{"id":97392,"date":"2022-05-09T17:17:12","date_gmt":"2022-05-09T20:17:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/?p=97392"},"modified":"2022-06-13T16:52:56","modified_gmt":"2022-06-13T19:52:56","slug":"pragas-da-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/pragas-da-cidade\/","title":{"rendered":"Pragas da cidade"},"content":{"rendered":"<span class=\"span-reading-time rt-reading-time\" style=\"display: block;\"><span class=\"rt-label rt-prefix\">Tempo estimado de leitura: <\/span> <span class=\"rt-time\"> 11<\/span> <span class=\"rt-label rt-postfix\">minutos<\/span><\/span><p><strong>Fausto Salvadori<\/strong>\u00a0| <a href=\"mailto:fausto@saopaulo.sp.leg.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">fausto@saopaulo.sp.leg.br<\/a><\/p>\n<h6>Publicada originalmente em fevereiro de 2016 \u2013 ed. n\u00ba 18 \u2013 atualizada em abril de 2022<\/h6>\n<p>Elas est\u00e3o em toda parte. Dentro da sua casa e na de todos que voc\u00ea conhece. Nos hot\u00e9is onde voc\u00ea se hospeda e nos mercados onde faz compras. Embaixo dos seus p\u00e9s, em esgotos onde vivem milh\u00f5es de baratas capazes de transmitir um cat\u00e1logo de doen\u00e7as que vai de herpes a hansen\u00edase. Podem estar na sua cama, onde percevejos se abrigam para furar sua pele e beber seu sangue enquanto voc\u00ea dorme. Ou dentro dos seus sapatos, um dos abrigos preferidos dos pequenos escorpi\u00f5es-amarelos, que carregam veneno suficiente para matar crian\u00e7as ou idosos com uma s\u00f3 picada. E tamb\u00e9m podem vir dos c\u00e9us, na forma de simp\u00e1ticos pombos, que tanta gente gosta de alimentar, mas que s\u00e3o fontes de \u00e1caros e infec\u00e7\u00f5es pulmonares.<\/p>\n\n[aesop_image  img=&#8221;https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/03\/barata.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; imgwidth=&#8221;800px&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;on&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;off&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<p>S\u00e3o chamadas de pragas urbanas, ou de animais sinantr\u00f3picos: seres que convivem com os humanos a despeito da nossa vontade. E que vivem muito bem, obrigado, gra\u00e7as \u00e0s boas condi\u00e7\u00f5es que eu e voc\u00ea fornecemos gratuitamente para elas, na forma de \u00e1gua, alimento, abrigo e acesso \u2013 os chamados \u201c4 As\u201d. O avan\u00e7o da civiliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o as repele, pelo contr\u00e1rio: quanto mais progresso material, mais elas proliferam.<\/p>\n<p>\u201cAs pragas urbanas existem desde os prim\u00f3rdios da civiliza\u00e7\u00e3o, usufruindo da hospitalidade inocente do homem\u201d, afirma o bi\u00f3logo Francisco Zorzenon, parando por um momento de examinar no microsc\u00f3pio um fragmento de \u00e1rvore, em um laborat\u00f3rio do Instituto Biol\u00f3gico (vinculado \u00e0 Secretaria Estadual da Agricultura), onde atua como diretor t\u00e9cnico da Unidade Laboratorial de Refer\u00eancia em Pragas Urbanas. O peda\u00e7o de madeira pertence a um tronco que tombou uma semana antes, no interior de S\u00e3o Paulo, matando duas pessoas. Sobre o fragmento, uma festa de bichinhos brancos que se movem sem parar: s\u00e3o cupins.<\/p>\n\n\n\n\n\n\n[aesop_image  img=&#8221;https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/03\/Zorzenon.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; imgwidth=&#8221;800px&#8221; alt=&#8221;Zorzenon, do Instituto Biol\u00f3gico, observa tronco de jacarand\u00e1 destru\u00eddo por cupins&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;on&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; caption=&#8221;Zorzenon, do Instituto Biol\u00f3gico, observa tronco de jacarand\u00e1 destru\u00eddo por cupins | Foto: Ricardo Rocha\/CMSP&#8221; captionposition=&#8221;center&#8221; revealfx=&#8221;inplace&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<p>Quando a humanidade formou as cidades, fez a alegria de um n\u00famero incalcul\u00e1vel de esp\u00e9cies, que encontraram nesses