Butantan recebe matéria-prima para produção de 14 milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus

DANIEL MONTEIRO
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Chegou nesta quinta-feira (4/3) a maior remessa de matéria-prima até o momento para produção local da vacina contra o novo coronavírus, desenvolvida pelo Instituto Butantan, na capital paulista. A carga, vinda da China, possibilitará a produção de 14 milhões de doses do imunizante.

O lote foi enviado pela biofarmacêutica Sinovac Biotech, parceira internacional do Butantan no desenvolvimento do imunizante, e conta com 8,2 mil litros de matéria-prima para a vacina.

O Butantan já havia recebido, no dia 3 de fevereiro, um carregamento com 5,4 mil litros de insumos vindos da China. E, no dia 10, houve a chegada de outros 5,6 mil litros de matéria-prima, maior carregamento até então.

As doses de vacina são envasadas, rotuladas, embaladas e passam por um rígido controle de qualidade no Butantan antes de serem disponibilizadas para a população por meio do PNI (Programa Nacional de Imunizações), coordenado pelo Ministério da Saúde.

Desde 17 de janeiro, o Instituto Butantan já entregou 14,45 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 para uso no SUS (Sistema Único de Saúde). Até o final de março, serão entregues outras 21 milhões de doses e, até 30 de abril, o total de vacinas produzidas pelo Butantan e disponibilizadas ao PNI somará 46 milhões.

Além disso, o Instituto também tem o compromisso de entregar ao Ministério da Saúde outras 54 milhões de vacinas contra a Covid-19 até 30 de agosto, totalizando 100 milhões de doses previstas em contrato com a pasta federal.

Mais sobre o novo coronavírus

De acordo com o boletim diário mais recente publicado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo sobre a pandemia do novo coronavírus, na última quarta-feira (3/3) a capital paulista totalizava 18.800 vítimas da Covid-19.

Havia, ainda, 639.097 casos confirmados de infecções pelo novo coronavírus. Até quarta, 913.179 pessoas haviam recebido alta após passar pelos hospitais de campanha, da rede municipal, contratualizados e pela atenção básica do município.

Abaixo, gráfico detalhado sobre os índices da Covid-19 na cidade de São Paulo.

Prefeitura de SP

Em relação ao sistema público de saúde, nesta quinta-feira (4/3) a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados ao atendimento de pacientes com Covid-19 na Grande São Paulo é de 79,1%.

Já na última quarta (3/3), o índice de isolamento social na cidade de São Paulo foi de 39%. A medida é considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades sanitárias a principal forma de contenção da pandemia do novo coronavírus.

A aferição do isolamento é feita pelo Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo, que utiliza dados fornecidos por empresas de telefonia para medir o deslocamento da população e a adesão às medidas estabelecidas pela quarentena no Estado.

Atuação do município

Nesta quinta-feira (4/3) foi implantado na cidade de São Paulo mais um drive-thru para a vacinação contra o novo coronavírus. O posto está localizado no Club Paulistano, na rua Honduras, 1400 – Jardim América.

Já a partir de sexta-feira (5/3), a cidade passará a contar com 14 drive-thrus com a abertura de novos postos no Parque Villa-Lobos e no Shopping Aricanduva. Todos os postos funcionam de segunda a sábado, das 8h às 17h. A cidade ainda conta com outros 82 drive-thrus anexos às 486 UBSs (Unidades Básicas de Saúde da capital).

Nesta etapa da campanha, todos os drive-thrus terão vacinação para os idosos acima de 77 anos, além de oferecer a segunda dose da vacina também exclusivamente para pessoas que receberam a primeira dose em um dos drive-thrus da cidade.

As pessoas que tomaram a primeira dose no estádio do Pacaembu, que encerrou as atividades na última quarta-feira (3/3), podem procurar qualquer um dos postos de vacinação da cidade, incluindo os drive-thrus.

