Câmara de SP anuncia reabertura gradual ao público a partir de segunda

KAMILA MARINHO
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Publicado nesta quinta-feira (21/10), o Ato 1523/2021 da Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo dispõe sobre a reabertura gradual do Palácio Anchieta ao público a partir da próxima segunda-feira (25/10). A presidência do Legislativo paulistano levou em consideração o avanço no plano de imunização da população de São Paulo, com 88,7% de sua população adulta completamente vacinada até a data de 16 de outubro.

Os protocolos devem continuar por precauções de prevenção à infecção e à propagação da Covid-19. Para frequentar as dependências do Legislativo paulistano, os visitantes, servidores, estagiários, terceirizados e demais pessoas devem apresentar comprovação de vacinação, além do uso obrigatório de máscaras. A aferição de temperatura e ocupação máxima de 50% dos auditórios da Casa também fazem parte da nova resolução.

O acesso aos gabinetes dos vereadores ficará restrito aos visitantes previamente cadastrados, limitado a quatro pessoas concomitantemente. Já o acesso à Biblioteca e à Ouvidoria deverá ser feito com distanciamento social, sem aglomeração.

Clique aqui e leia a íntegra do Ato da Mesa Diretora e as outras medidas que devem ser seguidas a partir da próxima semana.

Atuação do município

As 50 mil doses do imunizante Coronavac, recebidas pela capital nesta quarta-feira (20/10), serão utilizadas apenas para a aplicação de segundas doses, segundo a Prefeitura da capital. De acordo com o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, o mais importante neste momento é garantir que todos aqueles que receberam a Coronavac na primeira dose possam concluir seu esquema vacinal.

A disponibilidade de segundas doses das vacinas contra Covid-19 pode ser verificada por meio da plataforma De Olho na Fila . Até esta quarta-feira (20/10), foram aplicadas 19.470.656 doses de vacinas antiCovid, sendo 10.466.580 primeiras doses, 8.052.343 segundas doses, 327.028 doses únicas e 624.705 doses adicionais.

Mais sobre o novo coronavírus 1

De acordo com o boletim diário mais recente publicado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo sobre a pandemia do novo coronavírus, até esta quinta (21/10), a capital paulista totalizava 38.605 vítimas da Covid-19. Havia, ainda, 1.537.576 casos confirmados de infecções pelo novo coronavírus.

Abaixo, gráfico detalhado sobre os índices da Covid-19 na cidade de São Paulo.

Prefeitura de SP

Em relação ao sistema público de saúde, os dados mais recentes mostram que a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados ao atendimento de pacientes com Covid-19 na região metropolitana de São Paulo, nesta quinta (21/10), é de 36,1%.

Já nesta quarta (20/10), o índice de isolamento social na cidade de São Paulo foi de 39%. A medida é considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades sanitárias a principal forma de contenção da pandemia do novo coronavírus.

A aferição do isolamento é feita pelo Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo, que utiliza dados fornecidos por empresas de telefonia para medir o deslocamento da população e a adesão às medidas estabelecidas pela quarentena no Estado.

Mais sobre o novo coronavírus 2

A transmissão do novo coronavírus (Sars-CoV-2) continua em queda, segundo o boletim do Observatório Covid-19, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Com base em dados da semana epidemiológica 41, referente ao período de 10 a 16 de outubro, houve reduções diárias de 4,8% no número de casos e de 3,6% nos óbitos.https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1425193&o=node https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1425193&o=node

Na semana 41, foram registrados no país médias diárias de 10,2 mil casos confirmados e de 330 óbitos. O documento informa ainda que as taxas de ocupação de leitos de UTI para adultos no SUS mantêm-se relativamente estáveis, com 25 Estados e 23 capitais fora da zona de alerta e com a maioria abaixo de 50%.

Entre as unidades da federação, as exceções são Espírito Santo, na zona de alerta intermediária, cuja taxa subiu de 65% para 71%, e Distrito Federal, na zona de alerta crítico, mas com uma queda de 89% para 80%.

A Fiocruz destaca que há uma manutenção da tendência dos impactos da Covid-19 no país e que a campanha de vacinação contra a doença tem contribuído para isso. “De agosto em diante, houve uma aceleração da vacinação, que permanece com tendência de alta. Os valores atuais de mortalidade se apresentam estáveis, em torno de 500 óbitos por dia, o que revela uma queda expressiva em relação ao pico observado em abril, quando foram notificados mais de 3 mil óbitos diários. Por outro lado, são valores ainda preocupantes, já que demonstram a permanência da transmissão e a incidência de casos graves que exigem cuidados intensivos, e podem gerar milhares de mortes nos próximos meses”, ressalta o documento.

Apesar disso, o boletim destaca que as estatísticas de casos e óbitos podem sofrer influência de falhas nos fluxos de dados da doença, tanto do e-SUS quanto do Sivep-Gripe.

Segundo a Fiocruz, alguns Estados estão tendo problemas com esses sistemas de informação, que podem gerar interpretações equivocadas sobre as tendências locais da pandemia e, consequentemente, comprometer a tomada de decisões baseada nesses dados incompletos.

Ações e Atitudes

Pesquisa feita pela Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) e as secretarias estaduais de Governo e de Turismo e Viagens mostrou que a preocupação com as medidas de enfrentamento da Covid-19 continua forte, mas o avanço da vacinação anima os paulistas: entre os últimos meses de 2021 e 2022, 55% dos moradores pretendem viajar.

O levantamento ouviu mais de quatro mil pessoas, de todas as regiões do Estado. Os que planejam sair em 2021 somam 13,5 milhões – São Paulo tem 44,9 milhões de habitantes. São viagens para dentro do próprio Estado (4,6 milhões), outros Estados (6,8 milhões) e exterior (2,2 milhões).

A pesquisa, feita em agosto, revela ainda como a vacinação influencia no tipo de roteiro. Por mais segurança, em janeiro de 2021, 75% disseram que pretendiam viajar dentro do próprio Estado, no que passou a ser chamado de “turismo de proximidade”: poucos dias, para distâncias de até 300 quilômetros. Agora são 34%, o que confirma a importância da vacinação em São Paulo para a retomada das viagens em todo o país – o estado é o principal “exportador” de turistas.

Lazer é o motivo principal para 72% dos que planejam viajar ainda em este ano, percentual que cai para 68% no ano que vem. O turismo de negócios deve ter recuperação mais forte em 2022. A atenção com a Covid continua. Nove de cada dez paulistas dizem que se preocupam com as medidas de enfrentamento nos destinos a serem visitados. Outras tendências:

• A compra/reserva acontece mais perto da data da viagem;

• A maioria das viagens será na companhia de familiares, independente do roteiro;

• Para 45% dos que não vão viajar em 2021 e 2022 o motivo principal é a falta de condições financeiras;

• Predominam os planos de viagem de até uma semana

A retomada começa a influenciar na geração de empregos. Segundo o CIET (Centro de Inteligência da Economia do Turismo), da Secretaria de Turismo e Viagens, desde maio, o saldo de vagas formais do setor – média entre demissões e contratações – acumula resultados positivos, devendo fechar 2021 com 62 mil postos com carteira assinada criados.

*Ouça aqui a versão podcast do boletim Coronavírus desta quinta-feira

*Este conteúdo e outros conteúdos especiais podem ser conferidos no hotsite Coronavírus

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