locais a sua Terra Prometida. Sabe como \u00e9, viver na natureza n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil: al\u00e9m de precisar disputar a tapa cada oportunidade de comida e abrigo, os animais precisam fugir de predadores que est\u00e3o sempre \u00e0 espreita. Nas cidades, \u00e9 bem diferente. \u201cNum ambiente artificial, as edifica\u00e7\u00f5es servem de abrigo, o lixo que a gente gera fornece alimento em abund\u00e2ncia e muitos predadores s\u00e3o eliminados\u201d, explica Zorzenon. Comparados a seus parentes dos ambientes naturais, as pragas urbanas levam uma vida de pura ostenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 como se, na hist\u00f3ria da evolu\u00e7\u00e3o, as pragas urbanas fossem a outra face do mesmo processo que, ap\u00f3s milhares de anos, transformou lobos mort\u00edferos e felinos selvagens nos c\u00e3es e gatos que hoje rendem tantos\u00a0<em>likes<\/em>\u00a0nas redes sociais. Da mesma forma, v\u00e1rios dos animais sinantr\u00f3picos se adaptaram t\u00e3o bem \u00e0 vida sob o nosso teto que, ap\u00f3s anos de sele\u00e7\u00e3o natural, transformaram-se em novas esp\u00e9cies, t\u00e3o urbanas quanto um congestionamento. N\u00e3o d\u00e1 para achar, por exemplo, uma barata de esgoto em ambiente silvestre: a\u00a0<em>Periplaneta americana<\/em>\u00a0s\u00f3 existe nas cidades.<\/p>\n\n\n[aesop_image  img=&#8221;https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/03\/cupim.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; imgwidth=&#8221;800px&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;on&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;off&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<h3 style=\"text-align: center;color: #e29307\"><strong>CIVILIZADOS E GLOBALIZADOS<\/strong><\/h3>\n<p>Considerado o inimigo n\u00famero um entre as pragas urbanas da cidade de S\u00e3o Paulo, o mosquito\u00a0<em>Aedes\u00a0<\/em><em>aegypti<\/em>\u00a0tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 chegado numa natureza. Para depositar seus ovos, a f\u00eamea gosta de recipientes artificiais, feitos de materiais como pl\u00e1stico e borracha. \u201cA industrializa\u00e7\u00e3o deu mais condi\u00e7\u00f5es para o mosquito se desenvolver\u201d, explica Alessandro Giangola, bi\u00f3logo da Coordena\u00e7\u00e3o da Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade (Covisa) da Secretaria Municipal da Sa\u00fade e coordenador-geral das a\u00e7\u00f5es de controle do\u00a0<em>Aedes<\/em>\u00a0na cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Giangola conta que o mosquito se deu bem com a crise h\u00eddrica, que levou muita gente a comprar caixas d\u2019\u00e1gua e cisternas sem o cuidado de lav\u00e1-las e fech\u00e1-las adequadamente. Pior: nos \u00faltimos anos, o\u00a0<em>Aedes\u00a0<\/em><em>aegypti<\/em>, que tradicionalmente s\u00f3 conseguia se reproduzir no auge do ver\u00e3o, evoluiu geneticamente ao ponto de conseguir circular tamb\u00e9m nas temperaturas mais amenas, conforme apontou uma pesquisa do Instituto Butantan, \u00f3rg\u00e3o do governo estadual.<\/p>\n[aesop_image  img=&#8221;https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/03\/aedes-aegypti.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; imgwidth=&#8221;800px&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;on&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;off&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<p>Com cada vez mais mosquitos picando em mais dias do ano, o resultado foi uma explos\u00e3o nos n\u00fameros da dengue (veja gr\u00e1fico abaixo). E este nem \u00e9 o \u00fanico perigo: o\u00a0<em>Aedes aegypti\u00a0<\/em>tamb\u00e9m \u00e9 capaz de transmitir zika, febre amarela e chikungunya. Mas, segundo Giangola, ainda n\u00e3o h\u00e1 registro de transmiss\u00e3o dessas outras doen\u00e7as em territ\u00f3rio paulistano.<\/p>\n<p>\u201cO\u00a0<em>Aedes aegypti<\/em> \u00e9 hoje o nosso principal alvo\u201d, diz o bi\u00f3logo. Para combater seu maior advers\u00e1rio, a Prefeitura de S\u00e3o Paulo ganhou, em 2015, uma nova arma: a <a href=\"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/iah\/fulltext\/leis\/L16273.