{"id":32780,"date":"2015-07-13T18:51:14","date_gmt":"2015-07-13T21:51:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/?page_id=32780"},"modified":"2016-11-30T19:55:42","modified_gmt":"2016-11-30T21:55:42","slug":"saudade-da-garoa-e-do-batuque","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/revista-apartes\/numero-11-nov-dez2014\/saudade-da-garoa-e-do-batuque\/","title":{"rendered":"N\u00ba11 \u2013 Cultura"},"content":{"rendered":"<h1><strong><span style=\"color: #800000\">Saudade da garoa e do batuque<\/span><\/strong><\/h1>\n<h2>Samba autenticamente paulistano desapareceu nos anos 1970; luta, agora, \u00e9 pelo resgate de sua mem\u00f3ria<\/h2>\n<p><strong>Gisele Machado<\/strong> | <a href=\"mailto:gisele@saopaulo.sp.leg.br\">gisele@saopaulo.sp.leg.br<\/a><\/p>\n<p><!-- imagem TOTAL - com legenda - CENTRALIZADA --><\/p>\n<div style=\"width: 100%;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N11_14.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-32787\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N11_14.jpg\" alt=\"apartes_N11_14\" width=\"1081\" height=\"798\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">COMPOSI\u00c7\u00c3O &#8211; Rei e rainha eram o casal mais importante dos desfiles de carnaval paulistano, mas foram substitu\u00eddos em import\u00e2ncia pelo mestre-sala e porta-bandeira, ao estilo carioca<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Acervo Uesp<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem TOTAL - com legenda - CENTRALIZADA --><\/p>\n<p><strong>\u201cO nosso samba \u00e9 t\u00e3o diferente,<\/strong> nos tipos de manifesta\u00e7\u00f5es da gente, no andamento&#8230;\u201d, disse certa vez o sambista paulistano Geraldo Filme sobre o t\u00edpico batuque da cidade onde nasceu. At\u00e9 os anos 1970, o ritmo era caracterizado pela rapidez, com destaque para a batida dura e profunda do bumbo e do surdo. Faziam parte do samba de S\u00e3o Paulo, ainda, o toque da viola caipira, os temas locais, a sensualidade africana da dan\u00e7a da umbigada e o improviso nas letras.<\/p>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<div style=\"float: left;width: 281px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N11_16.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-32796\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N11_16.jpg\" alt=\"apartes_N11_16\" width=\"271\" height=\"359\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">COMEMORA\u00c7\u00c3O &#8211; Goulart \u00e9 autor do projeto que inseriu o Dia do Samba na agenda oficial da cidade<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Mozart Gomes\/CMSP<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<p>Essas caracter\u00edsticas originais foram se perdendo com o tempo, e hoje algumas iniciativas buscam resgatar a mem\u00f3ria daquela \u00e9poca. Em 2013, o samba da capital paulista tornou-se patrim\u00f4nio cultural imaterial da cidade, com registro no Conselho Municipal de Preserva\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico, Cultural e Ambiental (Conpresp). A iniciativa visa preservar um som que est\u00e1 mais na hist\u00f3ria do que em evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O batuque tipicamente paulistano podia ser ouvido nos cord\u00f5es, grupos populares que sa\u00edam \u00e0s ruas no carnaval: \u201cO pessoal cantava o que viesse \u00e0 cabe\u00e7a e chegava, mesmo, a n\u00e3o cantar nada. Era quando j\u00e1 estava todo mundo b\u00eabado, cansado, e s\u00f3 sobrava o bumbo fazendo a marca\u00e7\u00e3o\u201d, conta o m\u00fasico Osvaldinho da Cu\u00edca no livro <em>Batuqueiros da Pauliceia<\/em>, escrito com Andr\u00e9 Domingues. Os ritmos mais tocados eram as r\u00e1pidas marchas-sambadas e, nos anos 1930, com a populariza\u00e7\u00e3o do r\u00e1dio, os sambas caipiras paulistas, de Raul Torres, e os cariocas, de Noel Rosa.