{"id":32382,"date":"2015-07-03T14:19:47","date_gmt":"2015-07-03T17:19:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/?page_id=32382"},"modified":"2016-12-01T14:29:07","modified_gmt":"2016-12-01T16:29:07","slug":"a-forca-da-grana-e-as-coisas-belas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/revista-apartes\/numero-12-jan-fev2015\/a-forca-da-grana-e-as-coisas-belas\/","title":{"rendered":"N\u00ba12 \u2013 Cultura"},"content":{"rendered":"<h1><strong><span style=\"color: #800000\">A for\u00e7a da grana e as coisas belas<\/span><\/strong><\/h1>\n<h2>Leis aprovadas na CMSP buscam preservar espa\u00e7os culturais amea\u00e7ados pela especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria<\/h2>\n<p><strong>Fausto Salvadori Filho<\/strong> | <a href=\"mailto:fausto@saopaulo.sp.leg.br\">fausto@saopaulo.sp.leg.br<\/a><\/p>\n<p><!-- imagem TOTAL - com legenda - CENTRALIZADA --><\/p>\n<div style=\"width: 100%;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N12_21.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-32383\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N12_21.jpg\" alt=\"apartes_N12_21\" width=\"750\" height=\"500\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">ADEUS &#8211; Atores da companhia Bartolomeu em Baderna, \u00faltima pe\u00e7a antes da demoli\u00e7\u00e3o do teatro<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Leonardo Mussi<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem TOTAL - com legenda - CENTRALIZADA --><\/p>\n<p><strong>Os homens chegaram na manh\u00e3 de 27 de novembro,<\/strong> armados com dez caminh\u00f5es, quatro viaturas policiais e um papel. Pararam diante da sede da companhia teatral N\u00facleo Bartolomeu de Depoimentos, na Pompeia (zona oeste de S\u00e3o Paulo), e mostraram o papel. Era uma ordem de despejo em favor de uma incorporadora, que havia comprado o im\u00f3vel para bot\u00e1-lo abaixo e erguer um condom\u00ednio no lugar.<\/p>\n<p>Foi tudo muito r\u00e1pido. Bastou um dia para as marretas derrubarem as paredes que continham a hist\u00f3ria do grupo, fundado em 2000, quando criou a linguagem do &#8220;teatro hip-hop&#8221;, misturando a arte teatral, surgida nos cultos da Gr\u00e9cia antiga ao deus Dion\u00edsio, com o ritmo e a poesia criados pelos negros do bairro nova-iorquino do Bronx, nos anos 70. Outros peda\u00e7os dessa hist\u00f3ria, contada em cen\u00e1rios e figurinos, pr\u00eamios e grafites, foram colocados em caixas e despachad~os nos caminh\u00f5es.<\/p>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<div style=\"float: left;width: 325px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N12_22.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-32386 \" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N12_22-640x495.jpg\" alt=\"apartes_N12_22\" width=\"315\" height=\"244\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">DESPEJO &#8211; Rosane Almeida na atual sede do Brincante, que deixar\u00e1 no final do ano<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Ricardo Rocha\/CMSP<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<p>Para os homens encarregados da remo\u00e7\u00e3o, tudo aquilo era nada. &#8220;Isso aqui n\u00e3o \u00e9 mudan\u00e7a, \u00e9 um despejo&#8221;, foi a resposta mal-humorada que a atriz Roberta Estrela D&#8217;Alva ouviu quando pediu a um dos carregadores que tomasse cuidado para n\u00e3o quebrar os cen\u00e1rios. Em meio aos escombros, enquanto a atriz e dramaturga Claudia Schapira via na queda do teatro &#8220;a profana\u00e7\u00e3o de um templo, como \u00e9 toda casa de Dion\u00edsio&#8221;, o dono da empresa encarregada da retirada enxergava ali s\u00f3 mais um trabalho, e dos mais f\u00e1ceis. &#8220;Eu removi 1.500 fam\u00edlias de Pinheirinho em dois dias. Isso aqui n\u00e3o \u00e9 nada&#8221;, disse o empres\u00e1rio para os atores, orgulhoso do pr\u00f3prio curr\u00edculo.<\/p>\n<p>\u00c9 uma cena que pode voltar a se repetir dezenas de vezes. Um levantamento feito em 2014 pela Cooperativa Paulista de Teatro apontou que S\u00e3o Paulo tem 22 teatros de rua que podem ser riscados do mapa, por causa de projetos imobili\u00e1rios ou de aumentos exagerados nos valores dos alugu\u00e9is. Desses, dois j\u00e1 fecharam: o CTI-Ecum, em maio, e o Bartolomeu, em novembro. &#8220;Estamos sendo literalmente apagados da hist\u00f3ria&#8221;, afirma Rudifran Pompeu, presidente da Cooperativa. Um problema que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 dos teatros: um dos \u00faltimos cinemas de rua, o Belas Artes, quase foi fechado para dar lugar a uma loja.<\/p>\n<p><!-- imagem TOTAL - com legenda - CENTRALIZADA --><\/p>\n<div style=\"width: 650px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N12_23.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-32389\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N12_23-1024x899.jpg\" alt=\"apartes_N12_23\" width=\"640\" height=\"562\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">Clique na imagem para ampliar<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">\n<\/div>\n<p><!