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lei 16.273<\/a>, nascida de um projeto do ent\u00e3o vereador Paulo Fiorilo (PT), que, entre outros pontos, autoriza os agentes sanit\u00e1rios a entrarem \u00e0 for\u00e7a em im\u00f3veis particulares, quando o propriet\u00e1rio estiver ausente ou se recusar a receb\u00ea-los.<\/p>\n\n\n\n[aesop_image  img=&#8221;https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/04\/grafico-denge-x-leptospirose.png&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; imgwidth=&#8221;800px&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;on&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;off&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<div id=\"attachment_97401\" style=\"width: 380px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-97401\" class=\"wp-image-97401\" src=\"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/03\/Fiorilo-226x300.jpg\" alt=\"\" width=\"370\" height=\"492\" srcset=\"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/03\/Fiorilo-226x300.jpg 226w, https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/03\/Fiorilo-400x532.jpg 400w, https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/03\/Fiorilo.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px\" \/><p id=\"caption-attachment-97401\" class=\"wp-caption-text\">Fiorilo prop\u00f4s <a href=\"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/iah\/fulltext\/leis\/L16273.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">lei<\/a> que autoriza entrada \u00e0 for\u00e7a em im\u00f3veis para combater a dengue | Foto: Mozart Gomes\/CMSP<\/p><\/div>\n<p>\u201cNa maioria dos casos h\u00e1 grande participa\u00e7\u00e3o e colabora\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os, por\u00e9m h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es excepcionais em que a \u00fanica maneira de evitar o combate \u00e9 o ingresso for\u00e7ado em im\u00f3veis que s\u00e3o potenciais criadouros do mosquito\u201d, aponta Fiorilo na justificativa do projeto.<\/p>\n<p>Do mesmo jeito que a industrializa\u00e7\u00e3o impulsionou a carreira mete\u00f3rica do\u00a0<em>Aedes<\/em>, a globaliza\u00e7\u00e3o ajudou a dissemina\u00e7\u00e3o de outro inimigo: os percevejos-de-cama (<em>Cimex lectularius<\/em>), que se espalharam pelos quartos de hot\u00e9is de v\u00e1rias partes do mundo. Medindo poucos mil\u00edmetros, conseguem passar despercebidos ao pegar carona nas malas dos viajantes e quando est\u00e3o escondidos nos len\u00e7\u00f3is do quarto, esperando o h\u00f3spede adormecer para se alimentar do seu sangue. \u201cO n\u00famero de percevejos em hot\u00e9is aumentou muito ap\u00f3s a Copa do Mundo\u201d, aponta Francisco Zorzenon. De novo, a civiliza\u00e7\u00e3o e seus avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos se revelam aliados das pragas.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;color: #e29307\"><strong>INOCENTE? SABE DE NADA<\/strong><\/h3>\n<p>Se quem v\u00ea cara n\u00e3o v\u00ea cora\u00e7\u00e3o, o mesmo tamb\u00e9m vale para penas e patas, antenas e carapa\u00e7as. Tanto o asco que nos repele como a simpatia que nos aproxima de alguns bichos t\u00eam pouca rela\u00e7\u00e3o com os riscos que eles, de fato, representam. Segundo Zorzenon, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o, por exemplo, para temer mais baratas do que formigas.<\/p>\n[aesop_image  img=&#8221;https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/03\/percevejo.