<\/p>\n<p>O l\u00edder negro Dion\u00edsio Barbosa trouxe a novidade dos cord\u00f5es \u00e0 capital e, com isso, deu o tom do carnaval local por cinco d\u00e9cadas. Compositor, pandeirista e filho de ex-escravo, ele nasceu em 1891, em Itirapina (SP), e chegou ainda menino \u00e0 Barra Funda, bairro paulistano dos imigrantes europeus e africanos oriundos das fazendas. Passou a adolesc\u00eancia no Rio de Janeiro e se encantou com o carnaval de rua. Aprendeu tudo, adicionou a batida paulista ao repert\u00f3rio e, em 1914, fundou o Grupo Barra Funda, que depois se tornou a escola de samba Camisa Verde e Branco. \u201cTocava marcha e m\u00fasica popular, tinha marcha nossa! Tenho orgulho de ter sido o fundador disso em S\u00e3o Paulo\u201d, conta Dion\u00edsio no document\u00e1rio <em>Samba \u00e0 paulista.<\/em><\/p>\n<p><!-- imagem TOTAL - com legenda - CENTRALIZADA --><\/p>\n<div style=\"width: 100%;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N11_16a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-32798\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N11_16a.jpg\" alt=\"apartes_N11_16a\" width=\"1527\" height=\"546\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">Clique na imagem para v\u00ea-la ampliada<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><!-- imagem TOTAL - com legenda - CENTRALIZADA --><\/p>\n<p>Dion\u00edsio Barbosa e Geraldo Filme, assim como outros baluartes do samba paulistano, s\u00e3o t\u00e3o fundamentais quanto esquecidos pela maioria. Em 1939, a falta de reconhecimento e as intrigas derrubaram o \u00e2nimo do camisa-verde-e-branco, que decidiu deixar o comando de seu grupo.<\/p>\n<p><strong>SIL\u00caNCIO NO BIXIGA<\/strong><\/p>\n<p>Com tanto desprezo, n\u00e3o \u00e9 de se estranhar que o samba autenticamente paulistano, nascido na Barra Funda e no Bixiga, tenha morrido simbolicamente nos anos 1970, quando os investimentos p\u00fablicos estavam majoritariamente focados no modelo carioca de carnaval. Para Osvaldinho da Cu\u00edca, o marco \u00e9 1972, quando os \u00faltimos cord\u00f5es da cidade viraram escolas de samba.<\/p>\n<p>Pioneira entre as carnavalescas paulistanas, a pesquisadora Maria Apparecida Urbano, a dona Cida, conta em <em>Samba \u00e0 paulista<\/em> que os bambas, sambistas mais antigos da cidade, tiveram pouco espa\u00e7o no novo formato. Como convidada, ela assistiu a um dos eventos de inaugura\u00e7\u00e3o do Samb\u00f3dromo, em 1991, mas seus companheiros da velha guarda teriam sido ignorados. \u201cIsso me marcou tanto, viu!\u201d, lembra. De Toniquinho Batuqueiro, autor do primeiro samba-enredo da escola Rosas de Ouro, ouviu: \u201cdona Cida, quem sou eu? Ajudei a fazer este samba paulista, mas n\u00e3o tenho a oportunidade de botar meus p\u00e9s l\u00e1 dentro do Samb\u00f3dromo. Eu n\u00e3o tenho dinheiro para isso\u201d.<\/p>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"middle\"><!--TESTE--><\/p>\n<div style=\"float: left;width: 376px;margin-left: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 0px;background-color: transparent !important\"><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N11_14b.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-32803\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N11_14b.jpg\" alt=\"apartes_N11_14b\" width=\"366\" height=\"402\" \/><\/a><\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: left;margin: 2em 0px 0px 0px;background-color: transparent !important\">Clique na imagem para v\u00ea-la ampliada<\/p>\n<\/div>\n<p><!--TESTE--><\/td>\n<td valign=\"middle\"><!--TESTE--><\/p>\n<div style=\"float: right;width: 276x;margin-left: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: right;padding: 0px;background-color: transparent !important\"><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N11_14a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-32804\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N11_14a.jpg\" alt=\"apartes_N11_14a\" width=\"266\" height=\"430\" \/><\/a><\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 2em 0px 0px 0px;background-color: transparent !important\">Clique na imagem para v\u00ea-la ampliada<\/p>\n<\/div>\n<p><!