{"id":33294,"date":"2015-08-04T17:02:57","date_gmt":"2015-08-04T20:02:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/?page_id=33294"},"modified":"2022-02-10T13:04:00","modified_gmt":"2022-02-10T16:04:00","slug":"da-sala-de-aula-para-o-consultorio","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/revista-apartes\/numero-10-setembrooutubro-2014\/da-sala-de-aula-para-o-consultorio\/","title":{"rendered":"N\u00ba10 \u2013 Sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<h1><strong><span style=\"color: #800000\">Da sala de aula para o consult\u00f3rio<\/span><\/strong><\/h1>\n<h2>CMSP debate aumento do uso de medicamentos e n\u00famero abusivo de diagn\u00f3stico de doen\u00e7as em estudantes<\/h2>\n<p><strong>S\u00e2ndor Vasconcelos<\/strong> | <a href=\"mailto:sandor@saopaulo.sp.leg.br\">sandor@saopaulo.sp.leg.br<\/a><\/p>\n<p><!-- imagem TOTAL - com legenda - CENTRALIZADA --><\/p>\n<div style=\"width: 100%;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"padding: 5px;background-color: transparent !important\"><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/008.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-33301\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/008.jpg\" alt=\"008\" width=\"1200\" height=\"1222\" \/><\/a><\/div>\n<\/div>\n<p><!-- imagem TOTAL - com legenda - CENTRALIZADA --><\/p>\n<p>Uma das entrevistas para esta reportagem n\u00e3o p\u00f4de ser feita na data combinada. Dia e hora marcados, o celular da estudante brasiliense B\u00e1rbara de Melo s\u00f3 dava caixa-postal. No dia seguinte, ela contou que havia esquecido\u00a0 o aparelho em casa. Diagnosticada aos 10 anos com Transtorno de D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o e Hiperatividade (TDAH), ela passa diariamente por essa e outras situa\u00e7\u00f5es caracter\u00edsticas de quem sofre do transtorno. Quando crian\u00e7a, na escola n\u00e3o conseguia ficar sentada e prestar aten\u00e7\u00e3o na aula. \u201cEra mandada pra fora da sala. N\u00e3o aprendia, ficava conversando, levantava o tempo todo\u201d, conta.<\/p>\n<p><!-- imagem GRANDE - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<div style=\"float: right;width: 310px;margin-left: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: right;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/25.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-33302\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/25.jpg\" alt=\"25\" width=\"300\" height=\"197\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">DEBATE &#8211; Vereador Eliseu Gabriel (ao centro) organizou em junho semin\u00e1rio para discutir a medicaliza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Gute Garbelotto\/CMSP<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem GRANDE - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<p>Com as dificuldades, os pais a levaram para ser avaliada por psic\u00f3logos e psiquiatras. Confirmado o TDAH, B\u00e1rbara iniciou um tratamento que inclui terapia e a medica\u00e7\u00e3o cloridrato de metilfenidato, um psicoestimulante que atua no sistema nervoso central. O rem\u00e9dio a deixa quieta, mas traz efeitos colaterais: \u201cEu fico pra baixo sempre que tomo, como se nada na minha vida tivesse cor\u201d, queixa-se. \u201cTudo perde a gra\u00e7a, n\u00e3o tenho nem vontade de falar\u201d.<\/p>\n<p>Por conta das rea\u00e7\u00f5es adversas do metilfenidato, a estudante, hoje com 19 anos, toma dois antidepressivos por dia. Ap\u00f3s algumas reprova\u00e7\u00f5es e um tempo sem estudar, uma de suas lutas \u00e9 finalizar o ensino m\u00e9dio. A outra \u00e9 se livrar do medicamento. \u201cCom 14 anos eu falei que n\u00e3o queria mais tomar, mas n\u00e3o deixaram. Com o rem\u00e9dio eu fico quieta, mas n\u00e3o presto aten\u00e7\u00e3o.