-- imagem TOTAL - com legenda - CENTRALIZADA --><\/p>\n<p>Para o DJ e ator Eug\u00eanio Lima, um dos despejados do Bartolomeu, essa n\u00e3o \u00e9 uma briga s\u00f3 dos artistas: a cada teatro de rua fechado, a cidade perde um de seus poucos espa\u00e7os de conv\u00edvio. &#8220;Estamos vendo a a\u00e7\u00e3o do 1% mais rico que transformou a cidade num canteiro de obras e quer pautar todas as formas de conviv\u00eancia&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Os vereadores da C\u00e2mara Municipal de S\u00e3o Paulo (CMSP) v\u00eam adotando a\u00e7\u00f5es e criando ferramentas legais para tentar impedir o fechamento dos espa\u00e7os de cultura. Antes disso, h\u00e1 13 anos, a CMSP j\u00e1 estava na origem no processo que levou \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o dos teatros de rua.<\/p>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<div style=\"float: right;width: 317px;margin-left: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: right;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N12_24.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-32399\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N12_24.jpg\" alt=\"apartes_N12_24\" width=\"307\" height=\"325\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">PIONEIROS &#8211; Rodolfo, do Satyros, teatro que ajudou a revitalizar a Pra\u00e7a Roosevelt<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Marcelo Ximenez\/CMSP<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<p>&#8220;A partir de 2002, com a Lei do Fomento, aprovada na C\u00e2mara, houve um incremento na atividade teatral em S\u00e3o Paulo e v\u00e1rios grupos come\u00e7aram a estabelecer sedes pr\u00f3prias&#8221;, conta Dorberto Carvalho, vice-secret\u00e1rio da Cooperativa Paulista de Teatro. A Lei 13.279\/2002, que implantou o Pro-grama Municipal de Fomento ao Teatro, surgiu de um projeto do ex-vereador e atual deputado federal Vicente C\u00e2ndido, a partir das bandeiras levantadas pelo movimento de coletivos teatrais Arte Contra a Barb\u00e1rie. H\u00e1 13 anos, o programa financia a manuten\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de projetos de trabalho continuado de pesquisa e produ\u00e7\u00e3o teatral.<\/p>\n<p>Com os recursos do Fomento, as companhias garantiram muito mais do que o p\u00e3o de cada dia. Mergulharam em investiga\u00e7\u00f5es sobre o fazer teatral, promoveram oficinas, cursos, shows, debates e encontros com os moradores dos bairros onde haviam erguido seus palcos e alcan\u00e7aram novos p\u00fablicos. Como descreve Eug\u00eanio Lima, &#8220;determinados segmentos da sociedade se juntaram para fazer do teatro sua voz, e o n\u00famero de grupos aumentou exponencialmente. Na d\u00e9cada de 90, todos queriam ter uma banda de rap. Agora, querem ter um grupo de teatro&#8221;.<\/p>\n<p>Os novos locais de cultura ajudaram a mudar cen\u00e1rios reais da paisagem urbana, ao atrair pessoas e ocupar espa\u00e7os esvaziados. Com o tempo, alguns teatros viraram v\u00edtimas da pr\u00f3pria valoriza\u00e7\u00e3o que ajudaram a provocar.<\/p>\n<p><strong>PALCO QUE TRANSFORMA<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Desculpa, mas na Roosevelt eu n\u00e3o piso.&#8221; Rodolfo Garc\u00eda V\u00e1zquez e Ivam Cabral, criadores da companhia Os Satyros, fundada em 1989, ouviram algumas vezes isso, da boca de jornalistas e cr\u00edticos teatrais, quando resolveram montar um teatro na Pra\u00e7a Roosevelt, em dezembro de 2000. Embora os Satyros fossem um grupo conhecido, com encena\u00e7\u00f5es realizadas desde Londres at\u00e9 Kiev, era dureza convencer as pessoas a ver um espet\u00e1culo da companhia numa regi\u00e3o decadente do centro de S\u00e3o Paulo, ocupada principalmente por traficantes, skatistas e travestis.<\/p>\n<p><!-- imagem TOTAL - com legenda - CENTRALIZADA --><\/p>\n<div style=\"width: 650px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N12_26.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-32401\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N12_26-1024x868.jpg\" alt=\"apartes_N12_26\" width=\"640\" height=\"543\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">Clique na imagem para ampliar<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">\n<\/div>\n<p><!-- imagem TOTAL - com legenda - CENTRALIZADA --><\/p>\n<p>&#8220;A gente podia ter escolhido Cerqueira C\u00e9sar ou Vila Madalena, mas escolhemos a Roosevelt porque quer\u00edamos um espa\u00e7o mais democr\u00e1tico, que v\u00e1rias pessoas pudessem acessar&#8221;, lembra Rodolfo. Os Satyros levaram a pra\u00e7a para o palco, ao convidar gente da cena local para participar das montagens \u2013 uma das travestis da regi\u00e3o, a cubana Phedra de Cordoba, tornou-se diva da companhia. O palco tam-b\u00e9m invadiu a pra\u00e7a, por meio de eventos como o festival Satyrianas, realizado a cada primavera.<\/p>\n<p>O trabalho do grupo movimentou a Roosevelt, que tamb\u00e9m recebeu bares e outros teatros, como o Parlapat\u00f5es, e logo se transformou num dos endere\u00e7os mais importantes da cultura e da noite paulistana. &#8220;O exemplo da Roosevelt mostra que \u00e9 muito mais interessante para o Poder P\u00fabico acreditar no potencial urban\u00edstico revolucion\u00e1rio da arte do que investir em projetos megaloman\u00edacos que nem sempre t\u00eam o mesmo impacto de um teatro&#8221;, afirma Rodolfo.