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; imgwidth=&#8221;800px&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;on&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;off&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<p>\u201cA formiga \u00e9 um inseto que faz a gente baixar a guarda, e isso pode ser um problema\u201d, diz o bi\u00f3logo. \u00c9 verdade que \u00e9 mais prov\u00e1vel encontrar microrganismos causadores de doen\u00e7as em baratas, por causa dos ambientes sujos que elas frequentam, mas isso n\u00e3o \u00e9 uma regra. Mesmo as inocentes formigas-doceiras das cozinhas (as\u00a0<em>Tapinoma\u00a0<\/em><em>melenocephalum<\/em>, que apesar do apelido consomem v\u00e1rios tipos de alimentos al\u00e9m de doces) podem carregar as piores doen\u00e7as, se antes de chegar ao seu alimento tiverem passeado em latas de lixo, banheiros ou mesmo na ferida de um doente. As inocentes formigas, ali\u00e1s, representam um s\u00e9rio risco de infec\u00e7\u00e3o hospitalar. Sem falar das esp\u00e9cies que curtem fazer ninhos dentro de tev\u00eas e computadores, onde liberam \u00e1cidos que destroem os aparelhos.<\/p>\n\n\n[aesop_image  img=&#8221;https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/03\/formigas.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; imgwidth=&#8221;1200px&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;on&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; caption=&#8221;Formigas, tanto quanto baratas, podem carregar bact\u00e9rias muito perigosas  | Foto: Ricardo Rocha\/CMSP&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;off&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<p>O pombo \u00e9 outro bicho que, de inocente, s\u00f3 tem a cara. \u201cEles s\u00e3o mais tolerados que os ratos, embora sejam transmissores de doen\u00e7as t\u00e3o ou mais importantes do que as transmitidas pelos roedores\u201d, afirma Zorzenon. Nos s\u00f3t\u00e3os, forros e outras partes das nossas casas que essas aves transformam em suas, as fezes acumuladas levam \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o de fungos que podem causar doen\u00e7as respirat\u00f3rias graves, como a criptocose, que afeta o sistema nervoso central.<\/p>\n<div id=\"attachment_97406\" style=\"width: 380px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-97406\" class=\"wp-image-97406\" src=\"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/03\/Natalini-226x300.jpg\" alt=\"\" width=\"370\" height=\"490\" srcset=\"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/03\/Natalini-226x300.jpg 226w, https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/03\/Natalini-400x530.jpg 400w, https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/03\/Natalini.jpg 602w\" sizes=\"auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px\" \/><p id=\"caption-attachment-97406\" class=\"wp-caption-text\"><a href=\"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/iah\/fulltext\/leis\/L16914.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lei<\/a> criada a partir de projeto de Natalini (foto) multa quem alimentar pombos | Foto: Gute Garbelotto\/CMSP<\/p><\/div>\n<p>S\u00e3o perigosos, mas tamb\u00e9m s\u00e3o fofos. Gra\u00e7as a essa fofura, os pombos vivem comendo de gra\u00e7a por conta dos que adoram jogar milho e outros restos de alimento para eles. \u201cOs pombos despertam a simpatia de algumas pessoas, que os alimentam rotineiramente, levando \u00e0 explos\u00e3o de sua popula\u00e7\u00e3o. Este comportamento deve ser reprimido a bem da coletividade e sa\u00fade p\u00fablica\u201d, afirmou o ent\u00e3o vereador Gilberto Natalini (PV) na justificativa do Projeto de Lei que deu origem \u00e0 <a href=\"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/iah\/fulltext\/leis\/L16914.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">lei 16.914\/2018<\/a>. A norma estabelece multa de R$ 200 para quem alimentar pombos, valor que dobra em caso de reincid\u00eancia. \u201cEsse \u00e9 um projeto maravilhoso e de crucial import\u00e2ncia para a educa\u00e7\u00e3o do povo\u201d, elogia Zorzenon.<\/p>\n<p>J\u00e1 o bi\u00f3logo Gladyston Carlos Vasconcelos Costa, da Subger\u00eancia de Vigil\u00e2ncia, Preven\u00e7\u00e3o e Controle da Fauna Sinantr\u00f3pica (Susin) do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Prefeitura de S\u00e3o Paulo, acha dif\u00edcil fiscalizar a aplica\u00e7\u00e3o de uma lei como essa. \u201cJ\u00e1 conversei muito com alimentadores de pombo e n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil (convenc\u00ea-los)\u201d, diz. Ele conta a hist\u00f3ria de uma senhora, d. Ad\u00e9lia, que jogava na frente de casa resto de arroz, que, al\u00e9m de virar comida de pombo, tornava a cal\u00e7ada escorregadia e provocava quedas em quem passava. \u201cForam seis meses de conversa, e ela s\u00f3 repetia que pombos s\u00e3o animais sagrados, de Deus. S\u00f3 parou de aliment\u00e1-los porque morreu.