--TESTE--><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>\u201cHoje temos um samba nacional\u201d, diz a carnavalesca, sobre a unifica\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es regionais para exibi\u00e7\u00e3o na TV. Os compositores paulistanos aceleraram os samba-enredos cariocas e a batida \u201cpesada, pesadona\u201d da Pauliceia ficou na hist\u00f3ria \u2013\u00a0 que dona Cida e outros sambistas querem preservar. Desde 1990, eles lutam pela cria\u00e7\u00e3o de um museu voltado ao samba na cidade. \u201cComo sou comentarista do carnaval em uma r\u00e1dio, todos os anos vejo o prefeito no Samb\u00f3dromo e cobro. Dizem que far\u00e3o. E nada\u201d, conta.<\/p>\n<p><!-- imagem TOTAL - com legenda - CENTRALIZADA --><\/p>\n<div style=\"width: 100%;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N11_15.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-32808\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N11_15.jpg\" alt=\"apartes_N11_15\" width=\"897\" height=\"597\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">EVOLU\u00c7\u00c3O &#8211; Desfile das escolas de samba no Samb\u00f3dromo paulistano, em 2014<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Marcos Lins\/SPTuris<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem TOTAL - com legenda - CENTRALIZADA --><\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o do Museu do Samba no Munic\u00edpio j\u00e1 foi determinada pela Lei 12.380\/1997, proposta pelo ex-vereador Vital Nolasco. At\u00e9 hoje a Prefeitura n\u00e3o implementou a legisla\u00e7\u00e3o nem publicou como pretende fazer, apesar de o prazo para a regulamenta\u00e7\u00e3o ter se esgotado em agosto de 1997.<\/p>\n<p>Segundo a lei, o museu dever\u00e1 ser instalado no Samb\u00f3dromo, com objetivo de virar um ponto de refer\u00eancia para discuss\u00f5es sobre o samba, promovendo congressos, semin\u00e1rios, simp\u00f3sios e outros tipos de encontro. Tamb\u00e9m ter\u00e1 de classificar e catalogar as cria\u00e7\u00f5es musicais, com destaque \u00e0 produ\u00e7\u00e3o das escolas de samba. Dever\u00e1, ainda, produzir v\u00eddeos com a contribui\u00e7\u00e3o dos principais sambistas do Pa\u00eds e manter um espa\u00e7o para expor fantasias, adere\u00e7os e outros materiais referentes aos desfiles de carnaval. \u201cImagina chegar o pessoal de fora e ver em qualquer \u00e9poca do ano, at\u00e9 subir [nos carros aleg\u00f3ricos], seria uma atra\u00e7\u00e3o e tanto\u201d, sonha dona Cida.<\/p>\n<p><!-- imagem GRANDE - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<div style=\"float: right;width: 287px;margin-left: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: right;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N11_19.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-32810\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N11_19.jpg\" alt=\"apartes_N11_19\" width=\"277\" height=\"201\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">LEMBRAN\u00c7A &#8211; Osvaldinho da Cu\u00edca, autoridade em samba paulistano, acredita que as caracter\u00edsticas locais morreram na d\u00e9cada de 1970<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem GRANDE - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<p><strong>O VELHO BATUQUEIRO<\/strong><\/p>\n<p>Em quase seis d\u00e9cadas de samba profissional, Osvaldinho da Cu\u00edca viu muitos m\u00fasicos importantes da \u00e1rea morrerem na pobreza, como \u00c1lvaro Rosa, o Paulistinha, um dos fundadores e maiores compositores da escola Nen\u00ea de Vila Matilde. \u201cEle foi o primeiro mestre-sala, cantava na r\u00e1dio, tinha talento e morreu numa mis\u00e9ria\u201d, lembra. J\u00e1 idoso, Paulistinha foi morar na quadra da escola de samba, como acontece a muitos outros sambistas. \u201cTodo sambista antigo, exceto quem tinha outra profiss\u00e3o, teve vida modesta\u201d, disse \u00e0 <strong>Apartes<\/strong> Osvaldinho, ex-integrante do grupo Dem\u00f4nios da Garoa. Para ele, parte da responsabilidade \u00e9 da ind\u00fastria fonogr\u00e1fica, que d\u00e1 pouco valor \u00e0 \u201cmat\u00e9ria-prima\u201d do samba: os compositores.