<\/p>\n<p><!-- BOX SEM IMAGEM - MEDIA - - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<div style=\"float: left;width: 210px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<h2><span style=\"color: #800000\"><strong>Pr\u00eamios e isen\u00e7\u00f5es<\/strong><\/span><\/h2>\n<p>Al\u00e9m da Lei do Fomento e do Plano Diretor, a CMSP tem outras leis e projetos de apoio ao teatro paulistano. Uma delas \u00e9 o Pr\u00eamio Z\u00e9 Renato, implementado pela Lei 15.951\/2014, proposta por Floriano Pesaro (PSDB), Jos\u00e9 Am\u00e9rico (PT), Orlando Silva (PCdoB) e Reis (PT), que premia projetos de produ\u00e7\u00e3o e apresenta\u00e7\u00e3o de espet\u00e1culos teatrais com valores de at\u00e9 R$ 200 mil.<br \/>\nJ\u00e1 o Projeto de Lei (PL) 888\/2013, elaborado por Andrea Matarazzo (PSDB), Pesaro, Jos\u00e9 Am\u00e9rico, Nabil Bonduki e Ricardo Nunes (PMDB), concede isen\u00e7\u00e3o de IPTU para os espa\u00e7os teatrais. A proposta foi aprovada em primeira vota\u00e7\u00e3o e segue em tramita\u00e7\u00e3o na CMSP.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><!-- BOM SEM IMAGEM - MEDIA - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<p>Com a revitaliza\u00e7\u00e3o, o pre\u00e7o dos alugu\u00e9is nas imedia\u00e7\u00f5es da Roosevelt explodiu, mandando embora os antigos moradores e passando a amea\u00e7ar tamb\u00e9m os grupos de teatro, justamente os respons\u00e1veis pela valoriza\u00e7\u00e3o. &#8220;Quando chegamos, pag\u00e1vamos R$ 1,2 mil de aluguel. Hoje, o mesmo espa\u00e7o cobra R$ 7 mil&#8221;, compara Rodolfo. Segundo ele, parte dos novos moradores, que chegou ap\u00f3s a revitaliza\u00e7\u00e3o, sonha com uma Roosevelt mais silenciosa, sem bares, festas nem teatros.<\/p>\n<p>&#8220;Veio para c\u00e1 uma classe m\u00e9dia que passou a lutar pela higieniza\u00e7\u00e3o da pra\u00e7a. Fazem um movimento forte para tirar os skatistas e proibir eventos ao ar livre&#8221;, conta.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da Roosevelt, outras regi\u00f5es do centro foram redescobertas pela popula\u00e7\u00e3o e, assim, ca\u00edram nas gra\u00e7as do mercado de im\u00f3veis. Se, nos anos 1990, os 38 distritos do centro expandido perderam 11% da popula\u00e7\u00e3o, na d\u00e9cada seguin\u00adte esses mesmos locais receberam 8,7% mais pessoas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), analisados pelo urbanista Anderson Kazuo Nakano em sua tese de doutorado em demografia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).<\/p>\n<p>Um dos primeiros espa\u00e7os culturais a sentir o impacto dessa revaloriza\u00e7\u00e3o do centro foi o Cine Belas Artes, fechado em 2011. Mas a reabertura do cinema, no ano passado, gra\u00e7as a um movimento que envolveu diversos setores da cidade, mostrou que \u00e9 poss\u00edvel resistir.<\/p>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<div style=\"float: right;width: 171px;margin-left: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: right;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N12_28.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-32411\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N12_28.jpg\" alt=\"apartes_N12_28\" width=\"161\" height=\"200\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">PRESIDENTE &#8211; Eliseu Gabriel comandou a CPI do Cine Belas Artes, em 2012<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Ricardo Moreno\/CMSP<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<p><strong>RIQUEZAS DE UM POVO<\/strong><\/p>\n<p>Para o teatro-escola Instituto Brincante, instalado desde 1993 em uma antiga f\u00e1brica de lustres da Rua Purpurina, na Vila Madalena, a resist\u00eancia veio na forma de uma campanha com o mote &#8220;#ficabrincante&#8221;, disparada nas redes sociais por amigos do grupo. Em julho do ano passado, Ant\u00f4nio N\u00f3brega e Rosane Almeida, o casal de multiartistas que criou o espa\u00e7o, recebeu uma ordem de despejo informando que tinha um m\u00eas para deixar o teatro. A hist\u00f3ria de sempre: propriet\u00e1rio que vende im\u00f3vel para dar lugar a um condom\u00ednio.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as \u00e0 campanha, Ant\u00f4nio e Rosane conseguiram adiar a sa\u00edda para o final de 2015. Depois disso, o Brincante deve se mudar para duas casinhas que o casal possui ao lado do pr\u00e9dio atual, que ser\u00e3o reformadas para virarem um centro cultural. Rosane conta que pensou em largar tudo e se aposentar, mas o #ficabrincante a fez mudar de ideia. &#8220;Essa devolutiva que eu tive da sociedade, t\u00e3o carinhosa, s\u00f3 acordou em mim um desejo de come\u00e7ar outra fase do trabalho&#8221;, diz.<\/p>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<div style=\"float: left;width: 360px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N12_29.