\u201d<\/p>\n[aesop_image  img=&#8221;https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/03\/pombos.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; imgwidth=&#8221;800px&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;on&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;off&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<h3 style=\"text-align: center;color: #e29307\"><strong>DOEN\u00c7AS DE RICO E POBRE<\/strong><\/h3>\n<p>Duas graciosas deusas nuas esculpidas em bronze pelo modernista Victor Brecheret, as Gra\u00e7as enfeitam os corredores de m\u00e1rmore da Galeria Prestes Maia, no Vale do Anhangaba\u00fa, centro de S\u00e3o Paulo. Com o local fechado, os \u00fanicos espectadores dessas obras de arte s\u00e3o os ratos. \u201cTem atividade deles aqui\u201d, constata o bi\u00f3logo Gladyston Costa, da Zoonoses, observando pedacinhos escuros de fezes deixados pelos roedores em uma escada rolante desativada, pr\u00f3xima \u00e0s deusas de bronze.<\/p>\n<div id=\"attachment_97403\" style=\"width: 380px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-97403\" class=\"wp-image-97403\" src=\"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/03\/Gladyston-Costa-187x300.jpg\" alt=\"\" width=\"370\" height=\"594\" srcset=\"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/03\/Gladyston-Costa-187x300.jpg 187w, https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/03\/Gladyston-Costa-638x1024.jpg 638w, https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/03\/Gladyston-Costa-400x642.jpg 400w, https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/03\/Gladyston-Costa.jpg 675w\" sizes=\"auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px\" \/><p id=\"caption-attachment-97403\" class=\"wp-caption-text\">Gladyston Costa injeta veneno para ratos, pr\u00f3ximo ao Viaduto do Ch\u00e1 | Foto: Fausto Salvadori\/CMSP<\/p><\/div>\n<p>Numa manh\u00e3 de s\u00e1bado, em novembro de 2015, a galeria \u00e9 um dos pontos que ele e um estagi\u00e1rio da Zoonoses, Lucas Daminello, visitam em uma a\u00e7\u00e3o para combater uma infesta\u00e7\u00e3o dos roedores que toma conta do Anhangaba\u00fa. \u201cN\u00e3o tem comida perto da escada. Por que acha que est\u00e3o aqui?\u201d, pergunta Costa, observando que um dos \u201c4 As\u201d est\u00e1 ausente naquele trecho. \u201cSuperpopula\u00e7\u00e3o. Devem ter vindo de um ninho pr\u00f3ximo\u201d, responde o estagi\u00e1rio. A popula\u00e7\u00e3o de roedores \u00e9 t\u00e3o grande que cria suas pr\u00f3prias periferias.<\/p>\n<p>Vestindo luvas e jalecos, a dupla circula pela Galeria Prestes Maia e pelo subsolo do Edif\u00edcio Matarazzo, sede da Prefeitura de S\u00e3o Paulo, deixando caixas de pl\u00e1stico com iscas recheadas de veneno. A a\u00e7\u00e3o da subst\u00e2ncia \u00e9 lenta, para que o rato morra bem longe do alimento envenenado e os demais roedores n\u00e3o fa\u00e7am a associa\u00e7\u00e3o entre as iscas e a morte do companheiro.<\/p>\n<p>O trabalho da Zoonoses \u00e9 feito em parceria com as Supervis\u00f5es de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade (Suvis), espalhadas pela cidade. No combate aos roedores, segue as normas do Programa de Combate \u00e0 Prolifera\u00e7\u00e3o de Ratos, criado em 2007 pela <a href=\"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/iah\/fulltext\/projeto\/PL0419-2005.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lei 14.430<\/a>, do ent\u00e3o vereador Zel\u00e3o.