  • síndrome coronarianas;
  • valvopatias;
  • miocardiopatias e pericardiopatias;
  • doença da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosa;
  • arritmias cardíacas;
  • cardiopatias congênitas;
  • próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados;
  • talassemia;
  • síndrome de Down;
  • autismo;
  • diabetes mellitus;
  • pneumopatias crônicas graves;
  • hipertensão arterial;
  • doença cerebrovascular;
  • doença renal crônica;
  • imunossuprimidos (incluindo pacientes oncológicos);
  • anemia falciforme;
  • obesidade mórbida;
  • cirrose hepática;
  • HIV.

Lista de deficiências permanentes para vacinação de crianças de 5 a 11 anos:

  • Física: limitação motora que cause grande dificuldade ou incapacidade para andar ou subir escadas;
  • Sensorial: indivíduos com grande dificuldade ou incapacidade de ouvir mesmo com uso de aparelho auditivo;
  • Visual: indivíduos com baixa visão ou cegueira. Considera-se baixa visão ou visão subnormal quando o valor da acuidade visual corrigida no melhor olho é menor do que 0,3 e maior ou igual a 0,05 ou seu campo visual é menor do que 20º no melhor olho com a melhor correção óptica (categorias 1 e 2 de graus de comprometimento visual do CID 10) e considera-se cegueira quando esses valores se encontram abaixo de 0,05 ou o campo visual menor do que 10º (categorias 3,4 e 5 do CID 10);
  • Intelectual: indivíduos com alguma deficiência intelectual permanente que limite as suas atividades habituais.

Mais sobre o novo coronavírus 1

De acordo com o boletim diário mais recente publicado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo sobre a pandemia do novo coronavírus, até esta terça-feira (18/1), a capital paulista totalizava 39.708 vítimas da Covid-19. E havia, ainda, 1.670.370 casos confirmados de infecções pelo novo coronavírus.

Abaixo, gráfico detalhado sobre os índices da Covid-19 na cidade de São Paulo.

Prefeitura de SP

Em relação ao sistema público de saúde, os dados mais recentes mostram que a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade e Terapia Intensiva) destinados ao atendimento de pacientes com Covid-19 na região metropolitana de São Paulo nesta terça-feira (17/1), é de 58,4%

Já a ocupação de leitos de enfermaria está em 65,3%. No Estado, a taxa de ocupação em UTIs está em 51,7% e em 56,3% em leitos de enfermaria. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde.

Mais sobre o novo coronavírus 2

A OMS (Organização Mundial de Saúde) divulgou na última sexta (14/1) a recomendação de dois medicamentos no tratamento de pacientes com casos graves ou críticos de Covid-19. O medicamento baricitinibe, conhecido como inibidor da Janus quinase e usado para tratar artrite reumatoide, em combinação com corticosteroides, mostrou evidências de auxiliar na sobrevida e reduzir o uso de  ventilação mecânica nos pacientes. De acordo com os especialistas da OMS, a substância tem efeitos parecidos com outros remédios para artrite, chamados inibidores da interleucina-6.

A entidade também faz uma recomendação condicional para o uso do anticorpo monoclonal sotrovimab em pacientes com Covid-19 não grave. A sugestão é que apenas seja aplicado em pacientes com maior risco de hospitalização.

Mais de 4 mil pacientes com infecção por Covid-19 não grave, grave e crítica participaram de sete ensaios que indicaram o uso desses medicamentos. A OMS segue contraindicando o uso de plasma convalescente, ivermectina e hidroxicloroquina em pacientes com Covid-19independente da gravidade da doença.

Mais sobre o novo coronavírus 3

Um relatório divulgado nesta segunda-feira (17/1) pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) destaca o impacto mundial da pandemia na geração de emprego e indica uma recuperação lenta e incerta dos mercados de trabalho.

Além de indicar uma piora das perspectivas para o mercado de trabalho global, o documento “Perspectivas Sociais e de Emprego no Mundo – Tendências 2022”, indica a chance de que as condições continuem negativas nos próximos anos.

Segundo a OIT, o desemprego global deve ficar neste ano em 207 milhões, cerca de 21 milhões a mais do que em 2021, quando ficou em torno de 186 milhões. Estima-se que o desemprego global permaneça acima dos níveis anteriores à pandemia até, pelo menos, 2023.

Ainda de acordo com o relatório, nos países em desenvolvimento, a falta de sistemas de proteção social que possam fornecer  benefícios adequados para estabilizar a renda agravou dificuldades financeiras das famílias que já eram economicamente vulneráveis, com efeitos diretamente interligados sobre a saúde e a nutrição.

Além disso, o relatório resume medidas de políticas públicas para que a recuperação da crise seja plenamente inclusiva e centrada no ser humano. Tais recomendações baseiam-se no documento Apelo Mundial à Ação, que foi adotado pelos 187 estados-membros da OIT em junho do ano passado.

 

*Ouça aqui a versão podcast do boletim Coronavírus desta terça-feira

*Este conteúdo e outros conteúdos especiais podem ser conferidos no hotsite Coronavírus

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