\u201d Ela conta que j\u00e1 exp\u00f4s a vontade aos pais e ao psiquiatra, mas eles dizem para continuar com a medica\u00e7\u00e3o, pois \u201cser\u00e1 melhor para ela\u201d.<\/p>\n<p><!-- imagem GRANDE - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<div style=\"float: right;width: 416px;margin-left: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: right;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/010.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-33306\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/010.jpg\" alt=\"010\" width=\"406\" height=\"725\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">Clique na imagem para v\u00ea-la ampliada<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><!-- imagem GRANDE - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<p>No Brasil, o consumo de metilfenidato teve um aumento de 775% entre 2003 (94 quilos) e 2012 (875 quilos), segundo pesquisa do Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). De acordo com o Boletim de Farmacoepidemiologia da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa), o uso entre pacientes de 6 a 16 anos subiu 75% entre 2009 e 2011. O Pa\u00eds \u00e9 o segundo maior consumidor mundial do rem\u00e9dio tarja preta, atr\u00e1s dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>A explos\u00e3o do uso desse tipo de medicamento \u00e9 uma das preocupa\u00e7\u00f5es do F\u00f3rum sobre Medicaliza\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o e da Sociedade, formado por entidades e profissionais de \u00e1reas como medicina, psicologia, pedagogia, psican\u00e1lise, farm\u00e1cia e assist\u00eancia social, al\u00e9m de parlamentares, entre outros.<\/p>\n<p>O vereador da C\u00e2mara Municipal de S\u00e3o Paulo (CMSP) Eliseu Gabriel (PSB), professor e membro do F\u00f3rum, explica que a luta do grupo \u00e9, principalmente, contra o uso de rem\u00e9dios e a epidemia do n\u00famero de casos diagnosticados. \u201cQuando se faz o diagn\u00f3stico arruma-se um rem\u00e9dio, como se o problema da educa\u00e7\u00e3o fosse individual\u201d, aponta. De acordo com o parlamentar, a solu\u00e7\u00e3o baseada no uso de medica\u00e7\u00e3o desconsidera fatores como o sistema educacional e a sociedade. \u201cAcreditar que o problema da educa\u00e7\u00e3o est\u00e1 no aluno \u00e9 um profundo equ\u00edvoco. Se est\u00e1 nele, v\u00e3o arrumar um rem\u00e9dio para resolver\u201d, critica.<\/p>\n<p>Eliseu Gabriel \u00e9 idealizador da Lei 15.554\/2012, que criou o Dia Municipal de Luta contra a Medicaliza\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o, comemorado em 11 de novembro. De acordo com ele, a ideia surgiu quando come\u00e7aram a aparecer na CMSP projetos de lei obrigando a Prefeitura a fazer teste de sa\u00fade em alunos da rede municipal. \u201cUm absurdo total, que estigmatiza o aluno\u201d, declara Eliseu. Preocupado com a situa\u00e7\u00e3o e apoiado por pessoas ligadas ao Sindicato dos Psic\u00f3logos, ao Conselho Regional de Psicologia e a entidades da \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o, apresentou proposta para criar a data. \u201cDe certo modo, barramos essa avalanche de projetos. O dia simboliza uma luta\u201d, conta.