Capital paulista contabiliza 14,2 mil mortes e 399,3 mil casos de Covid-19

DANIEL MONTEIRO
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Segundo dados do boletim diário sobre a pandemia do novo coronavírus (causador da Covid-19) publicado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, nesta quarta-feira (25/11) a capital paulista contabiliza 14.260 vítimas da Covid-19.

Há, ainda, 399.382 casos confirmados de infecções pelo novo coronavírus e 579.106 casos suspeitos sob monitoramento. Até o momento, 589.554 pessoas receberam alta após passar pelos hospitais de campanha, da rede municipal, contratualizados e pela atenção básica do município.

Abaixo, gráfico detalhado sobre os índices da Covid-19 na cidade de São Paulo nesta quarta-feira.

Prefeitura de SP

Em relação ao sistema público de saúde na Grande São Paulo, a atualização mais recente destaca que, nesta quarta-feira, a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados ao atendimento de pacientes com Covid-19 é de 56,7%.

Considerado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades sanitárias a principal forma de contenção da pandemia do novo coronavírus, o isolamento social na cidade de São Paulo, na última terça-feira (24/11), foi de 40%.

Os dados são do Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo, que utiliza dados fornecidos por empresas de telefonia para medir o deslocamento da população e a adesão às medidas estabelecidas pela quarentena no Estado

Mais sobre o coronavírus

Apoiado pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e com participação do ICB-USP (Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo), na capital paulista, um grupo internacional de pesquisadores realizou o cruzamento de milhares de dados sobre o funcionamento do sistema imune de pacientes com Covid-19 e estabeleceu possíveis fatores para explicar a menor incidência de casos graves entre mulheres.

Com o auxílio de ferramentas de bioinformática, os pesquisadores analisaram dados genômicos disponíveis publicamente no repositório GEO Database. As informações foram obtidas de material coletado de secreções da nasofaringe e de exames de sangue, somando mais de mil pacientes com Covid-19.

Ao cruzar as informações, o grupo concluiu que as mulheres de várias faixas etárias têm um perfil imunológico mais parecido ao de pacientes jovens, enquanto os homens se assemelham aos mais velhos. É sabido, desde o surgimento do novo coronavírus, que o segundo grupo tem uma pior resposta à infecção pela Covid-19.

Os resultados, divulgados on-line e ainda sem revisão por pares, vão possibilitar o estudo de possíveis alvos terapêuticos para a doença, podendo reduzir a incidência de casos graves na população.

A Câmara durante a pandemia

Na última terça-feira (24/11), o Comitê Emergencial de crise na Educação, vinculado à Comissão de Educação, Cultura e Esportes, debateu em reunião virtual as possíveis complicações na área da educação levando em conta uma possível segunda onda de contágio da Covid-19.

Na reunião, vereadores demonstraram preocupação com a pandemia e as consequências que podem atingir funcionários da área da educação e também alunos da rede de ensino da capital.

Já representantes de entidades de classe da área exaltaram os resultados obtidos pelo Comitê Emergencial de crise na Educação, destacando as conquistas oriundas de propostas do grupo de trabalho junto ao Executivo.

Ações e Atitudes

Segundo especialistas, pessoas que contraíram a Covid-19 podem doar sangue, se respeitarem um período mínimo após a melhora completa de sintomas. E para que estejam habilitadas a doar, é necessário que aguardem 30 dias depois que todos os indicativos da doença tenham desaparecido.

Pesquisas apontam que, até o momento, não houve evidências científicas de que o novo coronavírus possa ser transmitido através de transfusões de sangue. Mesmo assim, ressaltam, os bancos de sangue e hemocentros têm tido cautela em relação ao assunto, como prevenção.

Por esse motivo, perguntas relacionadas à Covid-19 tornaram-se praxe, sendo adicionadas ao questionário que já era feito anteriormente pelas equipes de triagem dos bancos de sangue.

Durante a entrevista, os profissionais de saúde buscam saber se o potencial doador teve contato recente com alguém que teve o diagnóstico de Covid-19 confirmado, ou seja, que testou positivo para a doença, o que pode, inclusive, identificar candidatos que possam ser assintomáticos. Para averiguar, indagam também se o voluntário apresentou febre nos últimos 14 dias, sintomas gripais, como falta de ar, tosse e coriza, perda de paladar ou paladar distorcido, perda de olfato e cefaleia.

Também há a orientação para que, caso nos dias pós doação a pessoa apresente qualquer sintoma de Covid-19, com diagnóstico ou não, que ela avise imediatamente ao banco de sangue, para que haja tempo hábil de bloquear algum hemocomponente produzido a partir da doação que ainda esteja em estoque.

  • *Para ouvir a versão podcast do boletim Coronavírus, clique aqui

*Este conteúdo e outros conteúdos especiais podem ser conferidos no hotsite Coronavírus

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