Capital contabiliza 13 mil mortes e 340,7 mil casos de Covid-19

DANIEL MONTEIRO
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Segundo dados do boletim diário publicado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo sobre a pandemia do novo coronavírus (causador da Covid-19), nesta quinta-feira (8/10) a capital paulista contabiliza 13.044 vítimas da Covid-19.

Há, ainda, 340.742 casos confirmados de infecções pelo novo coronavírus e 428.867 casos suspeitos sob monitoramento. Até o momento, 473.110 pessoas receberam alta após passar pelos hospitais de campanha, da rede municipal, contratualizados e pela atenção básica do município.

Abaixo, gráfico detalhado sobre os índices da Covid-19 na cidade de São Paulo nesta quinta-feira.

Prefeitura de SP

Em relação ao sistema público de saúde na Grande São Paulo, nesta quinta-feira a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados ao atendimento de pacientes com Covid-19 é de 42,2%.

Considerado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades sanitárias a principal forma de contenção da pandemia do novo coronavírus, o isolamento social na cidade de São Paulo, na última quarta-feira (7/10), foi de 40%.

Os dados são do Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo, que utiliza dados fornecidos por empresas de telefonia para medir o deslocamento da população e a adesão às medidas estabelecidas pela quarentena no Estado.

Mais sobre o coronavírus

Um estudo, desenvolvido por pesquisadores do IF-USP (Instituto de Física da Universidade de São Paulo), na capital paulista, apresentou resultados positivos ao descrever o padrão de evolução espacial e temporal (propagação) de doenças epidêmicas, como o novo coronavírus. A descoberta pode ser útil para a formulação de políticas de distanciamento social, caso seja necessário enfrentar futuras pandemias, destacam os autores.

Atualmente, o modelo mais usado para descrever a evolução de uma epidemia ao longo do tempo é chamado de SIR. A sigla é formada pelas letras iniciais das palavras suscetíveis (S), infectados (I) e removidos (R). A pessoa suscetível pode ser infectada, e a pessoa infectada será eventualmente removida, por imunização ou morte.

Assim, as populações das três classes variam, enquanto a população total, dada pela soma dos indivíduos que compõem cada uma delas, é considerada constante na escala de tempo da contaminação epidêmica. O modelo SIR tem sido aplicado em diversas análises sobre a pandemia provocada pelo novo coronavírus.

Segundo os pesquisadores do IF-USP, embora esse modelo seja uma ferramenta muito útil para investigar a evolução temporal da pandemia, ele fornece poucos insights sobre como a infecção evolui no espaço, o que é fundamental para o planejamento de programas de distanciamento social que efetivamente protejam as populações ao mesmo tempo que diminuam os impactos socioeconômicos da pandemia, o que motivou as pesquisas de novos modelos de evolução epidêmicas.

Os resultados indicam que a propagação do novo coronavírus apresenta um caráter fractal, assim como acontece com muitas outras variáveis que descrevem a vida social. Isso significa que a contaminação se dá de forma descontínua, mas exibe o mesmo padrão em diferentes escalas.

Ou seja, um indivíduo infectado contamina de início um grupo relativamente pequeno, com o qual mantém contato direto. Depois há um hiato na propagação, seguido de uma nova etapa na qual o pequeno grupo inicialmente contaminado passa a contaminar um grupo maior. E assim sucessivamente.

O estudo investigou essa distribuição espacial a partir de dados da China, dos Estados Unidos e do Estado de São Paulo, e depois testou os resultados, comparando dados do Estado de São Paulo e da Europa. Segundo os autores, o modelo conseguiu descrever com maior riqueza de detalhes a evolução temporal da contaminação. A expectativa é que, com esse modelo, é possível encontrar um ponto ótimo para entrada e saída do isolamento, levando em conta a região afetada pela pandemia.

O artigo descrevendo o modelo pode ser acessado neste link. O estudo recebeu apoio da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Ações e Atitudes

Com apoio da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e colaboração da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), pesquisadores do INCTAA (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Tecnologias Analíticas Avançadas) desenvolveram métodos analíticos para avaliar o teor de etanol recomendado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) nos antissépticos para assegurar a eficiência na desativação do novo coronavírus.

Os métodos de análises se baseiam no uso de espectroscopia no infravermelho e espectroscopia no infravermelho próximo. Segundo os pesquisadores, o primeiro método requer equipamento de mais alto custo e acessórios especiais, também mais caros, para a obtenção das medidas necessárias e realização da análise do conteúdo de etanol nas amostras de álcool em gel. Já o segundo método pode ser implementado com instrumentos portáteis e de baixo custo.

Os dois métodos produzem informações essencialmente da mesma natureza, associadas às características das estruturas químicas dos compostos presentes nas amostras analisadas. Essas informações permitem acessar o teor de etanol no álcool em gel para garantir a eficácia do sanitizante e o combate efetivo ao vírus causador da Covid-19.

O uso da metodologia pode ajudar a reduzir fraudes na produção de antissépticos baseados no álcool para higienização das mãos e superfícies, uso obrigatório em locais públicos, recintos comerciais e residenciais em função da pandemia do novo coronavírus.

Os métodos foram descritos em dois artigos. Os autores do estudo são vinculados à UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), UFV (Universidade Federal de Viçosa) e ao Instituto de Criminalística Professor Armando Samico, da Polícia Científica de Pernambuco.

*Este conteúdo e outros conteúdos especiais podem ser conferidos no hotsite Coronavírus

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