<\/p>\n<p>Outras duas iniciativas relativas ao tema tramitam na CMSP. O Projeto de Resolu\u00e7\u00e3o (PR) 2\/2011, tamb\u00e9m de Eliseu Gabriel, pretende instituir a Frente Parlamentar sobre Medicaliza\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o, para realizar estudos e a\u00e7\u00f5es a fim de desenvolver pol\u00edticas p\u00fablicas na \u00e1rea. A vereadora Marta Costa (PSD), por meio do Projeto de Lei (PL) 60\/2010, quer criar nas escolas municipais, em cada semestre letivo, uma Semana de Estudos e Conscientiza\u00e7\u00e3o dos Malef\u00edcios da Medicaliza\u00e7\u00e3o, para discutir o consumo abusivo de rem\u00e9dios. \u201cO uso excessivo de medicamentos pode atingir a vida do usu\u00e1rio, levando-o ao decl\u00ednio social, emocional e f\u00edsico\u201d, alerta a justificativa do PL.<\/p>\n<p><strong>PROBLEMA COLETIVO<\/strong><\/p>\n<p>Segundo defini\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum, medicaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo que transforma em problemas m\u00e9dicos quest\u00f5es de outra natureza. Assim, dificuldades de diferentes ordens s\u00e3o apresentadas como doen\u00e7as, transtornos e dist\u00farbios, desconsiderando a influ\u00eancia de aspectos pol\u00edticos, sociais, culturais e afetivos sobre as pessoas. As quest\u00f5es coletivas s\u00e3o tomadas como individuais; problemas sociais e pol\u00edticos s\u00e3o tornados biol\u00f3gicos. A pessoa e a fam\u00edlia s\u00e3o responsabilizadas, enquanto governos, autoridades e profissionais s\u00e3o eximidos.<\/p>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<div style=\"float: left;width: 260px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: transparent !important\"><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/013.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-33323\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/013.jpg\" alt=\"013\" width=\"250\" height=\"228\" \/><\/a><\/div>\n<\/div>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<p>O tema foi debatido na CMSP em junho, com o semin\u00e1rio Desmedicalizando a vida. Uma das palestrantes foi Maria Claudia Junqueira, diretora do Centro do Professorado Paulista e membro dos f\u00f3runs nacional e metropolitano sobre medicaliza\u00e7\u00e3o. Em entrevista \u00e0 TV C\u00e2mara, ela afirma que muitas vezes a justificativa para o fracasso escolar s\u00e3o problemas psicopedag\u00f3gicos, como d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o. \u201cA quest\u00e3o central, que \u00e9 a an\u00e1lise da estrutura da escola e o processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o e ensino, fica em segundo plano\u201d, aponta. Para a educadora, o principal problema \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o deficit\u00e1ria do professor, que n\u00e3o aprende na faculdade a lidar com as diferen\u00e7as de aprendizagem dos alunos.<\/p>\n<p>O neurologista Marcius Vin\u00edcius Correia tamb\u00e9m integra o F\u00f3rum e, durante o semin\u00e1rio realizado na CMSP, explicou que existe uma tend\u00eancia em medicar de forma desnecess\u00e1ria: \u201cA gente patologiza a crian\u00e7a, a fam\u00edlia e a escola, mas n\u00e3o traz as quest\u00f5es sociais que adv\u00eam do problema\u201d. Com isso, cresce a prescri\u00e7\u00e3o de medicamentos como metilfenidato e antidepressivos, segundo o doutorando em Psicologia Escolar e Desenvolvimento Humano pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). Al\u00e9m do TDAH, dislexia (dificuldade na leitura, escrita e soletra\u00e7\u00e3o), disgrafia (dificuldade especificamente com a escrita) e discalculia (problema relacionado \u00e0 aprendizagem dos n\u00fameros) tamb\u00e9m s\u00e3o dist\u00farbios ligados \u00e0 educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>DOEN\u00c7A OU N\u00c3O?