<\/p>\n<p>Para dar suporte aos velhos sambistas, proteger a mem\u00f3ria do samba e incentivar a produ\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o do g\u00eanero na cidade, tramita na C\u00e2mara Municipal de S\u00e3o Paulo (CMSP) o Projeto de Lei (PL) 848\/2013, que pretende criar um conjunto de mecanismos denominado Estatuto do Samba Paulistano. O texto \u00e9 do vereador Ari Friedenbach (PROS) e do suplente Orlando Silva (PCdoB), que no ano passado ocupava a vaga do vereador Netinho de Paula (PCdoB).<\/p>\n<p>Entre outros pontos, o PL menciona a cria\u00e7\u00e3o, pelo Executivo, do Fundo Especial de Apoio e Amparo ao Sambista (FAS), para auxiliar idosos com trajet\u00f3ria hist\u00f3rica comprovada no mundo do samba paulistano. Na justificativa do projeto, os autores ressaltam a contrapartida dada pelo setor \u00e0 sociedade: \u201cO samba na cidade de S\u00e3o Paulo extravasou seus limites da produ\u00e7\u00e3o cultural e art\u00edstica e, hoje, \u00e9 fundamental pelos relevantes servi\u00e7os que presta \u00e0 comunidade, sejam eles educativos, culturais, de sa\u00fade, trabalho e empreendedorismo\u201d. Segundo o documento, \u201co samba \u00e9, sobretudo, escola de cidadania\u201d.<\/p>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<div style=\"float: right;width: 232px;margin-left: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: right;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N11_14c.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-32813\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N11_14c.jpg\" alt=\"apartes_N11_14c\" width=\"222\" height=\"472\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">Clique na imagem para v\u00ea-la ampliada<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<p>O PL ainda prev\u00ea que as escolas p\u00fablicas municipais tenham uma disciplina optativa sobre samba na grade extracurricular. Os sambistas teriam participa\u00e7\u00e3o assegurada em conselhos e \u00f3rg\u00e3os de delibera\u00e7\u00e3o coletiva da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica municipal direta e indireta. Outra ferramenta prevista no projeto \u00e9 o Cadastro Municipal do Samba, que agregaria informa\u00e7\u00f5es sobre os m\u00fasicos locais, suas comunidades e entidades representativas. Sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 subsidiar a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que fortale\u00e7am o samba paulistano.<\/p>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<div style=\"float: left;width: 219px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N11_14d.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-32812\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N11_14d.jpg\" alt=\"apartes_N11_14d\" width=\"209\" height=\"820\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">Clique na imagem para v\u00ea-la ampliada<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<p>\u201cQuando o governo cria programas e normas e leis espec\u00edficas, reconhece o peso cultural e econ\u00f4mico do samba para o Pa\u00eds\u201d, diz Kaxitu Campos, presidente da Uni\u00e3o das Escolas de Samba Paulistanas (Uesp), ouvido durante a elabora\u00e7\u00e3o do PL 848. Ele lembra que, at\u00e9 os anos 1990, o carnaval paulistano era uma produ\u00e7\u00e3o amadora, feita pela popula\u00e7\u00e3o pobre. Os sambistas n\u00e3o tinham, e ainda n\u00e3o t\u00eam, profiss\u00e3o regulamentada por lei \u2013 o que Kaxitu considera injusto, j\u00e1 que \u201ccarnaval \u00e9 atividade econ\u00f4mica muito grande e meio de vida para muita gente\u201d. Para o presidente da Uesp, a ind\u00fastria do samba se insere no conceito de economia criativa, que gera riquezas e empregos ao combinar cultura, tradi\u00e7\u00e3o, tecnologia, inova\u00e7\u00e3o e criatividade.