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-32413\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N12_29.jpg\" alt=\"apartes_N12_29\" width=\"350\" height=\"248\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">CULTURA &#8211; Nabil Bonduki: &#8220;Uma cidade n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o neg\u00f3cio imobili\u00e1rio&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Ricardo Moreno\/CMSP<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<p>A cada vez que um condom\u00ednio sepulta um teatro, Rosane acredita que a cidade coloca em risco um dos principais patrim\u00f4nios do Brasil: a qualidade do seu povo. Esse povo que, sem ganhar dinheiro algum, movido pelo desejo de agradecer pela vida, criou riquezas como frevo, maracatu, bumba-meu-boi, reisados e outras complexidades art\u00edsticas que hoje o Brincante ensina e encena. &#8220;Se n\u00e3o prestar aten\u00e7\u00e3o, a gente vai deixar de ser bem-humorado, criativo, generoso, para ser t\u00e3o mesquinho, violento e cruel quanto as outras na\u00e7\u00f5es&#8221;, alerta.<\/p>\n<p><strong>FERRAMENTAS DE PROTE\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Os teatros tamb\u00e9m resolveram resistir pressionando o Poder P\u00fablico. As companhias se uniram num grupo chamado Movimento dos Teatros Independentes de S\u00e3o Paulo (Motin) e, por meio da Cooperativa Paulista de Teatro, com o apoio da Secretaria Municipal da Cultura, conseguiram que os 22 teatros amea\u00e7ados fossem registrados no Conselho Municipal de Preserva\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico, Cultural e Ambiental da Cidade de S\u00e3o Paulo (Conpresp), em 30 de setembro, como patrim\u00f4nio imaterial. O registro imaterial, contudo, \u00e9 apenas um come\u00e7o, pois n\u00e3o garante, sozinho, a perman\u00eancia de nenhum grupo \u2013 tanto que n\u00e3o conseguiu impedir a demoli\u00e7\u00e3o, bastante material, do Bartolomeu.<\/p>\n<p><!-- BOX SEM IMAGEM - MEDIA - - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<div style=\"float: left;width: 280px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #ecf8ff\">\n<h2><span style=\"color: #800000\"><strong>Teatros amea\u00e7ados<\/strong><\/span><\/h2>\n<p style=\"font-size: 0.9em;line-height: 1.1em;text-align: left;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\"><strong>Brincante, do Instituto Brincante<\/strong><br \/>\nR. Purpurina, 428 &#8211; Vila Madalena<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.9em;line-height: 1.1em;text-align: left;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\"><strong>Casa Laborat\u00f3rio para as Artes do Teatro<\/strong><br \/>\nR. Conselheiro Brotero, 82 &#8211; Barra Funda<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.9em;line-height: 1.1em;text-align: left;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\"><strong>Casa Livre, da Companhia Livre<\/strong><br \/>\nR. Pirineus, 107 &#8211; Campos El\u00edseos<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.9em;line-height: 1.1em;text-align: left;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\"><strong>Casa Balagan<\/strong><br \/>\nAl. Olga, 444 &#8211; Barra Funda<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.9em;line-height: 1.1em;text-align: left;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\"><strong>Casar\u00e3o da Escola Paulista de Restauro <\/strong><br \/>\n(antigo Espa\u00e7o do Grupo Redimunho de Investiga\u00e7\u00e3o Teatral)<br \/>\nR. \u00c1lvaro de Carvalho, 75 &#8211; Anhangaba\u00fa<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.9em;line-height: 1.1em;text-align: left;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\"><strong>Caf\u00e9 Concerto Uranus<\/strong><br \/>\nR. Dr. Carvalho de Mendon\u00e7a, 40 &#8211; Santa Cec\u00edlia<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.9em;line-height: 1.1em;text-align: left;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\"><strong>Companhia da Revista<\/strong><br \/>\nAl. Nothmann, 1.135 &#8211; Campos El\u00edseos<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.9em;line-height: 1.1em;text-align: left;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\"><strong>Club Noir<\/strong><br \/>\nR. Augusta, 331 &#8211; Consola\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.9em;line-height: 1.1em;text-align: left;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\"><strong>Espa\u00e7o Maquinaria, Grupo de Teatro de Narradores<\/strong><br \/>\nR. 13 de Maio, 240 &#8211; Bela Vista<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.9em;line-height: 1.1em;text-align: left;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\"><strong>Espa\u00e7o Os Fofos Encenam<\/strong><br \/>\nR. Adoniran Barbosa, 151 &#8211; Bela Vista<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.9em;line-height: 1.1em;text-align: left;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\"><strong>Espa\u00e7o da Companhia do Feij\u00e3o<\/strong><br \/>\nR. Teodoro Baima, 68 &#8211; Rep\u00fablica<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.9em;line-height: 1.1em;text-align: left;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\"><strong>Espa\u00e7o dos Satyros<\/strong><br \/>\nP\u00e7a. Franklin Roosevelt, 214 &#8211; Consola\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.9em;line-height: 1.1em;text-align: left;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\"><strong>Galp\u00e3o do Folias, do Grupo Folias D\u2019arte<\/strong><br \/>\nR. Ana Cintra, 213 &#8211; Santa Cec\u00edlia<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.9em;line-height: 1.1em;text-align: left;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\"><strong>Grupo de Teatro da Vertigem<\/strong>R. 13 de Maio, 240 &#8211; Bela Vista<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.9em;line-height: 1.1em;text-align: left;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\"><strong>N\u00facleo Bartolomeu de Depoimentos<\/strong> &#8211; <span style=\"color: #ff0000\"><strong>FECHADO<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.9em;line-height: 1.1em;text-align: left;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\"><strong>Sede Luz do Faroeste, do Pessoal do Faroeste<\/strong><br \/>\nR. do Triunfo, 301 &#8211; Santa Efig\u00eania<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.9em;line-height: 1.1em;text-align: left;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\"><strong>Teatro Commune<\/strong><br \/>\nR. da Consola\u00e7\u00e3o, 1.218 &#8211; Consola\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.9em;line-height: 1.1em;text-align: left;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\"><strong>Teatro Studio Heleny Guariba, do N\u00facleo do 184<\/strong><br \/>\nP\u00e7a. Franklin Roosevelt, 184 &#8211; Consola\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.9em;line-height: 1.1em;text-align: left;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\"><strong>Teatro Coletivo CIT-Ecum<\/strong> &#8211; <strong><span style=\"color: #ff0000\">FECHADO<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.9em;line-height: 1.1em;text-align: left;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\"><strong>Teatro do Inc\u00eandio, da Companhia do Inc\u00eandio<\/strong><br \/>\nR. da Consola\u00e7\u00e3o, 1.219 &#8211; Consola\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.9em;line-height: 1.1em;text-align: left;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\"><strong>Teat(r)o Oficina<\/strong><br \/>\nR. Jaceguai, 520 &#8211; Bixiga<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.9em;line-height: 1.1em;text-align: left;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\"><strong>Teatro do Ator<\/strong><br \/>\nP\u00e7a. Franklin Roosevelt, 172 &#8211; Rep\u00fablica<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\"><em>Fonte: Cooperativa Paulista de Teatro<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><!-- BOM SEM IMAGEM - MEDIA - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<p>Os artistas tamb\u00e9m participaram das discuss\u00f5es para a elabora\u00e7\u00e3o do Plano Diretor Estrat\u00e9gico (PDE), aprovado em junho pelos vereadores. &#8220;O Plano Diretor busca uma cidade aberta, solid\u00e1ria, em que sua gente n\u00e3o fique segregada nos espa\u00e7os privados. Essa \u00e9 uma vis\u00e3o que dialoga com a cultura&#8221;, explica o vereador licenciado Nabil Bonduki (PT), relator do PDE e atual secret\u00e1rio municipal de Cultura. Para garantir espa\u00e7o \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es culturais, a lei limita os poderes do mercado. &#8220;Uma cidade n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o neg\u00f3cio imobili\u00e1rio. Tamb\u00e9m tem uma dimens\u00e3o social, cultural e ambiental&#8221;, afirma o secret\u00e1rio.<\/p>\n<p>A principal ferramenta do PDE para preservar espa\u00e7os culturais amea\u00e7ados pela expans\u00e3o imobil \u00e1ria foi a cria\u00e7\u00e3o da Zona Especial de Preserva\u00e7\u00e3o Cultural \u2013 \u00c1rea de Preserva\u00e7\u00e3o Cultural (Zepec-APC), com objetivo de preservar &#8220;im\u00f3veis de produ\u00e7\u00e3o e frui\u00e7\u00e3o cultural&#8221;. Al\u00e9m de serem beneficiados com incentivos fiscais e isen\u00e7\u00e3o de taxas municipais, as propriedades que o Munic\u00edpio enquadrar como Zepecs-APC n\u00e3o podem ser demolidas sem a autoriza\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o competente. A ferramenta ainda n\u00e3o salvou nenhum espa\u00e7o cultural porque aguarda regulamenta\u00e7\u00e3o da Prefeitura.<\/p>\n<p><strong>VEM PRA RUA<\/strong><\/p>\n<p>Outra novidade trazida pelo Plano Diretor s\u00e3o os Polos de Economia Criativa (PEC) e os Territ\u00f3rios de Interesse da Cultura e da Paisagem (TICP), que delimitam \u00e1reas em que o Poder P\u00fablico deve estimular atividades culturais. O texto do PDE cria um corredor cultural no cntro de S\u00e3o Paulo, ao estabelecer o PEC S\u00e9-Rep\u00fablica e o TICP Paulista\/Luz.