<\/strong><\/p>\n<p>Nos debates sobre medicaliza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o, um dos temas controversos \u00e9 o Transtorno de D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o e Hiperatividade. De um lado, entidades como a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o (ABDA) definem o TDAH como um transtorno neurobiol\u00f3gico e gen\u00e9tico. Consta, inclusive, na Classifica\u00e7\u00e3o Internacional de Doen\u00e7as (CID-10) da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) e os sintomas t\u00eam descri\u00e7\u00e3o desde o s\u00e9culo 18.<\/p>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<div style=\"float: left;width: 310px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/26.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-33324\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/26.jpg\" alt=\"26\" width=\"300\" height=\"224\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">CR\u00cdTICA &#8211; A m\u00e9dica Maria Aparecida Moys\u00e9s chama o metilfenidato de \u201cdroga da obedi\u00eancia\u201d<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Antonio Scarpinetti\/Ascom Unicamp<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<p>\u201cSe TDAH n\u00e3o \u00e9 doen\u00e7a, n\u00e3o tem como discutir mais nada\u201d, enfatiza a psiquiatra Maria Concei\u00e7\u00e3o do Ros\u00e1rio. \u201cSe \u00e9 algo da sociedade ou da educa\u00e7\u00e3o, temos que esperar primeiro todo o planejamento pedag\u00f3gico mudar para as crian\u00e7as melhorarem?\u201d, argumenta. \u201cSe fosse assim, todas teriam TDAH\u201d, afirma. Ros\u00e1rio coordena o Ambulat\u00f3rio de TDAH ligado \u00e0 Unidade de Psiquiatria da Inf\u00e2ncia e Adolesc\u00eancia (Upia) da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), que elabora pesquisas e atende a cerca de 80 jovens.<\/p>\n<p>Do outro lado, alguns profissionais argumentam que o TDAH n\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a comprovada. \u201cCom a descri\u00e7\u00e3o e os crit\u00e9rios, \u00e9 muito dif\u00edcil confiar que haja comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica nos moldes da medicina. Pode existir? Sim, mas com certeza a frequ\u00eancia dos casos ser\u00e1 muito menor\u201d, afirma Maria Aparecida Moys\u00e9s, professora da Pediatria da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e militante do Despatologiza \u2013 Movimento pela Despatologiza\u00e7\u00e3o da Vida.<\/p>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<div style=\"float: left;width: 310px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/27.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-33325\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/27.jpg\" alt=\"27\" width=\"300\" height=\"400\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">SOLU\u00c7\u00c3O &#8211; \u201c\u00c9 a \u00fanica alternativa com evid\u00eancia cient\u00edfica para reduzir sintomas\u201d, diz a psiquiatra Maria Concei\u00e7\u00e3o do Ros\u00e1rio sobre o uso de medicamentos<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<p>De acordo com a ABDA, de 5% a 8% da popula\u00e7\u00e3o mundial t\u00eam TDAH. Um estudo publicado em 2007, liderado pelo psiquiatra e professor da USP Guilherme Polanczyk, concluiu que a m\u00e9dia de portadores no mundo \u00e9 5,3%. Ele afirma, em artigo publicado na Revista Brasileira de Psiquiatria com os professores Paulo Mattos e Luis Augusto Rohde, que no Brasil o TDAH \u00e9 subtratado: menos de 20% dos portadores recebem atendimento.