<\/p>\n<p>Enquanto deixa as iscas, Costa observa rastros amarelados que os corpos dos ratos, cobertos de gordura, deixaram nas paredes brancas e constata que est\u00e3o todos perto do ch\u00e3o. \u201cNenhuma atividade pelo alto\u201d, diz. Significa que a infesta\u00e7\u00e3o de hoje \u00e9 uma exclusividade dos\u00a0<em>Rattus norvegicus<\/em>, as ratazanas de esgoto, grandes como gatos e principais transmissoras da temida leptospirose. N\u00e3o h\u00e1 sinal dos ratos-de-telhado (<em>Rattus rattus<\/em>), que podem subir por fios, escalar muros e entrar pelas janelas do apartamento.<\/p>\n[aesop_image  img=&#8221;https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/03\/rato.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; imgwidth=&#8221;800px&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;on&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;off&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<p>Pobre ou rico, ningu\u00e9m est\u00e1 livre de um encontro com esses bichos. H\u00e1 alguns anos, num condom\u00ednio rec\u00e9m-constru\u00eddo da zona leste de S\u00e3o Paulo, com apartamentos no valor de at\u00e9 R$ 1,3 milh\u00e3o, os moradores foram surpreendidos, logo ap\u00f3s a mudan\u00e7a, ao encontrar ninhos de ratos-de-telhado em suas varandas gourmet. \u201cDescobrimos que a construtora havia cometido v\u00e1rios erros, como deixar que os oper\u00e1rios jogassem resto de alimento nos andares e n\u00e3o tampar ramais de esgoto nos subsolos\u201d, conta o s\u00edndico Marcos Burti. A infesta\u00e7\u00e3o s\u00f3 foi resolvida com a contrata\u00e7\u00e3o de uma empresa de manejo de pragas.<\/p>\n<p>No entanto, ainda que estejam presentes em toda a cidade, \u00e9 nos bairros mais pobres que os ratos provocam os maiores estragos. Misturada \u00e0 \u00e1gua das enchentes, a urina dos roedores dissemina a leptospirose, doen\u00e7a que mata tanto quanto a dengue, mesmo atingindo um n\u00famero bem menor de pessoas (veja gr\u00e1fico acima). Por que essas mortes causam menos como\u00e7\u00e3o do que as v\u00edtimas do\u00a0<em>Aedes<\/em>? \u00c9 uma boa pergunta. Uma poss\u00edvel resposta \u00e9 dada por um t\u00e9cnico da Prefeitura, em tom reservado: \u201cPorque a lepstopirose s\u00f3 mata pobre, enquanto a dengue tamb\u00e9m atinge os bacanas\u201d.<\/p>\n\n\n[aesop_image  img=&#8221;https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/03\/Gladyston-Costa-Zoonoses.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; imgwidth=&#8221;1200px&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;on&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; caption=&#8221;Gladyston Costa, da Zoonoses: doen\u00e7a causada por rato mata tanto quanto dengue | Foto: Marcelo Ximenez\/CMSP&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;off&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<h3 style=\"text-align: center;color: #e29307\"><strong>GIGANTE, BRANCA E BANDIDA<\/strong><\/h3>\n<p>O bi\u00f3logo Randy Baldresca mergulha uma pin\u00e7a num vidrinho de formol e de l\u00e1 retira o cad\u00e1ver de um escorpi\u00e3o-amarelo, com aproximadamente cinco cent\u00edmetros. \u201c\u00c9 um\u00a0<em>Tityus serrulatus<\/em>\u201d, apresenta. A esp\u00e9cie \u00e9 considerada uma das mais venenosas da Am\u00e9rica do Sul. Nas hist\u00f3rias de picadas de escorpi\u00e3o que terminam em morte, geralmente de idosos ou crian\u00e7as com menos de 14 anos, o vil\u00e3o costuma ser um\u00a0<em>serrulatus<\/em>\u00a0\u2013 animal cada vez mais presente por aqui. \u201cAs infesta\u00e7\u00f5es de escorpi\u00f5es v\u00eam aumentando na cidade de S\u00e3o Paulo\u201d, alerta Baldresca.<\/p>\n[aesop_image  img=&#8221;https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/03\/escorpiao-amarelo.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; imgwidth=&#8221;800px&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;on&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;off&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<p>Dos animais dotados de veneno, chamados pe\u00e7onhentos, o escorpi\u00e3o foi o que se deu melhor ao trocar o campo pela vida agitada das cidades. Costuma ficar atr\u00e1s apenas das cobras na lista dos campe\u00f5es de ataques a seres humanos compilada pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Hoje, tr\u00eas em cada quatro ataques de escorpi\u00f5es ocorrem em ambiente urbano, segundo estudo do Instituto Butantan.