{"id":100261,"date":"2025-07-01T14:48:15","date_gmt":"2025-07-01T17:48:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/?p=100261"},"modified":"2025-12-05T16:27:56","modified_gmt":"2025-12-05T19:27:56","slug":"inezita-barroso-a-princesa-caipira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/inezita-barroso-a-princesa-caipira\/","title":{"rendered":"Inezita Barroso, a princesa caipira"},"content":{"rendered":"<span class=\"span-reading-time rt-reading-time\" style=\"display: block;\"><span class=\"rt-label rt-prefix\">Tempo estimado de leitura: <\/span> <span class=\"rt-time\"> 12<\/span> <span class=\"rt-label rt-postfix\">minutos<\/span><\/span><p>Texto: Fausto Salvadori | <a href=\"mailto:fausto@saopaulo.sp.leg.br\">fausto@saopaulo.sp.leg.br<\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Talentosa, destemida e de fam\u00edlia rica, Ignez Magdalena Aranha de Lima poderia ter sido o que quisesse. Escolheu ser caipira. E nisso fez toda a diferen\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Com o nome de Inezita Barroso, tornou-se uma das maiores refer\u00eancias da cultura caipira, n\u00e3o s\u00f3 como cantora, instrumentista, folclorista e pesquisadora, mas tamb\u00e9m como agitadora cultural \u00e0 frente do programa <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Viola, minha viola<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, na TV Cultura, que comandou por 34 anos e s\u00f3 largou dois meses antes de morrer, aos 90 anos.<\/span><\/p>\n[aesop_quote  type=&#8221;block&#8221; background=&#8221;#282828&#8243; text=&#8221;#ffffff&#8221; align=&#8221;left&#8221; size=&#8221;1&#8243; img=&#8221;http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2024\/12\/Textura_Apartes_4.jpg&#8221; quote=&#8221;\u201cNunca consegui aprender muito bem as tais de boas maneiras\u201d&#8221; cite=&#8221; Inezita&#8221; revealfx=&#8221;inplace&#8221;]\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O papel de Inezita como divulgadora da m\u00fasica caipira foi t\u00e3o relevante que alguns artistas atribuem a ela a pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia do g\u00eanero. \u201cA Inezita \u00e9 a grande respons\u00e1vel pela exist\u00eancia da m\u00fasica caipira nos dias de hoje. Se n\u00e3o tivesse o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Viola<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, tinha acabado a m\u00fasica caipira\u201d, afirma a cantora e sanfoneira Adriana Sanchez, no document\u00e1rio <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Inezita<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> (2018).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Por tudo isso, se n\u00e3o tivesse feito outra coisa na vida al\u00e9m de comandar o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Viola, minha viola<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, Inezita j\u00e1 mereceria um lugar de destaque na hist\u00f3ria cultural brasileira. Mas o programa foi apenas a coroa\u00e7\u00e3o de uma longa trajet\u00f3ria vivida pela artista.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #aa0b0b\"><b>\u2018Prefiro ser caipira\u2019<\/b><\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Uma trajet\u00f3ria iniciada em 4 de mar\u00e7o de 1925, quando Ignez Magdalena nasceu, dentro de casa, na Rua Lopes de Oliveira, Barra Funda, zona oeste da capital paulista, em uma Quarta-Feira de Cinzas. O primeiro som que a beb\u00ea ouviu foi a batucada do bloco carnavalesco Cord\u00e3o da Barra Funda, antecessor da escola Camisa Verde e Branco, que passava pela rua no momento do parto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Pelo lado da m\u00e3e, Ignez vinha de uma fam\u00edlia de fazendeiros que se orgulhava de carregar nas veias o sangue do bandeirante <\/span><a href=\"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/revista-apartes\/numero-20\/perfil-joao-ramalho\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">Jo\u00e3o Ramalho<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, como de praxe entre as fam\u00edlias tradicionais paulistanas. O pai, vindo do Par\u00e1, era diretor da poderosa Companhia Estrada de Ferro Sorocabana.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cApesar de ser vista como uma caipira de raiz, voc\u00ea \u00e9 na verdade uma paulistana quatrocentona, n\u00e3o \u00e9?\u201d, provocaria o diretor e ator Ant\u00f4nio Abujamra <\/span><a href=\"https:\/\/youtu.be\/nZMD_g4IzIM?si=5D-yw17ZWhXGyDl3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">numa entrevista<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> com Inezita, nos anos 2000. \u201cEu sou as duas coisas\u201d, ela respondeu. Mas deixou claro que a identidade escolhida a agradava mais do que a herdada: \u201cPrefiro ser caipira<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">. <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">Porque h\u00e1 mais amor e mais coisas bonitas\u201d. E desdenhou, rindo, do legado de fam\u00edlia tradicional: \u201c\u00c9 muito bolor em cima de mim\u201d.<\/span><\/p>\n[aesop_image  img=&#8221;http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2025\/06\/inezita-aos-dois-anos.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; imgwidth=&#8221;340px&#8221; credit=&#8221;Cr\u00e9dito: Arquivo Inezita Barroso \/ Ocupa\u00e7\u00e3o Ita\u00fa Cultural&#8221; alt=&#8221;Inezita aos dois anos: moleca e bagunceira&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;off&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; caption=&#8221;Inezita aos dois anos: moleca e bagunceira&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;inplace&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Na inf\u00e2ncia, Ignez foi uma moleca, encarada com desaprova\u00e7\u00e3o pelas \u201ctias carolas\u201d, que deixava de lado as bonecas e preferia brincar na rua empinando pipa e jogando futebol ou bolinha de gude com os primos e a molecada dos corti\u00e7os dos bairros pr\u00f3ximos. Passava as f\u00e9rias nas fazendas dos tios no interior de S\u00e3o Paulo, onde se encantou ao conhecer a cultura caipira: as modas de viola, as festas juninas, as Folias de Reis e do Divino, os causos contados pelos matutos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A moleca era tamb\u00e9m uma menina-prod\u00edgio, que embasbacava os adultos quando subia na mesa e cantava can\u00e7\u00f5es ou declamava poemas nos saraus que a fam\u00edlia fazia em casa. Tamb\u00e9m provocava constrangimentos ao cantar os tangos que ouvia no gramofone dos tios, com letras sobre noitadas e cabar\u00e9s que n\u00e3o assentavam bem para uma menina de fam\u00edlia com apenas seis anos de idade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Percebendo a fome por arte que a menina sentia, os pais trataram de matricul\u00e1-la em uma academia de m\u00fasica, dirigida pela professora Mary Buarque, com quem Ignez aprendeu muita coisa, mas n\u00e3o tudo. \u201cFoi ela quem me abriu as primeiras portas, me ensinou declama\u00e7\u00e3o, dic\u00e7\u00e3o, viol\u00e3o, boas maneiras. Com ela aprendi o que era necess\u00e1rio para ser uma mo\u00e7a fina. Quer dizer\u2026 quase tudo. Nunca consegui aprender muito bem as tais boas maneiras\u2026\u201d, relatou ao jornalista Arley Pereira em <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Inezita Barroso: a hist\u00f3ria de uma brasileira<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #aa0b0b\"><b>O sucesso da caipira<\/b><\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Aos 8 anos, enquanto patinava com uma prima pelas ruas da Barra Funda, a pequena Ignez gostava de ir at\u00e9 a Rua Cosme Lopes para ver passar \u201cum senhor grand\u00e3o, s\u00e9rio, de \u00f3culos redondos\u201d. Passou a admir\u00e1-lo depois que uma de suas tias, que havia sido aluna daquele senhor, contou quem ele era: \u201cum escritor conhecido, que sa\u00eda nos jornais e que viajava pelo Brasil pesquisando sobre m\u00fasica e costumes do nosso povo\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Anos depois, ap\u00f3s ingressar na primeira turma de Biblioteconomia da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), fez est\u00e1gio na biblioteca da faculdade e, ali, pode ler todas as obras de M\u00e1rio de Andrade. O seu antigo vizinho de \u00f3culos redondos veio a se tornar o \u201cgrande mestre inspirador\u201d de Inezita, por causa do \u201cesp\u00edrito de pesquisa e amor pelas coisas brasileiras\u201d, conforme ela relatou a Valdemar Jorge no livro <\/span><a href=\"https:\/\/aplauso.imprensaoficial.com.br\/edicoes\/12.0.813.979\/12.0.813.979.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i><span style=\"font-weight: 400\">Inezita Barroso: com a espada e a viola na m\u00e3o<\/span><\/i><\/a><i><span style=\"font-weight: 400\">.<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> Anos depois, gravaria algumas das m\u00fasicas folcl\u00f3ricas recolhidas pelo escritor em suas andan\u00e7as pelo Brasil e tamb\u00e9m <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Viola quebrada<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, \u00fanica can\u00e7\u00e3o composta pelo modernista.<\/span><\/p>\n[aesop_image  img=&#8221;http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2025\/06\/inezita-casamento.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; imgwidth=&#8221;284px&#8221; credit=&#8221;Cr\u00e9dito: Arquivo Inezita Barroso \/ Ocupa\u00e7\u00e3o Ita\u00fa Cultural&#8221; alt=&#8221;Casamento de Inezita&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;off&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; caption=&#8221;A artista casou-se em 1947, aos 22 anos&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;inplace&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No Clube Paulistano, espa\u00e7o da elite da capital onde fazia nata\u00e7\u00e3o, Ignez conheceu um estudante de Direito do Largo S\u00e3o Francisco, chamado Adolfo Cabral Barroso. Ap\u00f3s quatro anos de namoro, e j\u00e1 formada em Biblioteconomia, casou-se em 1947. Dois anos depois, deu \u00e0 luz sua \u00fanica filha, Marta.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A vida de casada e m\u00e3e de fam\u00edlia, por\u00e9m, n\u00e3o confinou Ignez numa vida de senhora recatada do lar, como acontecia com tantas mulheres brancas da \u00e9poca. Pelo contr\u00e1rio. A fam\u00edlia de Adolfo era ligada \u00e0s artes e o casal gostava de receber em casa atores e m\u00fasicos. Nesses encontros, ela costumava tocar e cantar. Da\u00ed passou para recitais amadores em teatros e boates.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O vozeir\u00e3o de contralto que enchia as casas onde se apresentava, a presen\u00e7a de palco e a habilidade com o viol\u00e3o chamaram a aten\u00e7\u00e3o e lhe renderam os primeiros convites para trabalhos profissionais. Foi quando sua carreira deslanchou nos palcos, nos discos, no r\u00e1dio e na televis\u00e3o.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #aa0b0b\"><b>\u2018Prosa de homem nunca dei valor\u2019<\/b><\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em 1951, Inezita gravou seu primeiro disco, um 78 rota\u00e7\u00f5es \u2014 parecido com o que hoje se chamaria de single, com duas m\u00fasicas \u2014, que pouca gente ouviu. No mesmo ano, estreou como atriz, atuando como uma violeira atrevida em uma grande produ\u00e7\u00e3o do cinema, o filme <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">\u00c2ngela <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">(1951), do est\u00fadio Vera Cruz. No ano seguinte, fez sua primeira apresenta\u00e7\u00e3o musical como profissional, recebendo cach\u00ea, no Teatro Santa Isabel, no Recife (PE).<\/span><\/p>\n[aesop_quote  type=&#8221;block&#8221; background=&#8221;#282828&#8243; text=&#8221;#ffffff&#8221; align=&#8221;right&#8221; size=&#8221;1&#8243; img=&#8221;http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2024\/12\/Textura_Apartes_4.jpg&#8221; quote=&#8221;\u201cOu gravo o que eu quero, ou n\u00e3o gravo\u201d&#8221; cite=&#8221; Inezita&#8221; revealfx=&#8221;inplace&#8221;]\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Entrou para a R\u00e1dio Nacional e, em 1953, conquistou pela primeira vez um grande sucesso comercial com um disco. Era um outro 78 rota\u00e7\u00f5es, que trazia no lado A, como principal atra\u00e7\u00e3o, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Moda da pinga<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, uma celebra\u00e7\u00e3o bem-humorada das maravilhas e desconfortos da cacha\u00e7a, que Inezita havia recolhido das rodas de viola dos colonos das fazendas dos seus tios e se tornaria sua interpreta\u00e7\u00e3o mais conhecida. Sem nada planejado para o lado B, recebeu a ajuda de um amigo, o estreante Paulo Vanzolini. Ele a presenteou com um samba-can\u00e7\u00e3o sobre uma mulher que ronda os bares em busca de um homem por quem est\u00e1 apaixonada e a quem pretende assassinar. Era <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Ronda<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, que virou um cl\u00e1ssico do cancioneiro bo\u00eamio, at\u00e9 hoje presen\u00e7a indispens\u00e1vel no repert\u00f3rio de qualquer cantor de boteco que se preze.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para os que se incomodavam ao ver uma mulher cantar sobre bares e bebedeiras, a resposta estava num dos versos da vers\u00e3o de Inezita para a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Moda da pinga:<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> \u201cProsa de homem nunca dei valor\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Tanto n\u00e3o dava valor que em 1956 se separou do marido e nunca mais se casou. \u201cSe com quatro anos de namoro, mais noivado e casamento, n\u00e3o deu certo, eu tinha medo de quebrar a cara novamente\u201d, relatou a Arley Pereira.<\/span><\/p>\n[aesop_image  img=&#8221;http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2025\/06\/marvada-pinga.png&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; imgwidth=&#8221;730px&#8221; credit=&#8221;Cr\u00e9dito: Arquivo Inezita Barroso \/ Ocupa\u00e7\u00e3o Ita\u00fa Cultural&#8221; alt=&#8221;Em foto de 1954, celebra sua can\u00e7\u00e3o mais famosa:&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;off&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; caption=&#8221;Em foto de 1954, celebra sua can\u00e7\u00e3o mais famosa&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;inplace&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A imagem de m\u00e3e separada (ou \u201cdesquitada\u201d, como se dizia na \u00e9poca), artista e bo\u00eamia era fonte de esc\u00e2ndalo e fofocas para a mentalidade da \u00e9poca, mas Inezita seguiu levando a vida como queria, sem ligar para falat\u00f3rios. Nunca abandonou os h\u00e1bitos bo\u00eamios e gostava de encontrar os amigos em bares e restaurantes tarde da noite. Chegou a ter mesa reservada em um conhecido bar do centro de S\u00e3o Paulo, o Parreirinha, com uma cadeira de veludo vermelho e seu nome bordado a ouro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A cantora de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Moda da pinga <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">era uma bo\u00eamia disciplinada, que cultivava a regra autoimposta de s\u00f3 consumir bebida na temperatura ambiente para n\u00e3o prejudicar a voz: sua cerveja estava sempre morna e o u\u00edsque n\u00e3o podia ter gelo. O que n\u00e3o quer dizer que bebesse pouco. J\u00e1 bisav\u00f3, teve uma vez em que pediu u\u00edsque caub\u00f3i e o gar\u00e7om, que n\u00e3o a conhecia, achou melhor entregar uma dose min\u00fascula, por se tratar de uma senhora. Inezita n\u00e3o se fez de rogada e questionou: \u201cEsse caub\u00f3i \u00e9 an\u00e3o?\u201d.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #aa0b0b\"><b>Ascens\u00e3o e queda<\/b><\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Os anos 50 representaram o auge da popularidade de Inezita Barroso entre o grande p\u00fablico. Sucesso nas r\u00e1dios, na TV e no cinema, lotava casas de espet\u00e1culo em diversas partes do Pa\u00eds com sua voz inesquec\u00edvel, que o compositor Jean Garfunkel, d\u00e9cadas depois, descreveria, na can\u00e7\u00e3o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Linda Inezita,<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> como \u201cuma fonte de luz cristalina que brota da mina das cordas vocais\u201d<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">.<\/span><\/i><\/p>\n[aesop_image  img=&#8221;http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2025\/06\/vamos_falar_de_Brasil.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; imgwidth=&#8221;1000px&#8221; credit=&#8221;Cr\u00e9dito: Arquivo Inezita Barroso \/ Ocupa\u00e7\u00e3o Ita\u00fa Cultural&#8221; alt=&#8221;Vamos falar de Brasil&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;off&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; caption=&#8221;\u201cVamos falar de Brasil\u201d&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;inplace&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Entre 1954 e 1962, apresentou na TV Record o programa <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Vamos falar de Brasil, <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">primeiro dedicado inteiramente a atra\u00e7\u00f5es musicais. Exibia g\u00eaneros folcl\u00f3ricos de diferentes partes do Pa\u00eds e se vestia conforme cada um, alternando, por exemplo, um traje de baiana com bombachas de ga\u00facho. \u201cEm cada programa, Inezita apresentava-se em cinco cen\u00e1rios diferentes, com cinco trajes diferentes, cantando cinco g\u00eaneros de m\u00fasica diferentes\u201d, recorda o produtor Eduardo Moreira, no document\u00e1rio <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Inezita.<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Lan\u00e7ava um disco atr\u00e1s do outro, aproveitando repert\u00f3rios de diferentes regi\u00f5es do Brasil \u2014 um de seus \u00e1lbuns, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Dan\u00e7as Ga\u00fachas<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, foi adotado em escolas do Rio Grande do Sul. Ganhou sete vezes o Trof\u00e9u Roquette Pinto de melhor int\u00e9rprete, a ponto de conquistar o status de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">hors-concours<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> da premia\u00e7\u00e3o. Apresentou-se para o presidente Juscelino Kubitschek, que a acompanhou noite adentro, ao viol\u00e3o, no Pal\u00e1cio do Alvorada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Menos conhecida, sua atua\u00e7\u00e3o como atriz de cinema tamb\u00e9m foi marcante. Participou de sete longas-metragens de 1951 a 1959, entre eles <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Destino em apuros<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> (1953), o primeiro filme colorido do Brasil, e <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Mulher de verdade <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">(1954), pelo qual recebeu os Pr\u00eamios Saci (considerada a principal premia\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica da \u00e9poca) e Governador do Estado.\u00a0<\/span><\/p>\n[aesop_image  img=&#8221;http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2025\/06\/mulher-de-verdade.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; imgwidth=&#8221;500px&#8221; credit=&#8221;Cr\u00e9dito: Cinemateca Brasileira&#8221; alt=&#8221;Com Col\u00e9 Santana em cena de \u201cMulher de verdade\u201d&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;off&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; caption=&#8221;Com Col\u00e9 Santana em cena de \u201cMulher de verdade\u201d: dois pr\u00eamios de melhor atriz&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;inplace&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O talento de Inezita era amplo e vers\u00e1til, mas sempre ligado \u00e0 cultura popular brasileira, pela qual era apaixonada. T\u00e3o apaixonada que, em 1957, inventou de fazer uma viagem em um autom\u00f3vel Jeep Willys pelo Brasil profundo, acompanhada apenas pelo ex-cunhado, Maur\u00edcio Barroso, e pelo ator paulista Nelson Camargo, saindo de S\u00e3o Paulo e indo at\u00e9 Bel\u00e9m, para conhecer de perto as tradi\u00e7\u00f5es culturais das diferentes regi\u00f5es, numa esp\u00e9cie de vers\u00e3o mambembe da <\/span><a href=\"https:\/\/acervoccsp.art.br\/missao-de-pesquisas-folcloricas-de-mario-de-andrade\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">Miss\u00e3o de Pesquisas Folcl\u00f3ricas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> que um de seus mestres, M\u00e1rio de Andrade, havia realizado em 1938. A pr\u00f3pria Inezita \u00e9 quem pilotava, j\u00e1 que seus dois acompanhantes n\u00e3o sabiam dirigir. A viagem terminou antes do planejado, na Para\u00edba, porque Inezita precisou voltar mais cedo para receber mais um Pr\u00eamio Roquette Pinto de melhor int\u00e9rprete, em S\u00e3o Paulo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A artista pretendia escrever um livro sobre a viagem e as descobertas que havia coletado, ao longo de 35 dias e 6.500 quil\u00f4metros de percurso. Os tempos, por\u00e9m, estavam mudando. Com a chegada dos anos 60, a ind\u00fastria cultural passou a receber com mais intensidade a influ\u00eancia estrangeira e a dar prefer\u00eancia para o p\u00fablico mais jovem.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O rock da Jovem Guarda estava por toda parte e os vozeir\u00f5es que cantavam as tradi\u00e7\u00f5es populares agora eram vistos como antiquados. Produtores sugeriram que Inezita cantasse algo para \u201cos jovens dan\u00e7arem\u201d e se rendesse aos modismos, mas isso foi algo que ela nunca aceitou. \u201cN\u00e3o estou cantando para ningu\u00e9m dan\u00e7ar. Ou gravo o que eu quero, ou n\u00e3o gravo\u201d, dizia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em 1962, revoltada com o esquecimento em que ela e a cultura popular que amava estavam sendo mergulhadas, decidiu tacar fogo em tudo. Pegou os originais do livro sem editora que havia escrito, todos os registros de tradi\u00e7\u00f5es e todas as grava\u00e7\u00f5es que havia colhido na viagem, e jogou tudo na lareira de casa. Num outro momento, queimou na churrasqueira o viol\u00e3o favorito.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cN\u00e3o vou tocar nunca mais!\u201d, prometeu.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #aa0b0b\"><b>A volta por cima<\/b><\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">N\u00e3o cumpriu a promessa. Mesmo afastada da televis\u00e3o, continuou gravando discos e fazendo shows. Para pagar as contas, deu aulas de viol\u00e3o em casa, muitas vezes se vendo obrigada a ensinar, a jovens alunos, as m\u00fasicas da Jovem Guarda que odiava. Abriu um conservat\u00f3rio de m\u00fasica, em uma casa no Brooklin, na zona sul de S\u00e3o Paulo, mas n\u00e3o deu certo e montou no lugar um restaurante de comidas t\u00edpicas e atra\u00e7\u00f5es musicais, a Casa da Inezita. Durou at\u00e9 perceber que n\u00e3o levava jeito para empres\u00e1ria e preferia continuar a viver da m\u00fasica, mesmo que j\u00e1 n\u00e3o rendesse tanto como antes.\u00a0<\/span><\/p>\n[aesop_image  img=&#8221;http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2025\/06\/cardapio.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; imgwidth=&#8221;400px&#8221; credit=&#8221;Cr\u00e9dito: Arquivo Inezita Barroso \/ Ocupa\u00e7\u00e3o Ita\u00fa Cultural&#8221; alt=&#8221;Card\u00e1pio do restaurante Casa da Inezita, fundado em 1977&#8243; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;off&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; caption=&#8221;Card\u00e1pio do restaurante Casa da Inezita, fundado em 1977&#8243; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;inplace&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A volta ao grande p\u00fablico ocorreu em 1980, quando a diretora musical da TV Cultura, Nydia Licia, convidou-a para apresentar o programa <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Viola, minha viola, <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">que havia estreado meses antes, inicialmente apresentado pelo compositor Non\u00f4 Bras\u00edlio e pelo radialista Moraes Sarmento. Com a sa\u00edda de Non\u00f4, Inezita fez dupla com Moraes e, ap\u00f3s a morte dele, permaneceu como \u00fanica apresentadora.<\/span><\/p>\n[aesop_quote  type=&#8221;block&#8221; background=&#8221;#282828&#8243; text=&#8221;#ffffff&#8221; align=&#8221;left&#8221; size=&#8221;1&#8243; img=&#8221;http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2024\/12\/Textura_Apartes_4.jpg&#8221; quote=&#8221;\u201cUma fonte de luz cristalina que brota da mina das cordas vocais\u201d&#8221; cite=&#8221; Jean Garfunkel sobre a voz de Inezita&#8221; revealfx=&#8221;inplace&#8221;]\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Nos anos seguintes, mais do que apresentadora, Inezita tornou-se a alma do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Viola<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">. Com 35 epis\u00f3dios in\u00e9ditos por ano, em m\u00e9dia, o programa escolhia os convidados cuidadosamente, buscando um equil\u00edbrio entre novos artistas e cantores consolidados. A f\u00f3rmula deu t\u00e3o certo que o programa se tornou um dos mais vistos da TV Cultura e um dos mais longevos da TV brasileira. Para os apreciadores de uma boa moda de viola, assistir ao <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Viola <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">virou uma obriga\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 uma coisa que a gente fazia todo santo domingo, igual uma missa\u201d, comentou o violeiro Andr\u00e9 Moraes na noite em que recebeu o Pr\u00eamio Inezita Barroso, sobre o qual falaremos no final desta reportagem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A defesa da m\u00fasica caipira feita pelo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Viola, minha viola <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">virou uma posi\u00e7\u00e3o de resist\u00eancia frente ao sucesso avassalador da m\u00fasica sertaneja, vers\u00e3o \u201cmodernizada\u201d e pop do antigo som de raiz que passou a ocupar todos os espa\u00e7os. Ou melhor, quase todos: com Inezita o pop n\u00e3o tinha vez. A apresentadora \u00e9 quem dava a palavra final sobre os convidados e se recusava a aceitar a m\u00fasica sertaneja. \u201cSe entrar eu saio\u201d, amea\u00e7ou mais de uma vez nos bastidores. Alguns sertanejos, como Chit\u00e3ozinho e Xoror\u00f3 ou Roberta Miranda, at\u00e9 conseguiram se apresentar no <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Viola<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, mas tiveram que deixar de lado guitarras e teclados.<\/span><\/p>\n[aesop_image  img=&#8221;http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2025\/06\/viola-apresentadora.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; imgwidth=&#8221;1000px&#8221; credit=&#8221;Cr\u00e9dito: Arquivo Inezita Barroso \/ Ocupa\u00e7\u00e3o Ita\u00fa Cultural&#8221; alt=&#8221;Inezita apresentou o programa \u201cViola, minha viola\u201d por 35 anos&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;off&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; caption=&#8221;Inezita apresentou o programa \u201cViola, minha viola\u201d por 35 anos&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;inplace&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A postura intransigente de Inezita contribuiu para garantir que a m\u00fasica caipira n\u00e3o fosse engolida pela trilha sonora oficial do agroneg\u00f3cio. \u201cSe a m\u00fasica caipira resiste at\u00e9 hoje, devemos muito a ela, que n\u00e3o admitia nada fora do estilo tradicional\u201d, afirmou Mary Galv\u00e3o, da dupla Irm\u00e3s Galv\u00e3o, \u00e0 <\/span><a href=\"https:\/\/www.sescsp.org.br\/editorial\/inezita-barroso-voz-da-nossa-terra\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Revista E<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">. A luta da artista e pesquisadora em defesa do folclore foi reconhecida pela Universidade de Lisboa, que em 2005 lhe concedeu o t\u00edtulo de doutora <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">honoris causa<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Inezita abra\u00e7ou o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Viola <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">com todo o amor que tinha pela m\u00fasica. Numa ocasi\u00e3o em que contraiu pneumonia, fugiu do hospital e, mesmo doente, apresentou o programa do come\u00e7o ao fim, inclusive cantando. S\u00f3 deixou a atra\u00e7\u00e3o no final de 2014, quando j\u00e1 n\u00e3o tinha mais sa\u00fade para permanecer. Morreu tr\u00eas meses depois, de insufici\u00eancia respirat\u00f3ria. Era 8 de mar\u00e7o de 2015: Dia Internacional da Mulher.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Sobre Inezita, o violeiro Dino Franco <\/span><a href=\"https:\/\/www.itaucultural.org.br\/ocupacao\/inezita-barroso\/a-artista\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">dizia<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> que tinha um \u00fanico defeito: o de ser s\u00f3 uma, num pa\u00eds que precisava de muitas como ela.<\/span><\/p>\n[aesop_video  src=&#8221;youtube&#8221; id=&#8221;V54tZfHOYms&#8221; width=&#8221;1000px&#8221; align=&#8221;center&#8221; caption=&#8221;Texto: Fausto Salvadori<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Alan Nagatomo<br \/>\nCan\u00e7\u00e3o: Linda Inezita, de Jean Garfunkel;<br \/>\nInt\u00e9rpretes: Katya Teixeira, Karol Schittini, Carol Carneiro, Camila Meneze&#8221; disable_for_mobile=&#8221;on&#8221; loop=&#8221;off&#8221; controls=&#8221;on&#8221; mute=&#8221;off&#8221; autoplay=&#8221;off&#8221; viewstart=&#8221;off&#8221; viewend=&#8221;off&#8221; show_subtitles=&#8221;off&#8221; revealfx=&#8221;inplace&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221;]\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #aa0b0b\"><b>Pr\u00eamio duplo<\/b><\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cEu sofri bullying na escola. Tinha 14, 15 anos e, como gostava de m\u00fasica caipira, me chamavam de \u2018veio\u2019\u201d, relata o vereador Jair Tatto (PT), evidenciando o estigma que passou a cercar a m\u00fasica de raiz e que, n\u00e3o fosse a resist\u00eancia de Inezita Barroso, poderia ter acabado com o g\u00eanero. A experi\u00eancia o levou a perceber a import\u00e2ncia de lutar pela preserva\u00e7\u00e3o da cultura brasileira. \u201cTudo o que envolva a valoriza\u00e7\u00e3o da cultura nacional e exalte a trajet\u00f3ria do povo brasileiro precisa ser reconhecido publicamente. Isso faz com que os mais jovens entendam a import\u00e2ncia de se manter as ra\u00edzes da nossa cultura e tenham orgulho delas\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Com essa ideia em mente, Tatto, juntamente com as vereadoras Edir Sales (PSD) e Ely Teruel (MDB), criaram o Pr\u00eamio Inezita Barroso, a partir de um <\/span><a href=\"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/iah\/fulltext\/projeto\/PR0033-2017.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">projeto<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> que deu origem \u00e0 <\/span><a href=\"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/iah\/fulltext\/resolucoescmsp\/RC1723.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 17, de 23 de agosto de 2023<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, para \u201cpremiar anualmente pessoas f\u00edsicas ou jur\u00eddicas que se destacaram na sociedade em raz\u00e3o de sua contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica dita caipira de raiz e qualquer outra forma de arte genuinamente popular que a complemente\u201d.<\/span><\/p>\n[aesop_quote  type=&#8221;block&#8221; background=&#8221;#282828&#8243; text=&#8221;#ffffff&#8221; align=&#8221;right&#8221; size=&#8221;1&#8243; img=&#8221;http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2024\/12\/Textura_Apartes_4.jpg&#8221; quote=&#8221;\u201cA Inezita \u00e9 a grande respons\u00e1vel pela exist\u00eancia da m\u00fasica caipira nos dias de hoje\u201d&#8221; cite=&#8221; Adriana Sanchez&#8221; revealfx=&#8221;inplace&#8221;]\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A inspira\u00e7\u00e3o foi um pr\u00eamio de mesmo nome e com os mesmos objetivos <\/span><a href=\"https:\/\/www.al.sp.gov.br\/norma\/178703\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">institu\u00eddo pela Assembleia Legislativa de S\u00e3o Paulo em 2016<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, a partir de um <\/span><a href=\"https:\/\/www.al.sp.gov.br\/propositura\/?id=1282626\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">projeto de resolu\u00e7\u00e3o<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> do deputado estadual Marcos Martins. Para Tatto, as premia\u00e7\u00f5es se complementam: \u201cTrazer o pr\u00eamio para a esfera municipal \u00e9 uma forma de aproximar o g\u00eanero musical da nossa capital, que abriga diferentes culturas\u201d. O deputado Martins concorda e afirma que outras cidades deveriam seguir o exemplo paulistano: \u201cQue continue e se expanda por outras cidades, para que a nossa raiz e o nosso povo n\u00e3o sejam esquecidos\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A<\/span><a href=\"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/blog\/em-sua-primeira-edicao-premio-inezita-barroso-presta-homenagem-a-artistas-da-musica-caipira-raiz\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\"> primeira edi\u00e7\u00e3o do pr\u00eamio<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> foi realizada no Sal\u00e3o Nobre do Pal\u00e1cio Anchieta em 10 de mar\u00e7o de 2025. Por meio de um v\u00eddeo, a neta mais velha de Inezita, Paula Maia, agradeceu aos vereadores e aos artistas agraciados.\u00a0 \u201cFico contente de saber que tem muita gente que valoriza a nossa terra, a nossa cultura, a nossa m\u00fasica de raiz. Agrade\u00e7o aos artistas que continuam com esse legado positivo que a Inezita iniciou e que isso nunca morra\u201d, disse.<\/span><\/p>\n[aesop_image  img=&#8221;http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2025\/06\/cantadoras-no-premio-scaled.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; imgwidth=&#8221;1000px&#8221; credit=&#8221;Cr\u00e9dito: Mozart Gomes\/CMSP&#8221; alt=&#8221;Cantadoras se apresentam na primeira edi\u00e7\u00e3o do Pr\u00eamio, em 10\/3\/25&#8243; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;off&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; caption=&#8221;Cantadoras se apresentam na primeira edi\u00e7\u00e3o do Pr\u00eamio, em 10\/3\/25&#8243; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;inplace&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A vereadora Sandra Santana contou que sentia saudade do tempo em que cresceu ouvindo m\u00fasica caipira na casa dos av\u00f3s. \u201cMas n\u00e3o se pode viver s\u00f3 de saudade. A gente tem que fazer com que essa express\u00e3o se mantenha viva\u201d, ressaltou, lembrando que \u00e9 esse o papel dos pr\u00eamios Inezita.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cQuando eu penso na Inezita, na honra que \u00e9 ganhar um pr\u00eamio que leva o nome dela, eu penso que por causa dela eu estou aqui hoje\u201d, ressaltou a cantora, instrumentista e compositora K\u00e1tya Teixeira, uma das agraciadas.<\/span><\/p>\n[aesop_image  img=&#8221;http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2025\/06\/premio-inezita-na-camara-scaled.jpg&#8221; panorama=&#8221;off&#8221; imgwidth=&#8221;1000px&#8221; credit=&#8221;Cr\u00e9dito: Mozart Gomes\/CMSP&#8221; alt=&#8221;Vereadores e premiados na primeira edi\u00e7\u00e3o do Pr\u00eamio Inezita Barroso&#8221; align=&#8221;center&#8221; lightbox=&#8221;off&#8221; captionsrc=&#8221;custom&#8221; caption=&#8221;Vereadores e premiados na primeira edi\u00e7\u00e3o do Pr\u00eamio Inezita Barroso&#8221; captionposition=&#8221;left&#8221; revealfx=&#8221;inplace&#8221; overlay_revealfx=&#8221;off&#8221; text_float=&#8221;off&#8221;]\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O pr\u00eamio trouxe um significado especial para K\u00e1tya, que cresceu nos bastidores do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Viola, minha viola <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">na TV Cultura, onde seus pais, tamb\u00e9m m\u00fasicos, costumavam se apresentar. Quando estava l\u00e1, contou, costumava olhar para a figura impressionante de Inezita e pensar que, assim como aquela mulherona, ela tamb\u00e9m podia realizar os pr\u00f3prios sonhos. \u201cEssa mulher abriu caminhos para todas n\u00f3s podermos ser o que a gente quiser.\u201d<\/span><\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: S\u00e2ndor Vasconcelos <a href=\"mailto:sandor@saopaulo.sp.leg.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">sandor@saopaulo.sp.leg.br<\/a><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #aa0b0b\">Saiba mais<\/span><\/h3>\n<h5 style=\"background-color: #aa0b0b;text-align: center\"><span style=\"color: #ffffff\"><strong>Livros<\/strong><\/span><\/h5>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">JORGE, Valdemar.<\/span><a href=\"https:\/\/aplauso.imprensaoficial.com.br\/edicoes\/12.0.813.979\/12.0.813.979.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b> Inezita: com a espada e viola na m\u00e3o<\/b><\/a><b>.<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> Imprensa Oficial do Estado de S\u00e3o Paulo, 2012.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">PEREIRA, Arley. <\/span><b>Inezita Barroso: a hist\u00f3ria de uma brasileira. <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Editora 34, 2013.<\/span><\/p>\n<h5 style=\"background-color: #aa0b0b;text-align: center\"><span style=\"color: #ffffff\"><strong>V\u00eddeos<\/strong><\/span><\/h5>\n<p><a href=\"https:\/\/youtu.be\/DIlzUFhHd0Y?si=YtO1foQ1d8f-h4Fi\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">Document\u00e1rio \u201cInezita\u201d<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, dirigido por Helio Goldsztejn<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/youtu.be\/zkKi0yLtUsM?si=HeSfJF6OPM403hBv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">Ensaio | Inezita Barroso<\/span><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/youtu.be\/6-8PFAALYO8?si=68-Gvapmol1iw6en\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">Inezita Barroso | Mem\u00f3ria Oral | TV Cultura<\/span><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/youtu.be\/bJauqr8oN-c?si=IoDu_Qlx0j8-_qKB\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">Mosaicos &#8211; A Arte de Inezita Barroso<\/span><\/a><\/p>\n<h5 style=\"background-color: #aa0b0b;text-align: center\"><span style=\"color: #ffffff\"><strong>Site<\/strong><\/span><\/h5>\n<p><a href=\"https:\/\/www.itaucultural.org.br\/ocupacao\/inezita-barroso\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">Ita\u00fa Cultural: Ocupa\u00e7\u00e3o Inezita Barroso<\/span><\/a><\/p>\n<div id=\"accordions-100396\" class=\"accordions-100396 accordions\" data-accordions={&quot;lazyLoad&quot;:true,&quot;id&quot;:&quot;100396&quot;,&quot;event&quot;:&quot;click&quot;,&quot;collapsible&quot;:&quot;true&quot;,&quot;heightStyle&quot;:&quot;content&quot;,&quot;animateStyle&quot;:&quot;swing&quot;,&quot;animateDelay&quot;:1000,&quot;navigation&quot;:true,&quot;active&quot;:999,&quot;expandedOther&quot;:&quot;no&quot;}>\r\n                <div id=\"accordions-lazy-100396\" class=\"accordions-lazy\" accordionsId=\"100396\">\r\n                    <\/div>\r\n\r\n    <div class=\"items\"  style=\"display:none\" >\r\n    <p>Content missing<\/p>\r\n<\/div>\r\n\r\n\r\n\r\n            <\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto: Fausto Salvadori | fausto@saopaulo.sp.leg.br Talentosa, destemida e de fam\u00edlia rica, Ignez Magdalena Aranha de Lima poderia ter sido o que quisesse. Escolheu ser caipira. E nisso fez toda a diferen\u00e7a. Com o nome de Inezita Barroso, tornou-se uma das maiores refer\u00eancias da cultura caipira, n\u00e3o s\u00f3 como cantora, instrumentista, folclorista e pesquisadora, mas tamb\u00e9m [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":929,"featured_media":100267,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[123,3,1983],"tags":[2155,2153,116,2165,2159,15,2154,2149,2157,2164,2151,2163,1729,2152,2162,2161,2156,2160,2125,2158,2150],"coauthors":[2148],"class_list":["post-100261","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia","category-perfil","category-premios-institucionais","tag-adolfo-cabral-barroso","tag-arley-pereira","tag-cidade-de-sao-paulo","tag-dino-franco","tag-eduardo-moreira","tag-historia","tag-ignez-magdalena-aranha-de-lima","tag-inezita-barroso","tag-jean-garfunkel","tag-mary-galvao","tag-minha-viola","tag-moraes-sarmento","tag-musica","tag-musica-caipira","tag-nono-brasilio","tag-nydia-licia","tag-paulo-vanzolini","tag-trofeu-roquette-pinto","tag-tv-cultura","tag-tv-record","tag-viola"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.3 - 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