<\/p>\n<p>\u201cEsses n\u00fameros s\u00e3o uma agress\u00e3o aos conhecimentos m\u00e9dicos e de epidemiologia\u201d, dispara Maria Aparecida Moys\u00e9s. \u201cAceitar que uma doen\u00e7a neurol\u00f3gica, neurobiol\u00f3gica, de origem gen\u00e9tica, como dizem, atinja quase 10% da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem sustenta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se encontra em nenhum outro campo da medicina\u201d, justifica a m\u00e9dica.<\/p>\n<p>Normalmente, o TDAH \u00e9 identificado ainda na inf\u00e2ncia. Para crian\u00e7a, aplica-se o question\u00e1rio Snap-IV, que cont\u00e9m 18 sintomas, como \u201cparece n\u00e3o estar ouvindo quando se fala diretamente com ela\u201d ou \u201cdistrai-se com est\u00edmulos externos\u201d, e a frequ\u00eancia com que as situa\u00e7\u00f5es ocorrem: nem um pouco, s\u00f3 um pouco, bastante e demais. Dependendo do resultado, passa-se pela avalia\u00e7\u00e3o de um m\u00e9dico. Em adultos, usa-se o teste ASRS-18 como ponto de partida do diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>Para ser considerado TDAH, os sintomas devem ter se manifestado no paciente antes dos 12 anos de idade, em mais de um ambiente (na escola e em casa, por exemplo). Tamb\u00e9m \u00e9 condi\u00e7\u00e3o que os sintomas causem algum tipo de inc\u00f4modo, interfer\u00eancia ou dificuldade para o paciente e sua fam\u00edlia. Uma das cr\u00edticas com rela\u00e7\u00e3o ao Snap-IV \u00e9 que as quest\u00f5es s\u00e3o gen\u00e9ricas, o que aumenta o n\u00famero dos que se enquadram nas caracter\u00edsticas do transtorno. A psiquiatra Maria Concei\u00e7\u00e3o do Ros\u00e1rio rebate: \u201cM\u00e9dico bom n\u00e3o faz diagn\u00f3stico atrav\u00e9s do Snap-IV, pois \u00e9 uma escala, uma investiga\u00e7\u00e3o de sintomas. Mas pode ser \u00fatil para uma monitora\u00e7\u00e3o objetiva de melhora\u201d.<\/p>\n<p><strong>CABE\u00c7A NAS NUVENS<\/strong><\/p>\n<p>Os principais sintomas do TDAH s\u00e3o desaten\u00e7\u00e3o, impulsividade, inquietude e dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o. Assistir a uma aula, ler ou finalizar um trabalho, por exemplo, pode ser uma tortura. \u201cEu trabalhava numa empresa e tinha um neg\u00f3cio superimportante para fazer\u201d, conta o advogado e funcion\u00e1rio p\u00fablico Ricardo Silva (nome fict\u00edcio a pedido do entrevistado). \u201cMas justo naquele dia ouvi no r\u00e1dio que havia um campeonato internacional de avi\u00f5es de papel na Alemanha. Eu, trabalhando, lembrava do neg\u00f3cio. Quando percebi estava procurando modelos na internet e j\u00e1 tinha feito v\u00e1rios, testava escondido no corredor do banheiro\u201d, lembra.<\/p>\n<p>Com dificuldades na escola desde crian\u00e7a, o advogado come\u00e7ou o tratamento apenas aos 25 anos, quando estava na faculdade. Fez terapia cognitivo-comportamental e durante dois anos tomou Ritalina, um dos nomes comerciais do metilfenidato. N\u00e3o teve qualquer efeito colateral: \u201cCom o rem\u00e9dio consegui terminar a faculdade, fazer a tese, pois facilitava a concentra\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><!-- imagem GRANDE - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<div style=\"float: right;width: 410px;margin-left: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: right;padding: 5px;background-color: transparent !important\"><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/011.