<\/p>\n<p>O segredo do sucesso dos escorpi\u00f5es nas cidades \u00e9 o mesmo de todo sinantr\u00f3pico: est\u00e3o livres de predadores e t\u00eam um fornecimento abundante da sua comida preferida \u2013 no caso, as baratas. Lugar para morar tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 problema. Fazem suas casas em esgotos, arm\u00e1rios, caixas de eletricidade, forros. E o mais assustador: adoram entrar num cal\u00e7ado.<\/p>\n\n\n[aesop_image  img=&#8221;https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/03\/escorpiao.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; imgwidth=&#8221;1200px&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;on&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; caption=&#8221;Picada do escorpi\u00e3o-amarelo pode matar crian\u00e7as e idosos | Foto: Gute Garbelotto\/CMSP&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;off&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<p>Baldresca chama seu escorpi\u00e3o-amarelo de Gigante. \u201cA gente costuma dar nome aos bichos aqui\u201d, conta o bi\u00f3logo. Nos arm\u00e1rios da Bi\u00f3polis, empresa de controle de pragas urbanas que criou h\u00e1 14 anos, ele guarda uma cole\u00e7\u00e3o de trof\u00e9us que encontrou em suas andan\u00e7as profissionais. Al\u00e9m de Gigante, o escorpi\u00e3o, constam da lista: Branca (uma ratazana), Bandida (uma aranha), ovos de urubus e ninhos gigantescos de cupins. \u201cSou o bi\u00f3logo mais feliz do mundo. Meu trabalho \u00e9 meu prazer\u201d, diz.<\/p>\n\n<p>Na cole\u00e7\u00e3o de Baldresca, a maioria das pe\u00e7as tem rela\u00e7\u00e3o com os cupins, a praga urbana que mais causa danos materiais. Entre as v\u00edtimas desses bichinhos que ele guarda nas prateleiras, est\u00e3o o peda\u00e7o esburacado de um dormente de estrada de ferro, sapatos, malas, roupas, c\u00e2meras fotogr\u00e1ficas e uma s\u00e9rie de p\u00e1ginas desmanchadas que j\u00e1 foram a tese de doutorado de uma professora da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n[aesop_image  img=&#8221;https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/03\/Biologo-Randy-Baldresca.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; imgwidth=&#8221;1200px&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;on&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; caption=&#8221;Bi\u00f3logo Randy Baldresca retira ninho de cupins de um apartamento | Foto: Arquivo pessoal&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;off&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<p>Cupins se alimentam da celulose presente em madeira, papel e tecido, mas a destrui\u00e7\u00e3o que provocam vai muito al\u00e9m desses materiais. \u00c9 que, para chegar \u00e0 sua fonte de alimento, v\u00e3o consumindo tudo o que encontram pela frente, seja instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas, paredes ou lajes de concreto. O principal destruidor \u00e9 o cupim subterr\u00e2neo (<em>Coptotermes gestroi<\/em>), que pode se espalhar pelas edifica\u00e7\u00f5es, criando ninhos sat\u00e9lites interligados \u00e0 col\u00f4nia principal, cada um deles habitado por at\u00e9 5 milh\u00f5es de bichinhos devoradores. A mesma esp\u00e9cie tamb\u00e9m \u00e9 a principal respons\u00e1vel por quedas de \u00e1rvores. \u201cA velocidade de reprodu\u00e7\u00e3o dos cupins \u00e9 muito grande. A rainha coloca um ovo a cada dois segundos\u201d, afirma o bi\u00f3logo.<\/p>\n<p>Se tem uma promessa que Baldresca n\u00e3o faz aos seus clientes \u00e9 a de eliminar as pragas urbanas de um local \u2013 simplesmente porque \u00e9 imposs\u00edvel. \u201cControle de praga \u00e9 apenas redu\u00e7\u00e3o de probabilidade de ocorr\u00eancia. N\u00e3o posso dizer que um lugar estar\u00e1 livre de um animal\u201d, explica.<\/p>\n[aesop_image  img=&#8221;https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/03\/cupim.