Os postos de vacinação drive-thru em funcionamento estão localizados na Neo Química Arena – Av. Miguel Ignácio Curi, Portão E4; na Igreja Boas Novas – Rua Marechal Mallet, 535; no Autódromo de Interlagos – Rua Jacinto Júlio, altura do nº 589 – Portão 9, entrada KRF; no Clube Hebraica – Rua Ibiapinópolis, 781; no Memorial da América Latina – Rua Tagipuru, 500, Portão 2; no Estádio do Morumbi – Av. Giovanni Gronchi, Portão 15; no Ginásio do Ibirapuera – Rua Marechal Estenio Albuquerque Lima, 413; no Teatro Paulo Eiró – Av. Adolfo Pinheiro, 765 – Santo Amaro; no Clube Atlético Monte Líbano – Rua do Gama, 261 – Jardim Luzitania; na Subprefeitura de M’Boi Mirim – Avenida Guarapiranga, 1695 – Pq Alves de Lima; no Anhembi – Rua Olavo Fontoura, Portão 38; e no Clu Athletico Paulistano – R. Honduras, 1400 – Jardim América.

Os postos drive-thru que passam a operar nesta sexta-feira estão no Parque Villa-Lobos – Professor Fonseca Rodrigues, n°1.025, Portão 3, Alto de Pinheiros; e Shopping Aricanduva – Av. Aricanduva 5555, Portão de Referência 01 e 04.

Ações e Atitudes

A plataforma COVID-19 Data Sharing/BR disponibilizou uma nova carga de dados, depositados por instituições participantes do primeiro repositório de acesso aberto do país com informações demográficas e de exames clínicos e laboratoriais anonimizados de pacientes que fizeram algum exame relacionado à Covid-19.

Lançada em junho de 2020 por iniciativa da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) em parceria com a USP (Universidade de São Paulo), a plataforma tem o objetivo de subsidiar pesquisas científicas sobre a doença e reúne, agora, dados anonimizados de 485 mil pacientes, aproximadamente 47 mil registros de desfecho e mais de 23 milhões de registros de exames clínicos e laboratoriais.

Os dados abrangem o período de novembro de 2019 a dezembro de 2020. Ainda que o primeiro caso da doença no Brasil tenha sido registrado em fevereiro de 2020, pelo Hospital Albert Einstein, o período de cobertura dos dados permite aos pesquisadores analisarem o histórico de saúde, bem como buscar evidências de sintomas da Covid-19 em pacientes atendidos anteriormente.

Segundo os pesquisadores responsáveis pelo repositório, a mudança não se trata apenas de um aumento no volume de dados, o que seria esperado porque o período coberto é maior.

Agora também há no repositório dados de mais duas instituições, o que permite ampliar o universo de estudos. Dessa forma, há maior diversidade de dados de desfecho, por exemplo. Esse novo conjunto de informações, agora, cobre todo o ano de 2020, desde o primeiro registro da doença no Brasil, permitindo aos pesquisadores entender melhor a evolução da Covid-19 e analisar as novas ‘ondas’ de casos no país.

A última carga de dados no repositório, feita em agosto de 2020, reunia informações de pacientes, dados de desfecho e exames clínicos e laboratoriais realizados em todo o país pelo Grupo Fleury, e na cidade de São Paulo pelos hospitais Sírio-Libanês e Israelita Albert Einstein. A nova carga reúne dados disponibilizados por essas instituições e também pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e pela Beneficência Portuguesa de São Paulo.

As instituições participantes da plataforma disponibilizam, além das informações, infraestrutura, tecnologias e recursos humanos próprios para viabilizar o compartilhamento de dados.

Também integram a iniciativa a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, Instituto Pensi de Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil – vinculado ao Hospital Infantil Sabará – e Real Hospital Português de Beneficência, em Recife (PE).

*Ouça aqui a versão podcast do boletim Coronavírus

*Este conteúdo e outros conteúdos especiais podem ser conferidos no hotsite Coronavírus

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