<\/p>\n<p>&#8220;Temos a perspectiva de passar a ter um complexo cultural de enorme import\u00e2ncia, integrado pelas ciclovias, que vai desde o Theatro Municipal at\u00e9 o Parque do Tiet\u00ea&#8221;, afirma Alfredo Manevy, secret\u00e1rio-adjunto de Cultura. Dentro desse corredor cultural, far\u00e3o parte, entre outros equipamentos, os cinemas de rua que a Prefeitura espera trazer de volta, como fez com o Belas Artes. O primeiro deve ser o Art Pal\u00e1cio, na Avenida S\u00e3o Jo\u00e3o.<\/p>\n<p>Para Manevy, os investimentos vir\u00e3o a calhar para muitos paulistanos que se cansaram de viver entre as paredes de condom\u00ednios e shoppings e come\u00e7aram a redescobrir os espa\u00e7os p\u00fablicos, algo que pode ser percebido no interesse pelas ciclovias, nas festas ao ar livre, nas passeatas e no renascimento do carnaval de rua. &#8220;S\u00e3o Paulo est\u00e1 indo para a rua, e essa \u00e9 uma tend\u00eancia irrevers\u00edvel&#8221;, afirma. Quando o mercado imobili\u00e1rio descobrir isso, Manevy espera que, em vez de demolir teatros, eles passem a investir em locais p\u00fablicos de cultura.<\/p>\n<p>Um pouco disso j\u00e1 acontece hoje em dia, gra\u00e7as ao trabalho do promotor de Justi\u00e7a Maur\u00edcio Ribeiro Lopes, um apaixonado pelas artes do palco. &#8220;Fui promotor de j\u00fari porque foi a oportunidade que tive de chegar mais perto do que eu fazia quando estudei teatro, na juventude&#8221;, conta. Conversando com as incorporadoras, ele conseguiu que aceitassem apoiar oito dos 22 teatros amea\u00e7ados: Commune, Companhia da Revista, Companhia Livre, Os Fofos Encenam, Heleny Guariba, Satyros e Sede Luz do Faroeste.<\/p>\n<p>&#8220;Procurei essas empresas usando o conceito de responsabilidade cultural, que adaptei da ideia de responsabilidade social. Parte dos recursos auferidos com a atividade imobili\u00e1ria precisa ser revertida para espa\u00e7os culturais que n\u00e3o conseguem fazer frente \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o dos im\u00f3veis&#8221;, explica Lopes. Neste ano, ele pretende buscar tamb\u00e9m o apoio de outros setores. Tudo para que a for\u00e7a da grana, al\u00e9m de destruir, tamb\u00e9m possa erguer coisas belas.<\/p>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#ecf8ff\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"middle\" bgcolor=\"#ecf8ff\"><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<div style=\"float: left;width: 232px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: transparent !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N12_53.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-32427\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N12_53.png\" alt=\"apartes_N12_53\" width=\"222\" height=\"272\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">ANTES &#8211; Cine Belas Artes em 2013, com as portas fechadas<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Mozart Gomes\/CMSP<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/td>\n<td valign=\"middle\" bgcolor=\"#ecf8ff\"><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<div style=\"float: left;width: 309px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: transparent !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N12_54.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-32428\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N12_54.png\" alt=\"apartes_N12_54\" width=\"299\" height=\"202\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">DEPOIS &#8211; Cine Belas Artes hoje, ap\u00f3s reinaugura\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Mozart Gomes\/CMSP<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"middle\" bgcolor=\"#ecf8ff\">\n<h2><span style=\"color: #800000\"><b>CPI ajudou a salvar cinema<\/b><\/span><\/h2>\n<p>O Cine Belas Artes fechou as portas em mar\u00e7o de 2011, ap\u00f3s 68 anos de hist\u00f3ria, porque seu propriet\u00e1rio queria retomar o im\u00f3vel para abrir uma loja. O fechamento de um dos cinemas mais tradicionais da cidade motivou a cria\u00e7\u00e3o de um movimento de resist\u00eancia que incluiu passeatas, protestos, bicicletadas, abaixo-assinados com 16 mil assinaturas e um pedido de tombamento do im\u00f3vel no Conpresp, inicialmente arquivado.<br \/>\nEm abril de 2012, entrou em cena a C\u00e2mara Municipal, com a cria\u00e7\u00e3o de uma Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI) para apurar a decis\u00e3o do Conpresp. \u201cA CPI teve o papel de mostrar a import\u00e2ncia do Belas Artes e ganhar tempo para chegar a uma solu\u00e7\u00e3o\u201d, explica o vereador Eliseu Gabriel, que presidiu a comiss\u00e3o. Ele conta que, ap\u00f3s a CPI, deixou a C\u00e2mara para assumir a Secretaria de Desenvolvimento e Trabalho. Eliseu atuou, junto com o secret\u00e1rio de Cultura da \u00e9poca, Juca Ferreira, em busca de uma solu\u00e7\u00e3o para o Belas Artes. O resultado veio com uma parceria entre o cinema e a Caixa Econ\u00f4mica Federal, intermediada pela Prefeitura.<br \/>\nRebatizado como Cine Caixa Belas Artes, reabriu suas salas de exibi\u00e7\u00e3o em agosto passado, ajudando a manter viva parte da hist\u00f3ria cultural da cidade. \u201cDurante d\u00e9cadas, o Belas Artes foi um formador de gera\u00e7\u00f5es e de vis\u00f5es de mundo. Se voc\u00ea tira isso, mata um peda\u00e7o do que a cidade tem de humano\u201d, afirma Eliseu.