<\/p>\n<p>O conceito ganhou espa\u00e7o no Plano Diretor Estrat\u00e9gico (PDE), aprovado pela CMSP em 2014, com objetivos a serem alcan\u00e7ados pela administra\u00e7\u00e3o municipal at\u00e9 2029. A ideia ser\u00e1 testada inicialmente em um Polo de Economia Criativa nos bairros S\u00e9 e Rep\u00fablica, mas pode ser estendida a outras subprefeituras com essa voca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>TREM DAS ONZE<\/strong><\/p>\n<p>O samba \u00e9 celebrado no Munic\u00edpio em 2 de dezembro (o dia nacional desse g\u00eanero musical), conforme prev\u00ea lei proposta em 1998 pelo vereador Goulart (PSD). Mas o samba paulistano tamb\u00e9m tem seu dia: 6 de julho, em homenagem ao sambista Jo\u00e3o Rubinato, um descendente de italianos mais conhecido pelo pseud\u00f4nimo Adoniran Barbosa, que nasceu nessa data, em 1910, na cidade de Valinhos (SP). O dia foi criado em 2010, por iniciativa do ex-vereador Zel\u00e3o.<\/p>\n<p>Adoniran mudou-se para S\u00e3o Paulo aos 22 anos. A partir da d\u00e9cada de 1950, criou composi\u00e7\u00f5es que o consagraram e que, na interpreta\u00e7\u00e3o dos Dem\u00f4nios da Garoa, imitavam a batucada dos engraxates do centro da cidade e os sotaques caipira e italiano.<\/p>\n<p><!-- imagem GRANDE - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<div style=\"float: right;width: 293px;margin-left: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: right;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N11_17.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-32815\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N11_17.jpg\" alt=\"apartes_N11_17\" width=\"283\" height=\"404\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">RIQUEZA &#8211; Para Kaxitu Campos, presidente da Uesp, samba \u00e9 sin\u00f4nimo de economia criativa<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Gute Garbelotto\/CMSP<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem GRANDE - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<p>Em 1965, <em>Trem das onze<\/em>, de Adoniran, imortalizaria as cenas da vida paulistana em pleno Rio de Janeiro, ao ganhar o concurso de m\u00fasicas carnavalescas do IV centen\u00e1rio carioca. Adoniran dizia que S\u00e3o Paulo \u00e9 dif\u00edcil de encaixar em samba, mas gostava tanto dessa terra que acabava dando um jeito. Aproveitava tudo o que a cidade oferecia: \u201cg\u00edria, ruas, bairros, muita coisa do cotidiano\u201d. \u201cFoi por isso que fiquei conhecido\u201d, costumava justificar.<\/p>\n<p>Apesar do sucesso, o compositor gravou o primeiro LP individual somente em 1973. Em sua voz rouca, os sambas perdiam o tom de galhofa dado pelos Dem\u00f4nios da Garoa e ganhavam ares sentimentais e cr\u00edticos. Morreu aos 72 anos, em 23 de novembro de 1982. Na justificativa do projeto que originou a Lei 15.288, o ex-vereador Zel\u00e3o diz que Adoniran Barbosa \u00e9 \u201cunanimidade como um dos que mais contribu\u00edram do ponto de vista cultural e social para o reconhecimento do samba paulistano\u201d.<\/p>\n<p>Poeta da vida cotidiana da cidade, no fim da vida Adoniran j\u00e1 n\u00e3o reconhecia mais a S\u00e3o Paulo que musicou: \u201cMe mandaram achar S\u00e3o Paulo e n\u00e3o achei. Me mandaram achar o Bixiga e n\u00e3o existia mais, a n\u00e3o ser alguma coisinha ali pela 13 de Maio, Rua Fortaleza. O Br\u00e1s \u00e9 quem te viu e quem te v\u00ea. Mas j\u00e1 n\u00e3o sofro mais, estou calejado\u201d, disse o sambista em entrevista concedida em 1981 ao <em>Jornal da Tarde<\/em> e publicada no livro <em>Adoniran Barbosa: O poeta da cidade<\/em>.<\/p>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<div style=\"float: left;width: 267px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N11_20.