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-33334\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/011.jpg\" alt=\"011\" width=\"431\" height=\"259\" \/><\/a><\/div>\n<\/div>\n<p><!-- imagem GRANDE - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<p>No tratamento do TDAH, h\u00e1 diverg\u00eancias a respeito da utiliza\u00e7\u00e3o de medicamentos, mas consenso de que se deve adotar um plano que inclua acompanhamento de perto do paciente e de sua fam\u00edlia. \u201cTemos que nos aproximar, e n\u00e3o pegar o comportamento e dizer que \u00e9 uma doen\u00e7a\u201d, avalia a pediatra Maria Aparecida Moys\u00e9s. \u201cH\u00e1 crian\u00e7as sofrendo as mais variadas formas de viol\u00eancia\u201d, revela. Para ela, diagnosticar algu\u00e9m com TDAH logo de cara pode mascarar outros problemas.<\/p>\n<p>Segundo a psiquiatra Maria Concei\u00e7\u00e3o do Ros\u00e1rio, o TDAH tem causas multifatoriais e deve ser tratado de forma individualizada e multimodal, em tr\u00eas grandes linhas de estrat\u00e9gias terap\u00eauticas: psicoeduca\u00e7\u00e3o, trabalhando muito com o paciente e a fam\u00edlia; psicoterapias e farmacoterapia, com psicoestimulantes. \u201cH\u00e1 casos em que a fam\u00edlia e os professores n\u00e3o sabem lidar com a crian\u00e7a. \u00c0s vezes precisa de fonoaudiologia, por exemplo\u201d, explica a m\u00e9dica.<\/p>\n<p>O F\u00f3rum sobre Medicaliza\u00e7\u00e3o possui uma cartilha de refer\u00eancia sobre as possibilidades de atua\u00e7\u00e3o na sa\u00fade, na educa\u00e7\u00e3o e aponta algumas pr\u00e1ticas a se observar: contemplar diferen\u00e7as de ritmo e de caracter\u00edsticas do paciente, aproxima\u00e7\u00e3o entre fam\u00edlia e escola e a quest\u00e3o l\u00fadica. \u201cBrincar faz toda a diferen\u00e7a e as crian\u00e7as est\u00e3o brincando cada vez menos\u201d, lamenta a psic\u00f3loga Roseli Caldas.<\/p>\n<p><strong>EFEITO ZUMBI<\/strong><\/p>\n<p>Embora o advogado Ricardo Silva tenha passado pelo tratamento com Ritalina sem qualquer rea\u00e7\u00e3o adversa, a bula da medica\u00e7\u00e3o assusta nesse quesito. Anemia, perda de apetite, psicose, depress\u00e3o, convuls\u00e3o, hemorragia cerebral, taquicardia, v\u00f4mito e retardamento do crescimento s\u00e3o apenas alguns dos alertas que a fabricante do rem\u00e9dio faz. Outros medicamentos poss\u00edveis no tratamento s\u00e3o o Concerta (metilfenidato) e o Venvanse (lisdexanfetamina).<\/p>\n<p>\u201cCom o uso, melhora o comportamento, mas n\u00e3o a intelig\u00eancia e a cogni\u00e7\u00e3o\u201d, avalia o neurologista Marcius Vin\u00edcius Correia. A professora da Unicamp Maria Aparecida Moys\u00e9s vai mais fundo: \u201cO primeiro efeito \u00e9 que as coisas da vida que d\u00e3o prazer v\u00e3o deixar de dar\u201d. Segundo ela, os pequenos prazeres aumentam s\u00f3 um pouco a libera\u00e7\u00e3o de dopamina (neurotransmissor respons\u00e1vel pelo humor, aten\u00e7\u00e3o e mem\u00f3ria, por exemplo) no organismo, enquanto o psicoestimulante eleva muito a sensa\u00e7\u00e3o de bem-estar. \u201c\u00c9 o mecanismo cl\u00e1ssico de drogadi\u00e7\u00e3o, a vida n\u00e3o d\u00e1 mais prazer\u201d, alerta a pediatra.<\/p>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<div style=\"float: left;width: 401px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: transparent !important\"><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/009.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-33336\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/009.jpg\" alt=\"009\" width=\"391\" height=\"469\" \/><\/a><\/div>\n<\/div>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<p>Maria Aparecida ainda chama a aten\u00e7\u00e3o para o efeito zumbi causado pelo metilfenidato: \u201cA pessoa fica contida em si mesma, por isso \u00e9 chamada de droga da obedi\u00eancia\u201d, explica. \u201cSe mandar fazer 10 exerc\u00edcios de matem\u00e1tica, vai fazer, mas n\u00e3o quer dizer que estar\u00e3o certos.\u201d Outro efeito adverso, segundo ela, \u00e9 que o paciente foca a aten\u00e7\u00e3o em apenas uma coisa de cada vez. \u201cNum mundo que te quer multifocado\u201d, lembra.<\/p>\n<p>\u201cTive uma experi\u00eancia com uma crian\u00e7a bastante agressiva, impulsiva, diagnosticada com TDAH e tomava Ritalina. Um dia bateu no coleguinha e disse pra mim: Bati porque minha m\u00e3e esqueceu de me dar o rem\u00e9dio hoje\u201d, conta a psic\u00f3loga Roseli Caldas . \u201cO que estamos ensinando pra essa crian\u00e7a?\u201d, indigna-se. Al\u00e9m do uso no tratamento de TDAH, muitos jovens t\u00eam tomado o rem\u00e9dio para entregar tarefas, relat\u00f3rios ou estudar para provas e vestibular. Outros se arriscam e misturam com \u00e1lcool para \u201cficarem ligados\u201d em baladas.<\/p>\n<p>A psiquiatra Maria Concei\u00e7\u00e3o do Ros\u00e1rio afirma que a medica\u00e7\u00e3o \u00e9 a \u00fanica alternativa com evid\u00eancia cient\u00edfica no mundo inteiro para reduzir os sintomas. \u201cN\u00e3o faz milagre, mas ajuda na concentra\u00e7\u00e3o, na aten\u00e7\u00e3o e reduz a hiperatividade.\u201d Ela considera \u201ctotalmente infundada\u201d a alega\u00e7\u00e3o de que o metilfenidato provoca v\u00edcios futuros: \u201cEstudos cient\u00edficos demonstram que pacientes n\u00e3o tratados com medica\u00e7\u00e3o t\u00eam risco muito maior de depend\u00eancia de \u00e1lcool e drogas il\u00edcitas\u201d.<\/p>\n<p>Eficaz ou n\u00e3o, o metilfenidato tem sido cada vez mais consumido no Brasil, e isso preocupa a m\u00e9dica Maria Aparecida Moys\u00e9s. \u201cO mundo hoje \u00e9 diferente de 50, 100 ou mil anos atr\u00e1s porque pessoas ousaram questionar, contestar, sonhar com algo diferente e partiram para construir. Se voc\u00ea silencia quem questiona, quem quer coisas diferentes, est\u00e1 construindo a impossibilidade de outros futuros, \u00e9 o genoc\u00eddio do futuro.\u201d<\/p>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<div>\n<h1><strong><span style=\"color: #800000\">Restri\u00e7\u00e3o ao medicamento<\/span><\/strong><\/h1>\n<p>Em junho, a Secretaria Municipal de Sa\u00fade (SMS) de S\u00e3o Paulo publicou a Portaria 986\/2014, que restringiu o acesso ao medicamento metilfenidato na rede p\u00fablica. Agora, para que o rem\u00e9dio possa ser retirado, a crian\u00e7a deve passar pela avalia\u00e7\u00e3o de uma equipe multidisciplinar da Secretaria, que leva em conta exames, sa\u00fade f\u00edsica e psicossocial e situa\u00e7\u00e3o escolar e familiar, entre outros aspectos. Antes da regra, bastava um m\u00e9dico prescrever para que o rem\u00e9dio pudesse ser adquirido.<\/p>\n<p>A psic\u00f3loga Roseli Caldas, integrante da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Psicologia Escolar, comemora a iniciativa: \u201cN\u00e3o resolve todos os problemas, mas \u00e9 um grande avan\u00e7o\u201d, diz. A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Psiquiatria (ABP) divulgou uma carta aberta condenando a medida. \u201cPor tr\u00e1s de um discurso apoiado em uma vis\u00e3o assistencial equivocada e manipuladora, n\u00e3o enraizada na ci\u00eancia e nos conhecimentos da neurobiologia, tal resolu\u00e7\u00e3o se revela uma obstru\u00e7\u00e3o abusiva ao acesso ao tratamento farmacol\u00f3gico pela popula\u00e7\u00e3o de baixa renda e imp\u00f5e restri\u00e7\u00e3o ao pleno exerc\u00edcio e autonomia da medicina e da ci\u00eancia brasileira\u201d, diz o documento, em que a ABP pede a revoga\u00e7\u00e3o da portaria.<\/p>\n<p>A psiquiatra Maria Concei\u00e7\u00e3o do Ros\u00e1rio lamenta que a medida n\u00e3o tenha sido mais discutida. Para ela, primeiramente todas as crian\u00e7as deveriam ter garantido o acesso a outras formas de tratamento, como psicoterapia, para depois a medica\u00e7\u00e3o ser retirada aos poucos. Ela acredita que sem o rem\u00e9dio os pacientes ter\u00e3o dificuldades na escola e sofrer\u00e3o rejei\u00e7\u00e3o e bullying. Com isso, as fam\u00edlias v\u00e3o procurar medica\u00e7\u00f5es alternativas \u201cat\u00e9 mais perigosas do que o metilfenidato\u201d, como neurol\u00e9pticos e anticonvulsivos.<\/p>\n<p>H\u00e1 dois anos, a Secretaria de Sa\u00fade de Campinas (SP) tamb\u00e9m publicou portaria restringindo o acesso ao rem\u00e9dio. \u201cN\u00e3o teve rea\u00e7\u00e3o; nem de profissionais, nem de pais, nenhuma crian\u00e7a passou mal, n\u00e3o aconteceu nada\u201d, conta Maria Aparecida Moys\u00e9s, professora do Departamento de Pediatria da Unicamp. Segundo a SMS, por ano s\u00e3o distribu\u00eddos cerca de 700 mil comprimidos do rem\u00e9dio na cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2><strong><span style=\"color: #800000\">Saiba mais<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><strong>Sites<\/strong><br \/>\nAssocia\u00e7\u00e3o Brasileira do D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o (ABDA) &#8211; <a href=\"http:\/\/www.tdah.org.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.tdah.org.br<\/a><br \/>\n<strong> V\u00eddeo<\/strong><br \/>\nSemin\u00e1rio Desmedicalizando a Vida dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\">www.saopaulo.sp.leg.br<\/a> \u2013 Galeria de V\u00eddeos<\/p>\n<p><!-- COMENTE SOBRE ESSA MATERIA --><\/p>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"center\" width=\"50%\">\n<h5>Comente sobre essa mat\u00e9ria:<\/h5>\n<p><a style=\"font-family: 'Helvetica Neue', 'Helvetica', Helvetica, Arial, sans-serif;color: #fff;font-size: 12px;text-decoration: none;font-weight: bold;text-align: center;background-color: #3b5998 !important;margin: 0 0 10px;padding: 3px 7px\" title=\"Facebook da revista Apartes\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/RevistaApartes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Facebook<\/a> <a style=\"font-family: 'Helvetica Neue', 'Helvetica', Helvetica, Arial, sans-serif;color: #fff;font-size: 12px;text-decoration: none;font-weight: bold;text-align: center;background-color: #1daced !important;margin: 0 0 10px;padding: 3px 7px\" title=\"Twitter da revista Apartes\" href=\"https:\/\/twitter.com\/RevistaApartes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Twitter<\/a><\/td>\n<td align=\"center\" width=\"50%\">\n<h5>Envie cr\u00edticas ou sugest\u00f5es:<\/h5>\n<p>Email: <strong><a href=\"mailto:apartes@saopaulo.sp.leg.br\">apartes@saopaulo.sp.leg.br<\/a><\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!-- COMENTE SOBRE ESSA MATERIA --><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Da sala de aula para o consult\u00f3rio CMSP debate aumento do uso de medicamentos e n\u00famero abusivo de diagn\u00f3stico de doen\u00e7as em estudantes S\u00e2ndor Vasconcelos | sandor@saopaulo.sp.leg.br Uma das entrevistas para esta reportagem n\u00e3o p\u00f4de ser feita na data combinada. 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