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#e5e5e5\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"middle\" bgcolor=\"#e5e5e5\">\n<h2><strong><span style=\"color: #800000\">Entrevista: Jos\u00e9 Celso Martinez Corr\u00eaa, criador do Oficina<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><!-- imagem GRANDE - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<div style=\"float: right;width: 271px;margin-left: 1.5em;margin-bottom: 0px\">\n<div style=\"float: right;padding: 0px;background-color: #eee !important\"><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N12_31.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-32435\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N12_31.jpg\" alt=\"apartes_N12_31\" width=\"271\" height=\"377\" \/><\/a><\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: -1.5em 0px 0px 0px;background-color: transparent !important\">Jennifer Glass<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem GRANDE - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<p>O conflito entre arte e mercado imobili\u00e1rio, no meio do qual est\u00e3o 22 teatros de rua de S\u00e3o Paulo, \u00e9 velho conhecido de <strong>Jos\u00e9 Celso Martinez Corr\u00eaa<\/strong>, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona e um dos principais nomes do teatro brasileiro. Em 1982, o Oficina come\u00e7ou a travar uma luta contra o Grupo Silvio Santos pelo terreno no entorno do teatro, na Rua Jaceguai, no bairro do Bixiga, onde a companhia tem sua sede desde 1958. Enquanto o grupo empresarial planeja usar o terreno para construir torres residenciais de alto padr\u00e3o, Z\u00e9 Celso luta para implantar l\u00e1 o \u00faltimo projeto da arquiteta Lina Bo Bardi, criadora do pr\u00e9dio do Museu de Arte de S\u00e3o Paulo (Masp), que prev\u00ea transformar o entorno num misto de teatro e pra\u00e7a. Com a participa\u00e7\u00e3o da Prefeitura e do governo federal, as negocia\u00e7\u00f5es agora se aproximam de uma solu\u00e7\u00e3o: o Grupo Silvio Santos abriria m\u00e3o do terreno no Bixiga em troca de uma \u00e1rea na Anhanguera, pertencente \u00e0 Uni\u00e3o. Para ir t\u00e3o longe nessa briga de Davi contra Golias, Z\u00e9 Celso n\u00e3o jogou sozinho: fez da disputa do Oficina a luta de outros moradores do bairro por mais cultura, natureza e lazer.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 muito tempo o Oficina enfrenta o mercado imobili\u00e1rio e hoje mais de 20 teatros est\u00e3o na briga. Como a cidade chegou a essa situa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Z\u00e9 Celso: H\u00e1 uma acelera\u00e7\u00e3o imensa na especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, que talvez seja a mais destruidora dessa cidade. N\u00f3s do Oficina estamos nessa batalha h\u00e1 34 anos. Conseguimos ocupar o terreno, inclusive por uma proposta do S\u00edlvio Santos, depois que o teatro foi tombado pelo Iphan (Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional), em 2010. Esse espa\u00e7o, durante muito tempo, foi um beco sem sa\u00edda. O que vai acontecer agora depende muito da discuss\u00e3o do Plano Diretor sobre essa regi\u00e3o.<\/p>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<div style=\"float: left;width: 258px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N12_32.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-32471\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/apartes_N12_32.jpg\" alt=\"apartes_N12_32\" width=\"248\" height=\"172\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">FESTA &#8211; A cartunista Laerte e Z\u00e9 Celso em celebra\u00e7\u00e3o no Oficina<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Jennifer Glass<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea v\u00ea a proposta do Plano Diretor que transforma a regi\u00e3o num corredor cultural?<\/strong><\/p>\n<p>Eu vejo como algo maravilhoso. A gente faz parte. As duas arquitetas que trabalham conosco constru\u00edram um projeto maravilhoso, junto com arquitetos belgas e de v\u00e1rios lugares da Am\u00e9rica Latina. O Bixiga \u00e9 destinado a ser um cora\u00e7\u00e3o cultural da cidade. Se for revitalizado, pode virar o que \u00e9 a Lapa no Rio, que \u00e9 um lugar de mistura total, onde de sexta-feira voc\u00ea acha que est\u00e1 na \u00c1frica, todos os negros se re\u00fanem e \u00e9 maravilhoso.<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 a proposta que integra o Oficina ao corredor cultural?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 um projeto que transcendeu o Teatro Oficina e se abriu para a cidade toda. O Silvio Santos deixou um pomar que d\u00e1 frutas e flores, d\u00e1 tomate, d\u00e1 rosa, \u00e9 incr\u00edvel. A ideia \u00e9 prolongar isso em todo o corredor cultural, inclusive modificando o cal\u00e7amento do Bixiga e ocupando embaixo do Minhoc\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o queremos atulhar o lugar. O vazio \u00e9 extremamente importante. A respira\u00e7\u00e3o \u00e9 mais importante do que tudo. Essa cidade n\u00e3o respira. As pessoas que moram em S\u00e3o Paulo t\u00eam um tipo de vida muito subdesenvolvido. Estive em Buenos Aires e fiquei besta. L\u00e1 tem cal\u00e7adas largas, ruas arborizadas, os pr\u00e9dios n\u00e3o s\u00e3o colados.