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-32819\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N11_20.jpg\" alt=\"apartes_N11_20\" width=\"257\" height=\"319\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">FONTE &#8211; Para Netinho de Paula, na periferia paulistana o samba busca suas origens e se revitaliza<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Gute Garbelotto\/CMSP<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<p><strong>VIVENDO O AGORA<\/strong><\/p>\n<p>O m\u00fasico e vereador Netinho de Paula considera que o samba paulistano tenha ficado \u00e0 margem das agendas p\u00fablicas apenas por algum tempo, \u201cmas morrer, n\u00e3o\u201d. Para ele, o crescimento \u201cr\u00e1pido e desigual\u201d da cidade fez o g\u00eanero migrar do centro para as \u00e1reas \u201cal\u00e9m do Rio Tiet\u00ea\u201d, como Casa Verde, Freguesia do \u00d3, Santana e Vila Maria. O cen\u00e1rio foi comentado pela urbanista Raquel Rolnik no document\u00e1rio Samba \u00e0 paulista: \u201cHouve a destrui\u00e7\u00e3o f\u00edsica dos corti\u00e7os, de espa\u00e7os da comunidade negra, e a expuls\u00e3o dos pretos pobres para o que era, naquele momento, a periferia da cidade\u201d.<\/p>\n<p>Nessas regi\u00f5es perif\u00e9ricas, no final da d\u00e9cada de 1990 o samba teria se revitalizado e buscado suas ra\u00edzes. \u201cOs grupos resistiram e se reorganizaram e n\u00f3s, que estamos no Poder P\u00fablico, precisamos fortalecer o patrim\u00f4nio cultural da cidade\u201d, disse Netinho \u00e0 <strong>Apartes<\/strong>. Um desses grupos \u00e9 o Samba da Laje, na Vila Santa Catarina, zona sul. Para incentiv\u00e1-lo e homenage\u00e1-lo, o parlamentar inseriu no calend\u00e1rio oficial do Munic\u00edpio, com a Lei 15.172\/2010, o Samba da Laje, a ser comemorado no \u00faltimo domingo de cada m\u00eas.<\/p>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<div style=\"float: right;width: 303px;margin-left: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: right;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N11_18.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-32821\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N11_18.jpg\" alt=\"apartes_N11_18\" width=\"293\" height=\"364\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">EDUCA\u00c7\u00c3O &#8211; \u201cO samba \u00e9, sobretudo, escola de cidadania\u201d, diz o vereador Ari Friedenbach<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Mozart Gomes\/CMSP<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<p>Outra data, proposta pela ex-vereadora Claudete Alves, \u00e9 o dia 15 de fevereiro, dedicado \u00e0 mulher do samba paulistano (Lei 14.849\/2008), para lembrar lideran\u00e7as como Deolinda Madre. Conhecida como Madrinha Eunice, em 1937 ela fundou, na Rua da Gl\u00f3ria, 961 (bairro Liberdade), a escola de samba h\u00e1 mais tempo ativa na capital paulista, a Lavap\u00e9s.<\/p>\n<p>A \u00e1rea de funda\u00e7\u00e3o da escola transformou-se no Marco Zero do Samba Paulistano, pela Lei 15.204\/2010, projeto do ex-vereador Jamil Murad. A Lavap\u00e9s, conta Murad, \u201cfoi a primeira em S\u00e3o Paulo a defender o samba como leg\u00edtima manifesta\u00e7\u00e3o cultural, num tempo em que os sambistas eram v\u00edtimas de intoler\u00e2ncia e trucul\u00eancia policial, marcados pela discrimina\u00e7\u00e3o e pelo perfil preconceituoso de arruaceiros e desocupados\u201d. Enquanto o museu desejado por dona Cida n\u00e3o sai do papel, essas iniciativas, mesmo isoladas, buscam n\u00e3o deixar no esquecimento momentos t\u00e3o importantes da hist\u00f3ria da capital.<\/p>\n<p><em>*O t\u00edtulo desta reportagem \u00e9 inspirado na can\u00e7\u00e3o Saudade da garoa, de Osvaldinho da Cu\u00edca, sobre as origens e os baluartes do samba paulistano. Os intert\u00edtulos lembram outras can\u00e7\u00f5es: O velho batuqueiro, de Osvaldinho; Sil\u00eancio no Bixiga, de Geraldo Filme; Trem das onze, de Adoniran Barbosa; e Vivendo o agora, de Paulistinha.<\/em><\/p>\n<h2><span style=\"color: #800000\"><strong>Saiba mais<\/strong><\/span><\/h2>\n<p><strong>Livros<br \/>\n<\/strong><em>Batuqueiros da Pauliceia: Enredo do samba de S\u00e3o Paulo<\/em>. Osvaldinho da Cu\u00edca e Andr\u00e9 Domingues. Editora Barcarolla, 2009.