70% da população adulta da capital já recebeu primeira dose da vacina contra a Covid-19

DANIEL MONTEIRO
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Na última quinta-feira (15/7), a campanha de imunização contra a Covid-19 na cidade de São Paulo ultrapassou 70% de cobertura vacinal em primeira dose na população com mais de 18 anos, estimada pela Secretaria Municipal da Saúde em 9.230.227 pessoas.

Os 70,4% registrados pelo Vacinômetro, que correspondem a quase 6,5 milhões de pessoas, também contemplam os moradores da capital que receberam o imunizante de dose única. 

Ainda sobre vacinação, no próximo sábado (17/7) está programada a repescagem da vacinação contra a Covid-19 do grupo de pessoas com 35 a 37 anos e também o reforço da segunda dose para quem ainda não completou seu esquema vacinal.

As 82 AMAs/UBSs Integradas, além dos megapostos e drive-thrus estarão em operação, das 7h às 19h. Além disso, integrantes dos grupos convocados anteriormente, que ainda não tomaram a primeira dose, podem procurar um dos postos de vacinação.

No local, é obrigatório apresentar documentos pessoais de identificação, preferencialmente CPF e cartão SUS, além de um comprovante de residência no município de São Paulo. São aceitos comprovantes no formato impresso e digital. 

Caso o comprovante esteja em nome de outra pessoa, será preciso atestar o parentesco por meio de um documento, como RG, certidão de nascimento ou de casamento, ou escritura de união estável.

Vale lembrar, ainda, que a campanha de vacinação contra o novo coronavírus avançará na próxima semana, quando começarão a ser imunizadas pessoas com 34, 33 e 32 anos a partir da próxima segunda-feira. O público estimado, entre os três grupos, é de 435.557 pessoas. 

Todas as informações da campanha de imunização contra a Covid-19 na cidade de São Paulo, como relação do público elegível e de todos os postos de vacinação da capital, estão disponíveis na página Vacina Sampa.

Mais sobre o novo coronavírus

De acordo com o boletim diário mais recente publicado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo sobre a pandemia do novo coronavírus, na última quinta-feira (15/7) a capital paulista totalizava 34.425 vítimas da Covid-19. Havia, ainda, 1.316.875 casos confirmados de infecções pelo novo coronavírus. 

Abaixo, gráfico detalhado sobre os índices da Covid-19 na cidade de São Paulo.

Fonte: Prefeitura de São Paulo

Em relação ao sistema público de saúde, os dados mais recentes mostram que a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados ao atendimento de pacientes com Covid-19 na região metropolitana de São Paulo, nesta sexta (16/7), é de 59%.

Já na última quinta (15/7), o índice de isolamento social na cidade de São Paulo foi de 38%. A medida é considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades sanitárias a principal forma de contenção da pandemia do novo coronavírus.

A aferição do isolamento é feita pelo Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo, que utiliza dados fornecidos por empresas de telefonia para medir o deslocamento da população e a adesão às medidas estabelecidas pela quarentena no Estado.

Ações e Atitudes

Publicada na última quarta-feira (14/7), a mais recente edição do Boletim Observatório Covid-19 Fiocruz destaca que, pela primeira vez desde o início de dezembro de 2020, nenhum estado apresenta taxa de ocupação superior a 90% dos leitos de UTI Covid-19 para adultos no SUS. 

Pela terceira vez consecutiva, a tendência de queda nos indicadores de incidência e mortalidade por Covid-19 foi mantida nesta última Semana Epidemiológica, de 4 a 10 de julho. O número de casos e de óbitos vem caindo há três semanas em cerca de 2% ao dia, mas ainda permanece em alto patamar. A taxa de letalidade foi mantida em torno de 3%, percentual considerado elevado.

Os pesquisadores responsáveis pelo Boletim afirmam que o alinhamento entre as tendências de incidência de casos novos e da mortalidade pode indicar um processo de arrefecimento mais duradouro da pandemia para os próximos meses. 

O estudo também sinaliza que a tendência de redução das taxas de ocupação de leitos é um reflexo da nova fase da epidemia no país. Com a vacinação, o número de óbitos e internações diminui entre os grupos de risco ou grupos prioritários, como é o caso de idosos e portadores de doenças crônicas, por exemplo. Ao mesmo tempo, a transmissão permanece intensa entres aqueles que ainda não foram imunizados.

Segundo os especialistas, “o arrefecimento mais duradouro da pandemia” somente será alcançado com a intensificação da campanha de vacinação, a adequação das práticas de vigilância em saúde, reforço da atenção primária à saúde, além do amplo emprego de medidas de proteção individual, como o uso de máscaras e o distanciamento físico. 

Eles ressaltam que é importante destacar que as vacinas disponíveis apresentam limites em relação ao bloqueio da transmissão do vírus, que continua circulando com intensidade. Mas também afirmam que as vacinas são especialmente efetivas na prevenção de casos graves.

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