<\/p>\n<p><!-- BOX SEM IMAGEM - MEDIA - - LADO DIREITO --><\/p>\n<div style=\"float: right;width: 240px;margin-left: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: right;padding: 5px;background-color: #ecf8ff !important\">\n<h2><span style=\"color: #800000\"><strong>Projeto reconecta o Bixiga<\/strong><\/span><\/h2>\n<p>No final dos 60, a constru\u00e7\u00e3o da Liga\u00e7\u00e3o Leste-Oeste rasgou o Bixiga ao meio, expulsando moradores e deixando uma s\u00e9rie de vazios urbanos nas imedia\u00e7\u00f5es do viaduto. O projeto do Oficina para o bairro pretende curar a ferida aberta pela obra, por meio de um corredor cultural, integrado ao TICP Paulista\/Luz (previsto no PDE), para reconectar o Bixiga.<\/p>\n<p>O projeto foi desenvolvido durante a 10\u00aa Bienal de Arquitetura, em 2013, pelas arquitetas Mar\u00edlia Gallmeister e Carila Matzenbacher, com a participa\u00e7\u00e3o de urbanistas da Universidade KU Leuven (B\u00e9lgica), de outros arquitetos e de moradores do bairro. Para Mar\u00edlia, faz todo sentido usar a cultura para consertar fraturas da cidade. \u201cA arte \u00e9 infraestrutura da vida e precisa ser recolocada como eixo de onde tudo se desdobra.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><!-- BOM SEM IMAGEM - MEDIA - LADO DIREITO --><\/p>\n<p>A arquitetura brasileira tinha uma tradi\u00e7\u00e3o maravilhosa, mas deixou de lado para fazer essas caixas de morar, apartamentos que s\u00e3o gavetas, onde mal cabe uma pessoa. A (Avenida) Berrini \u00e9 um horror, um monte de caixotes. \u00c9 a falta de cultura que determina isso.<\/p>\n<p><strong>Qual a consequ\u00eancia dessa falta de cultura?<\/strong><\/p>\n<p>A cultura \u00e9 important\u00edssima. Corresponde a voc\u00ea cuidar da sua vida, do seu corpo, da sua sa\u00fade, da sua imagina\u00e7\u00e3o, da sua intelig\u00eancia, do seu esp\u00edrito cr\u00edtico, do seu sonho. Isso tudo eliminado d\u00e1 nessa porcaria que est\u00e1 a\u00ed. No Brasil, a cultura \u00e9 a coisa mais desvalorizada que existe, e isso representa um perigo enorme. Sem ela, ningu\u00e9m toca nos tabus, como o dos gays e o do aborto, ou o tabu da descriminaliza\u00e7\u00e3o das drogas, que esvaziaria as cadeias.<\/p>\n<p><strong>Por que \u00e9 importante para a cidade preservar esses teatros que est\u00e3o amea\u00e7ados?<\/strong><\/p>\n<p>Por coincid\u00eancia, esses teatros todos trabalham com a cidade. Os Satyros, por exemplo, levantaram a Pra\u00e7a Roosevelt. Outras companhias, como a S\u00e3o Jorge, tamb\u00e9m trabalham com o bairro onde est\u00e3o. \u00c9 uma caracter\u00edstica dessa gera\u00e7\u00e3o. S\u00e3o os grupos que realmente pesquisam teatro, que continuam com essa arte. Teatro de shopping \u00e9 uma porcaria. Voc\u00ea est\u00e1 numa gaveta e o espet\u00e1culo \u00e9 o shopping, n\u00e3o o teatro. Eu n\u00e3o me sinto bem de ver uma pe\u00e7a num lugar assim, porque desde 1967 o teatro se abriu para a natureza. No Oficina voc\u00ea abre o teto e se relaciona com o c\u00e9u, ou ent\u00e3o olha o janel\u00e3o que a Lina fez e se comunica com a cidade, com o universo.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!-- COMENTE SOBRE ESSA MATERIA --><\/p>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"center\" width=\"50%\">\n<h5>Comente sobre essa mat\u00e9ria:<\/h5>\n<p><a style=\"font-family: 'Helvetica Neue', 'Helvetica', Helvetica, Arial, sans-serif;color: #fff;font-size: 12px;text-decoration: none;font-weight: bold;text-align: center;background-color: #3b5998 !important;margin: 0 0 10px;padding: 3px 7px\" title=\"Facebook da revista Apartes\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/RevistaApartes\" target=\"_blank\">Facebook<\/a> <a style=\"font-family: 'Helvetica Neue', 'Helvetica', Helvetica, Arial, sans-serif;color: #fff;font-size: 12px;text-decoration: none;font-weight: bold;text-align: center;background-color: #1daced !important;margin: 0 0 10px;padding: 3px 7px\" title=\"Twitter da revista Apartes\" href=\"https:\/\/twitter.com\/RevistaApartes\" target=\"_blank\">Twitter<\/a><\/td>\n<td align=\"center\" width=\"50%\">\n<h5>Envie cr\u00edticas ou sugest\u00f5es:<\/h5>\n<p>Email: <strong><a href=\"mailto:apartes@saopaulo.sp.leg.br\">apartes@saopaulo.sp.leg.br<\/a><\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!-- COMENTE SOBRE ESSA MATERIA --><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A for\u00e7a da grana e as coisas belas Leis aprovadas na CMSP buscam preservar espa\u00e7os culturais amea\u00e7ados pela especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria Fausto Salvadori Filho | fausto@saopaulo.sp.leg.br ADEUS &#8211; Atores da companhia Bartolomeu em Baderna, \u00faltima pe\u00e7a antes da demoli\u00e7\u00e3o do teatro Leonardo Mussi Os homens chegaram na manh\u00e3 de 27 de novembro, armados com dez caminh\u00f5es, 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