O Celeg (Centro de Estudos Legislativos) da Procuradoria-Geral da Câmara Municipal de São Paulo realiza nesta segunda-feira (13/4) o simpósio “Mobilidade Urbana no século XXI na cidade de São Paulo: Transporte aéreo urbano e eVTOL”. O evento reúne especialistas, autoridades, técnicos e pesquisadores para debater os desafios e as oportunidades desse tipo de transporte para a mobilidade aérea urbana.
Os eVTOLs (Electric Vertical Take-off and Landing) são veículos elétricos de decolagem e aterrissagem vertical projetados para operações em ambiente urbano, com foco em mobilidade aérea de curta distância.
Os modelos em desenvolvimento têm capacidade inicial para quatro passageiros e autonomia média de cerca de 100 quilômetros, sendo voltados principalmente para trajetos urbanos e conexões com aeroportos.
No Brasil, já há testes em andamento, projetos de infraestrutura e discussões regulatórias que colocam a capital paulista entre os principais polos dessa inovação.
A programação do simpósio está dividida em quatro painéis, que tratam de questões como a evolução tecnológica e a segurança dos eVTOLs, a organização do espaço aéreo urbano, a integração com a mobilidade terrestre, a implantação de vertiportos (áreas específicas para pouso, decolagem e recarga das aeronaves), os desafios energéticos e ambientais, bem como as experiências internacionais já em curso.
O presidente do Legislativo paulistano, vereador Ricardo Teixeira (UNIÃO), ressaltou os desafios que englobam o tema e a importância de ter uma legislação preparada para o assunto. “Os carros voadores não decolam na horizontal, é muito mais fácil decolar do solo do que em cima de prédio, ou seja, tem várias coisas que a gente tem que debater aqui para preparar essa legislação para que, daqui a pouco, a hora que isso acontecer, a gente não seja pego de surpresa”, disse o parlamentar.
Apesar dos avanços tecnológicos, a implementação dos eVTOLs depende da construção de um ecossistema complexo. Isso inclui regulamentação específica, integração com o controle de tráfego aéreo, infraestrutura energética e formação de profissionais especializados.
O procurador-geral legislativo da Câmara Municipal, Paulo Augusto Baccarin, falou sobre a importância do debate institucional entre os agentes reguladores. “Essa legislação tem que vir muito bem concatenada para que não haja nem omissões e nem contradições porque havendo isso, vai, provavelmente entrar em cena um quarto agente que é o Poder Judiciário, que vai ser o menos informado sobre o assunto e preparado para decidir numa ótica de conflito e não de diálogo institucional.”
A expectativa do setor aéreo é obter a certificação junto à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), etapa essencial para o início das operações comerciais, até o ano que vem. O diretor da agência, Roberto José Silveira Honorato, destacou a importância de discutir a integração do novo modal à cidade e aos modais de transporte que a capital paulista já tem.
“Como é que esse novo setor da aviação vai se integrar ao metrô, ao transporte público, aonde serão os pontos de pouso e decolagem? A Anac tem trabalhado ativamente nesse assunto e nós já estamos na certificação de um equipamento brasileiro e na validação de dois projetos estrangeiros que estão sendo procurados por operadores aqui no Brasil”.
A primeira parte do simpósio, que pode ser conferida neste link, contou com a presença dos vereadores Sansão Pereira (REPUBLICANOS), Nabil Bonduki (PT), e Janaina Paschoal (PP).
Acompanhe agora, ao vivo, a segunda parte do simpósio: