{"id":40155,"date":"2017-06-28T16:29:59","date_gmt":"2017-06-28T19:29:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/?page_id=40155"},"modified":"2017-07-12T17:00:51","modified_gmt":"2017-07-12T20:00:51","slug":"no24-com-palavra","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/revista-apartes\/numero-24-mar-jun2017\/no24-com-palavra\/","title":{"rendered":"N\u00ba24 &#8211; Com a Palavra"},"content":{"rendered":"<h1><strong><span style=\"color: #800000\">S\u00e9rgio Vaz<\/span><\/strong><\/h1>\n<h2><span style=\"color: #000000\">Um dia, S\u00e9rgio Vaz descobriu as met\u00e1foras. Virou poeta. E decidiu levar a literatura para todas as pessoas<\/span><\/h2>\n<p><strong>Fausto Salvadori<\/strong> | fausto@saopaulo.sp.leg.br<br \/>\nColaborou <strong>Renata Oliveira<\/strong> | renataoliveira-cci3est@saopaulo.sp.leg.br<\/p>\n<figure id=\"attachment_40102\" aria-describedby=\"caption-attachment-40102\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2017\/06\/revista_apartes_n24_06.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-40102\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2017\/06\/revista_apartes_n24_06-1024x619.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"387\" srcset=\"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2017\/06\/revista_apartes_n24_06-1024x619.jpg 1024w, https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2017\/06\/revista_apartes_n24_06-300x181.jpg 300w, https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2017\/06\/revista_apartes_n24_06-768x464.jpg 768w, https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2017\/06\/revista_apartes_n24_06.jpg 1738w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-40102\" class=\"wp-caption-text\">\u201cTem que mostrar\u00a0que a literatura \u00e9\u00a0legal como funk,\u00a0sertanejo, samba\u201d &#8211; Foto: Gute Garbelotto\/CMSP<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quem v\u00ea do lado de fora as casas simples do Jardim Clementino, em Tabo\u00e3o da Serra (Grande S\u00e3o Paulo), n\u00e3o imagina que, ao entrar em uma delas, vai encontrar no quintal uma est\u00e1tua de 2 metros em metal de Dom Quixote e os versos \u201cMeu cora\u00e7\u00e3o \u00e9 cheio de p\u00e1ssaros. Por isso nunca me dei bem com gaiolas\u201d e \u201cMilagres acontecem quando a gente vai \u00e0 luta\u201d decorando as paredes em est\u00eancil e cartazes.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a da poesia e do cavaleiro espanhol, padroeiro dos sonhadores, soa menos deslocada para quem sabe que naquela casa mora o poeta e agitador cultural S\u00e9rgio Vaz, 52 anos. Cansado de sofrer com a solid\u00e3o de ser um dos \u00fanicos leitores de seu bairro, Vaz tratou de espalhar a literatura entre os moradores da periferia ao criar o Sarau da Cooperifa, um dos primeiros marcos do movimento de saraus liter\u00e1rios perif\u00e9ricos que se espalhou pelo Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Autor de oito livros, Vaz recebeu diversos pr\u00eamios por sua luta quixotesca pela literatura, entre eles o Trip Transformadores, o Governador do Estado, o Amigo do Livro e o T\u00edtulo de Cidad\u00e3o Paulistano da C\u00e2mara Municipal de S\u00e3o Paulo (CMSP), concedido pelo ent\u00e3o vereador Nabil Bonduki, em 2015. Sua trajet\u00f3ria virou enredo da escola Imperatriz do Samba (de Tabo\u00e3o da Serra) em 2012, com o nome \u201cS\u00e9rgio Vaz, Poeta da Periferia\u201d.<\/p>\n<h3>Voc\u00ea j\u00e1 escreveu que \u201cser artista no Brasil n\u00e3o \u00e9 privil\u00e9gio, \u00e9 castigo\u201d. Como arrumou esse castigo para sua vida?<\/h3>\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2017\/06\/revista_apartes_n24_37.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-40089 size-thumbnail\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2017\/06\/revista_apartes_n24_37-150x150.png\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px\">Imagina um cara querendo ser artista no final dos anos 70 na periferia de S\u00e3o Paulo, onde as ruas n\u00e3o tinham nem asfalto, no Jardim Guaruj\u00e1, divisa com o Parque Santo Ant\u00f4nio, que em 1996 foi eleito pela ONU um dos lugares mais violentos do mundo. Eu n\u00e3o conseguia entender qual era a minha. Era interessado por literatura, mas ainda n\u00e3o tinha o sonho. Isso \u00e9 um castigo. Sua fam\u00edlia fala \u201cvoc\u00ea tem que trabalhar\u201d. Porque, naquela\u00a0\u00e9poca, se ganhasse R$ 10 mil fazendo poesia e R$ 1 mil com carteira registrada, a fam\u00edlia preferia a carteira. At\u00e9 porque era o documento que voc\u00ea tinha que levar, sen\u00e3o era preso por vadiagem.<\/p>\n<h3>E como a literatura apareceu na sua vida?<\/h3>\n<p style=\"padding-left: 30px\">Quando n\u00f3s viemos de Ladainha, onde nasci, em Minas Gerais, meu pai trouxe o h\u00e1bito da leitura. Na minha casa, mesmo simples, nunca faltou comida nem livros. Quando meu pai se separou da minha m\u00e3e, eu fiquei mais t\u00edmido ainda, introvertido, e comecei a me interessar por literatura porque via meu pai lendo. E era muito louco porque eu era um dos poucos da minha turma que gostava de ler. Era tipo o \u201camigo gangorra\u201d, quando eu sentava todo mundo levantava: \u201cl\u00e1 vem aquele cara falar de Jorge Amado&#8230;\u201d. A minha sorte \u00e9 que eu jogava futebol, ent\u00e3o era mais tolerado. \u00c0s vezes eu ficava pensando: qual \u00e9 a minha? Quando li <em>Dom Quixote<\/em>, eu me entendi: n\u00e3o sou um esquisito, sou um sonhador.<\/p>\n<h3>O que \u00e9 ser um sonhador?<\/h3>\n<p style=\"padding-left: 30px\">Sonhador \u00e9 aquele cara que insiste no velho, em querer que as pessoas ainda se amem, que n\u00e3o tenha racismo, homofobia, que n\u00e3o tenha pobreza. Isso \u00e9 um sonhador. A gente sabe que n\u00e3o d\u00e1 para acontecer, mas continua lutando. E eu entrei na poesia por causa da m\u00fasica. At\u00e9 ent\u00e3o, eu tinha vergonha de escrever poesia. As pessoas achavam que era coisa de gente fresca. Servi o Ex\u00e9rcito em 1983 e ainda n\u00e3o entendia direito o que era met\u00e1fora. Um dia, eu era cozinheiro, coloquei uma fita da Simone cantando Geraldo Vandr\u00e9, <em>Para n\u00e3o dizer que n\u00e3o falei das flores<\/em>. Dentro do quartel, em plena ditadura militar, eu estava l\u00e1 cantando a plenos pulm\u00f5es enquanto mexia a panela: \u201cvem, vamos embora que esperar n\u00e3o \u00e9 saber\u201d. O sargento veio louco gritando \u201cisso \u00e9 m\u00fasica de comunista!\u201d e eu fui gostando. Quanto mais ele falava, eu pensava: \u201cnossa, tudo isso nessa m\u00fasica?\u201d. Foi a\u00ed que descobri as met\u00e1foras. Aconteceu um despertar para a poesia e n\u00e3o parei mais de ler. Comecei a ler Neruda com <em>Canto geral<\/em> e pensei: \u201cp\u00f4, n\u00e3o \u00e9 coisa de fresco, n\u00e3o, isso \u00e9 coisa de revolucion\u00e1rio!\u201d. S\u00f3 que a poesia que gostava de fazer era aquela que eu gostava de ler: panflet\u00e1ria. At\u00e9 hoje sou panflet\u00e1rio. A\u00ed voc\u00ea come\u00e7a a ler Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto, Ariano Suassuna, Carolina de Jesus, e pira.<\/p>\n<h3>Como foi o processo do sonhador que, em vez de sonhar sozinho, juntou pessoas para sonharem juntas uma mudan\u00e7a da realidade?<\/h3>\n<p style=\"padding-left: 30px\">Na verdade, foi por ego\u00edsmo. Eu n\u00e3o tinha ningu\u00e9m para conversar sobre livros. A solid\u00e3o dos livros \u00e9 foda. Quando fui para o Bixiga [na regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo] pela primeira vez, no meio dos anos 80, descobri que era pobre. Eu achava que n\u00e3o era pobre porque todo mundo tinha a mesma mis\u00e9ria em comum. Eu n\u00e3o conhecia outro bairro, ent\u00e3o achava que o mundo inteiro era daquele jeito: sem asfalto, com crimes. Mas quando fui no Bixiga, num caf\u00e9 vi a Rita Lee sentada, Cac\u00e1 Rosset estava com uma pe\u00e7a, tinha o Luiz Melodia, cineclubes, essas coisas. Com o tempo, pensei: \u201cmano, estou me parecendo com eles, mas n\u00e3o sou eles\u201d. A\u00ed foi que me bateu um neg\u00f3cio e eu falei: \u201ca gente tem que fazer na nossa quebrada, nem que seja por inveja, mas vamos ter que fazer o que eles fazem\u201d. Logo em seguida veio o rap, uma grande refer\u00eancia. Foi a primeira vez que algu\u00e9m no r\u00e1dio falou do meu bairro, al\u00e9m do Gil Gomes. Em 2000, estava lendo sobre a Semana de Arte Moderna de 22 e tive o insight de pedir emprestada uma f\u00e1brica abandonada em Tabo\u00e3o da Serra. Juntei umas pessoas, arrumei um som e a\u00ed apareceu gente. O nome era Cooperifa,\u00a0mas n\u00e3o tinha esse intuito de hoje. O Ferr\u00e9z lan\u00e7ou <em>Cap\u00e3o pecado<\/em> l\u00e1, fizemos exposi\u00e7\u00e3o de fotografias, de quadro, o Kobra grafitou uma parede para n\u00f3s. S\u00f3 que a\u00ed o cara da f\u00e1brica se ligou, \u201cv\u00e3o tomar isso de mim\u201d, porque estava ficando muito forte, a\u00ed boicotou o projeto. Fiquei mal para caramba, mas a gente fica mal dois dias. No terceiro j\u00e1 est\u00e1 dando soco na cara dos outros, porque de apanhar j\u00e1 estava \u00e0 pampa. Estava bebendo com o Marco Pez\u00e3o, ele me falou: \u201cconhe\u00e7o um bar a\u00ed e o dono \u00e9 de teatro\u201d. Fomos l\u00e1 e surgiu o sarau Cooperifa. Cada um fazia umas vinte poesias, tinha umas quinze pessoas, uma coisa meio r\u00fastica, mas foi se espalhando:\u00a0\u201ctem um lugar a\u00ed em que o microfone \u00e9 aberto, os caras s\u00e3o loucos, pode falar o que quiser, chega l\u00e1, faz a poesia e est\u00e1 tudo certo, \u00e9 s\u00f3 dar o nome\u201d. Encheu de gente, como se estivesse indo da senzala para um grande quilombo. Depois de quase dois anos, o cara vendeu o bar e nem avisou para a gente. A\u00ed fomos para o Z\u00e9 Batid\u00e3o, um bar que tinha sido do meu pai, fui criado ali. A\u00ed o bagulho endoidou e virou essa zona que \u00e9 hoje.<\/p>\n<figure id=\"attachment_40103\" aria-describedby=\"caption-attachment-40103\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2017\/06\/revista_apartes_n24_07.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-40103\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2017\/06\/revista_apartes_n24_07-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"427\" srcset=\"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2017\/06\/revista_apartes_n24_07-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2017\/06\/revista_apartes_n24_07-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2017\/06\/revista_apartes_n24_07-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2017\/06\/revista_apartes_n24_07.jpg 1569w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-40103\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Quando li Dom Quixote, me entendi: sou um sonhador&#8221; &#8211; Foto: Gute Garbelotto\/CMSP<\/figcaption><\/figure>\n<h3>O que \u00e9 o movimento dos saraus de periferia?<\/h3>\n<p style=\"padding-left: 30px\">\u00c9 a dessacraliza\u00e7\u00e3o da literatura. \u00c9 quando a poesia desce do pedestal e beija os p\u00e9s da comunidade. Qualquer um pode escrever. Voc\u00ea s\u00f3 tem que encontrar algu\u00e9m que goste do que voc\u00ea escreva. N\u00e3o pode mais ser a arte do privil\u00e9gio. A gente tamb\u00e9m pode escrever, pode ler. Os saraus se espalharam e eu tenho viajado o Brasil inteiro, tamb\u00e9m fui para Alemanha, Inglaterra e M\u00e9xico falar disso. As pessoas se apropriaram da literatura.<\/p>\n<h3>Voc\u00ea vive de escrever?<\/h3>\n<p style=\"padding-left: 30px\">Estou vivendo de escrever h\u00e1 uns dez anos. Esta casa eu tenho h\u00e1 cinco anos, [comprada] com a literatura, mas antes eu n\u00e3o tinha. Para voc\u00ea ver: um cara de 50 anos n\u00e3o ter uma casa pr\u00f3pria. Eu n\u00e3o vivi de poesia, vivi para a poesia. Esse \u00e9 meu trampo e tenho que viver dele. Agora mesmo, uma professora me convidou para um evento e queria que eu fizesse uma \u201cfala de motiva\u00e7\u00e3o\u201d para os professores, mas n\u00e3o pagava ajuda de custo. Eu respondi: \u201cent\u00e3o, n\u00e3o posso ir porque n\u00e3o estou motivado\u201d. \u00c9 o meu trabalho. Ainda que n\u00e3o seja bom ou importante, \u00e9 o que eu tenho.<\/p>\n<h3>Como voc\u00ea ajuda a convencer os outros a ler?<\/h3>\n<p style=\"padding-left: 30px\">N\u00e3o sei se eu ajudo. Vou l\u00e1 dizer do que eu gosto e talvez eu diga com tanta \u00eanfase que as pessoas come\u00e7am a ler. Recebo cartas de alunos e jovens dizendo que come\u00e7aram a ler livros que eu indiquei. Quando fiz palestra na Febem [atual Funda\u00e7\u00e3o Casa], usei Racionais para falar de poesia e os meninos descobriram que gostavam. Ent\u00e3o \u00e9 isso: usar elementos da literatura que se pare\u00e7am com as pessoas. Fui numa escola um dia e um menino me falou para eu dar um bom motivo para ler. Eu disse: \u201cquem l\u00ea xaveca melhor\u201d. Voc\u00ea tem que mostrar que a literatura \u00e9 legal como o funk, o sertanejo, o samba. A\u00ed a molecada vai ter outra vis\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2017\/06\/revista_apartes_n24_36.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-40088 size-medium\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2017\/06\/revista_apartes_n24_36-188x300.png\" alt=\"\" width=\"188\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2017\/06\/revista_apartes_n24_36-188x300.png 188w, https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2017\/06\/revista_apartes_n24_36.png 622w\" sizes=\"auto, (max-width: 188px) 100vw, 188px\" \/><\/a><\/p>\n<h3>Por que os saraus surgiram\u00a0nos bares, e n\u00e3o em bibliotecas\u00a0ou escolas?<\/h3>\n<p style=\"padding-left: 30px\">O bar \u00e9 o \u00fanico espa\u00e7o p\u00fablico que temos na periferia. Bar e igreja. Igreja n\u00e3o gosta de sarau, ent\u00e3o sobraram os bares. O boteco \u00e9 o lugar em que as pessoas se re\u00fanem depois de adorar um deus chamado trabalho. \u00c9 a nossa \u00e1gora, sempre foi. Por que olhar com desprezo uma coisa que \u00e9 nossa? Hoje o bar do Z\u00e9 tem uma biblioteca e em cima \u00e9 um cinema. Foi isso que deram para gente? Pois \u00e9 nisso que vamos transformar. As novas tecnologias afastam os mais jovens da literatura? Acho que nunca se escreveu tanto. A minha filha, quando manda para a amiga dela [pelo celular] que ontem foi ao samba e conta quem estava l\u00e1, que m\u00fasica tocou, \u00e9 uma cr\u00f4nica que ela est\u00e1 escrevendo. Uma n\u00e3o briga com a outra, muito pelo contr\u00e1rio. O meu trabalho flui por causa da internet. Hoje eu tenho 286 mil pessoas na minha p\u00e1gina. Eu coloco uma coisa l\u00e1 e tem 5 mil curtidas. S\u00e3o pessoas que jamais leriam a minha poesia se tivessem que ir a uma livraria. A tiragem dos meus livros \u00e9 de 3 mil, ent\u00e3o democratizou. Acho que falta, para quem cuida de literatura, ter essa sacada. Se voc\u00ea pega a [lista de livros da] Fuvest [vestibular para a Universidade de S\u00e3o Paulo], s\u00e3o sempre os mesmos caras. Valorosos e importantes, mas sempre os mesmos. Lembro que fui numa escola h\u00e1 muitos anos e um menino perguntou: \u201ccomo ele pode ser poeta se est\u00e1 vivo?\u201d.<\/p>\n<h3>Morando na periferia, onde falta\u00a0tudo, como perceber que a arte\u00a0tamb\u00e9m \u00e9 importante?<\/h3>\n<p style=\"padding-left: 30px\">A arte serve para n\u00e3o enlouquecer, irm\u00e3o, porque esse mundo aqui \u00e9 s\u00f3 para quem \u00e9 louco. A arte tira a gente do plano. Quando o cara ouve uma m\u00fasica, tira do real e o importante \u00e9 isso, tirar do real. O real \u00e9 do\u00eddo, cara. Viver d\u00f3i. D\u00f3i para o pobre, d\u00f3i menos para o rico, mas d\u00f3i tamb\u00e9m. A gente precisa de um monte de drogas l\u00edcitas e n\u00e3o l\u00edcitas para viver. A literatura \u00e9 uma delas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e9rgio Vaz Um dia, S\u00e9rgio Vaz descobriu as met\u00e1foras. Virou poeta. 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