<br \/>\n<em>Adoniran Barbosa: O poeta da cidade<\/em>. Francisco Rocha. Ateli\u00ea Editorial, 2002.<br \/>\n<em>Quem \u00e9 quem no samba paulista<\/em>. Maria Apparecida Urbano. Clube do Bem-Estar, 2014.<br \/>\nUm batuque memor\u00e1vel no samba paulistano. Carlos Antonio Moreira Gomes. Centro Cultural de S\u00e3o Paulo, 2010.<\/p>\n<p><strong>Teses acad\u00eamicas<\/strong><br \/>\n<em>Samba Paulista, do centro cafeeiro \u00e0 periferia do centro: estudo sobre o Samba de Bumbo ou Samba Rural Paulista<\/em>. Marcelo Simon Manzatti. Departamento de Ci\u00eancias Sociais da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo, 2005. Dispon\u00edvel online.<br \/>\n<em>Uma leitura do samba rural ao samba urbano na cidade de S\u00e3o Paulo<\/em>. M\u00e1rcio Michalczuk Marcelino. Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancias Humanas da Universidade de S\u00e3o Paulo, 2007. Dispon\u00edvel na internet.<br \/>\n<em>Quem \u00e9 quem no samba paulista<\/em>. Maria Apparecida Urbano. Clube do Bem-Estar, 2014.<\/p>\n<p><strong><strong>Document\u00e1rio<\/strong><br \/>\n<\/strong><em>Samba \u00e0 paulista &#8211; Fragmentos de uma hist\u00f3ria esquecida<\/em>. Dire\u00e7\u00e3o de Gustavo Mello. Produ\u00e7\u00e3o de Varal Produ\u00e7\u00f5es e TV Cultura, com apoio da Pr\u00f3 Reitoria de Cultura e Extens\u00e3o da USP, 2007. Dispon\u00edvel online.<strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><!-- COMENTE SOBRE ESSA MATERIA --><\/p>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"center\" width=\"50%\">\n<h5>Comente sobre essa mat\u00e9ria:<\/h5>\n<p><a style=\"font-family: 'Helvetica Neue', 'Helvetica', Helvetica, Arial, sans-serif;color: #fff;font-size: 12px;text-decoration: none;font-weight: bold;text-align: center;background-color: #3b5998 !important;margin: 0 0 10px;padding: 3px 7px\" title=\"Facebook da revista Apartes\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/RevistaApartes\" target=\"_blank\">Facebook<\/a> <a style=\"font-family: 'Helvetica Neue', 'Helvetica', Helvetica, Arial, sans-serif;color: #fff;font-size: 12px;text-decoration: none;font-weight: bold;text-align: center;background-color: #1daced !important;margin: 0 0 10px;padding: 3px 7px\" title=\"Twitter da revista Apartes\" href=\"https:\/\/twitter.com\/RevistaApartes\" target=\"_blank\">Twitter<\/a><\/td>\n<td align=\"center\" width=\"50%\">\n<h5>Envie cr\u00edticas ou sugest\u00f5es:<\/h5>\n<p>Email: <strong><a href=\"mailto:apartes@saopaulo.sp.leg.br\">apartes@saopaulo.sp.leg.br<\/a><\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!-- COMENTE SOBRE ESSA MATERIA --><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Saudade da garoa e do batuque Samba autenticamente paulistano desapareceu nos anos 1970; luta, agora, \u00e9 pelo resgate de sua mem\u00f3ria Gisele Machado | gisele@saopaulo.sp.leg.br COMPOSI\u00c7\u00c3O &#8211; Rei e rainha eram o casal mais importante dos desfiles de carnaval paulistano, mas foram substitu\u00eddos em import\u00e2ncia pelo mestre-sala e porta-bandeira, ao estilo carioca Acervo Uesp \u201cO [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":109,"featured_media":0,"parent":26683,"menu_order":4,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-32780","page","type-page","status-publish","hentry"],"meta_all":{"_wp_page_template":["default"],"_cmsp_page_download-files":["a:1:{i:0;a:1:{s:4:\"type\";s:3:\"pdf\";}}"],"_cmsp_feature-page_title":["Saudade da garoa e do batuque"],"_yoast_wpseo_title":["Saudade da garoa e do batuque"],"_yoast_wpseo_bctitle":["Saudade da garoa e do batuque"],"_edit_last":["109"],"_edit_lock":["1480542807:109"],"_yoast_wpseo_opengraph-title":["Saudade da garoa e do batuque"],"_yoast_wpseo_opengraph-description":["Samba autenticamente paulistano desapareceu nos anos 1970; 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