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; imgwidth=&#8221;800px&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;on&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;off&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<h3 style=\"text-align: center;color: #e29307\"><strong>SABE QUANDO?<\/strong><\/h3>\n<p>No Anhangaba\u00fa, ap\u00f3s colocar as iscas para os ratos, Gladyston Costa, da Zoonoses, veste uma m\u00e1scara e, armado com uma bomba, vai em dire\u00e7\u00e3o a tr\u00eas buracos que localizou na terra embaixo do Viaduto do Ch\u00e1. S\u00e3o tocas de ratos. Ali, injeta um veneno em forma de p\u00f3 branco que gruda no pelo dos roedores.<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 colocar veneno n\u00e3o adianta\u201d, ressalta o bi\u00f3logo da Prefeitura. Ele conta que tamb\u00e9m faz parte do trabalho passar informa\u00e7\u00f5es aos moradores, especialmente sobre o descarte correto do lixo, e, nas \u00e1reas mais cr\u00edticas, acionar as Subprefeituras para a\u00e7\u00f5es como corte do mato e remo\u00e7\u00e3o de sujeira.<\/p>\n\n\n\n[aesop_image  img=&#8221;https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2022\/03\/info-proteja-sua-casa.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; imgwidth=&#8221;1200px&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;on&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;off&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<p>Servi\u00e7o encerrado, Costa tira o jaleco e a m\u00e1scara. Seu olhar faz uma panor\u00e2mica que abarca os edif\u00edcios abarrotados com milhares de pessoas circundando o Vale do Anhangaba\u00fa, no centro da mais populosa cidade da Am\u00e9rica Latina. \u201cImagina quanta comida n\u00e3o sai todo dia de cada um desses pr\u00e9dios\u201d, diz ao estagi\u00e1rio. E solta uma previs\u00e3o, baseada em longos anos de combate a esses pequenos animais, inimigos t\u00e3o \u00edntimos de todos os humanos. \u201cSabe quando a gente vai conseguir acabar de vez com esses bichos? Nunca.\u201d<\/p>\n\n<div class=\"accordion\"><div id=\"accordions-97487\" class=\"accordions-97487 accordions\" data-accordions={&quot;lazyLoad&quot;:true,&quot;id&quot;:&quot;97487&quot;,&quot;event&quot;:&quot;click&quot;,&quot;collapsible&quot;:&quot;true&quot;,&quot;heightStyle&quot;:&quot;content&quot;,&quot;animateStyle&quot;:&quot;swing&quot;,&quot;animateDelay&quot;:1000,&quot;navigation&quot;:true,&quot;active&quot;:999,&quot;expandedOther&quot;:&quot;no&quot;}>\r\n                <div id=\"accordions-lazy-97487\" class=\"accordions-lazy\" accordionsId=\"97487\">\r\n                    <\/div>\r\n\r\n    <div class=\"items\"  style=\"display:none\" >\r\n    <p>Content missing<\/p>\r\n<\/div>\r\n\r\n\r\n\r\n            <\/div><\/div>\n<h4 style=\"text-align: center\">Receba a newsletter da Apartes em seu e-mail<\/h4>\n<div class=\"tnp tnp-subscription \">\n<form method=\"post\" action=\"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-admin\/admin-ajax.php?action=tnp&amp;na=s\">\n<input type=\"hidden\" name=\"nlang\" value=\"\">\n<div class=\"tnp-field tnp-field-firstname\"><label for=\"tnp-1\">Nome<\/label>\n<input class=\"tnp-name\" type=\"text\" name=\"nn\" id=\"tnp-1\" value=\"\" placeholder=\"\" required><\/div>\n<div class=\"tnp-field tnp-field-email\"><label for=\"tnp-2\">E-mail<\/label>\n<input class=\"tnp-email\" type=\"email\" name=\"ne\" id=\"tnp-2\" value=\"\" placeholder=\"\" required><\/div>\n<div class=\"tnp-field tnp-field-button\" style=\"text-align: left\"><input class=\"tnp-submit\" type=\"submit\" value=\"Fazer cadastro\" style=\"\">\n<\/div>\n<\/form>\n<\/div>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fausto Salvadori\u00a0| fausto@saopaulo.sp.leg.br Publicada originalmente em fevereiro de 2016 \u2013 ed. n\u00ba 18 \u2013 atualizada em abril de 2022 Elas est\u00e3o em toda parte. Dentro da sua casa e na de todos que voc\u00ea conhece. Nos hot\u00e9is onde voc\u00ea se hospeda e nos mercados onde faz compras. 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