{"id":30684,"date":"2015-06-09T19:58:07","date_gmt":"2015-06-09T22:58:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/?page_id=30684"},"modified":"2016-12-01T14:46:39","modified_gmt":"2016-12-01T16:46:39","slug":"o-verde-da-selva-de-pedra","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/apartes-anteriores\/revista-apartes\/numero-13-mar-abr2015\/o-verde-da-selva-de-pedra\/","title":{"rendered":"N\u00ba13 &#8211; Ambiente"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"p1\"><span style=\"color: #800000\"><b>O verde da selva de pedra<\/b><\/span><\/h1>\n<h2 class=\"p2\"><span class=\"s1\">F\u00e1bricas de \u00e1gua e ares-condicionados naturais, as \u00e1rvores melhoram a vida na cidade, mas ainda s\u00e3o poucas em S\u00e3o Paulo<\/span><\/h2>\n<p class=\"p4\"><b>Fausto Salvadori Filho<\/b> | <a href=\"mailto:fausto@saopaulo.sp.leg.br\">fausto@saopaulo.sp.leg.br<\/a><\/p>\n<p><!-- imagem TOTAL - com legenda - CENTRALIZADA --><\/p>\n<div style=\"width: 100%;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_a18.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-28802\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_a18.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"581\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">CUIDADO \u2014 Lorena planta ip\u00ea no Parque Augusta, um dia antes da reintegra\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Ricardo Rocha\/CMSP<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem TOTAL - com legenda - CENTRALIZADA --><\/p>\n<p class=\"p5\">Falta verde em S\u00e3o Paulo. Levando em conta a cobertura vegetal em parques e pra\u00e7as, a cinzenta capital paulista tem 2,6 m\u00b2 de \u00e1reas verdes para cada habitante do Munic\u00edpio, segundo os dados da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. \u00c9 quatro vezes menos do que o \u00edndice recomendado pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) \u2013 12 m\u00b2 por habitante.<\/p>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s3\">Como as \u00e1rvores s\u00e3o \u201cf\u00e1bricas de \u00e1gua\u201d, que tamb\u00e9m atuam como ares-condicionados naturais, aliviam o barulho, combatem a polui\u00e7\u00e3o e previnem enchentes (veja mais no infogr\u00e1fico), \u00e9 f\u00e1cil imaginar como a falta de arboriza\u00e7\u00e3o contribuiu para lan\u00e7ar S\u00e3o Paulo numa feroz crise h\u00eddrica e ainda ajudou a deixar a cidade cada vez mais quente, polu\u00edda e sujeita a alagamentos. E, como nada \u00e9 simples em S\u00e3o Paulo, quem vive em ruas arborizadas nem sempre est\u00e1 feliz, pois morre de medo de ser morto pela queda de uma \u00e1rvore na pr\u00f3xima chuva. Ao mesmo tempo, h\u00e1 quem brigue at\u00e9 com a pol\u00edcia para garantir mais verde na cidade.<\/span><\/p>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<div style=\"float: left;width: 260px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_a20.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-28804\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_a20.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"375\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">HIGIEN\u00d3POLIS \u2014 M\u00e1rcio receia queda de galhos no col\u00e9gio de seus filhos<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">F\u00e1bio Lazzari\/CMSP<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<p class=\"p5\">Foi o que aconteceu na manh\u00e3 de 4 de mar\u00e7o, quando a regi\u00e3o central viu policiais militares retirarem, com amea\u00e7as e algumas cassetadas, um grupo de ativistas que defendia a preserva\u00e7\u00e3o total do Parque Augusta, no bairro da Consola\u00e7\u00e3o, uma \u00e1rea verde com\u00a024,7 mil m\u00b2 e mais de 600 \u00e1rvores remanescentes da mata atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s2\">\u201c\u00c9 muito triste ver tantos cidad\u00e3os tendo de brigar para ter mais verde na cidade de S\u00e3o Paulo\u201d, lamentou o vereador Toninho Vespoli (PSOL). Ao lado de Gilberto Natalini (PV), foi ao Parque Augusta acompanhar o despejo dos ativistas, que ocupavam o local desde 17 de janeiro. A Justi\u00e7a havia determinado a reintegra\u00e7\u00e3o de posse do terreno a pedido das suas propriet\u00e1rias, as construtoras Setin e Cyrela, que pretendem utilizar 40% do terreno para construir torres de apartamentos. Diante dos escudos dos policiais, os ativistas atravessaram os port\u00f5es do parque carregando mudas de \u00e1rvores e cartazes em que pediam a aplica\u00e7\u00e3o da Lei 15.941, que em 2013 autorizou a Prefeitura a criar o Parque Augusta.<\/span><\/p>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s2\">Para o vereador Aur\u00e9lio Nomura (PSDB), um dos autores do projeto de lei (PL) que criou o parque, em 2006, o atual plano das construtoras vai contra os objetivos da lei. \u201cO meu projeto n\u00e3o falava em meio parque, mas em um parque integral\u201d, afirma. O PL \u00e9 assinado tamb\u00e9m pelos vereadores Gilson Barreto (PSDB), Mario Covas Neto (PSDB), Patr\u00edcia Bezerra (PSDB), Ricardo Nunes (PMDB), Ricardo Young (PPS) e Toninho Vespoli (PSOL), e pelos ex-vereadores Coronel Camilo, Coronel Telhada, Floriano Pesaro e Juscelino Gadelha.<\/span><\/p>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s2\">Ap\u00f3s aprova\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara Municipal de S\u00e3o Paulo (CMSP), o projeto foi sancionado pelo prefeito Fernando Haddad (PT), em 23 de dezembro de 2013. O objetivo era p\u00f4r fim a uma disputa que se arrastava desde 1970, quando pela primeira vez o terreno foi declarado de utilidade p\u00fablica para transforma\u00e7\u00e3o num parque. Ainda no final de 2013, uma semana ap\u00f3s a san\u00e7\u00e3o, as construtoras fecharam os port\u00f5es do parque. Em 7 de abril, foram obrigadas a reabri-los por conta de uma decis\u00e3o judicial. Neste ano, conseguiram um sinal verde do Conselho Municipal de Preserva\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico, Cultural e Ambiental da Cidade de S\u00e3o Paulo (Conpresp), que autorizou a constru\u00e7\u00e3o das torres.<\/span><\/p>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<div style=\"float: left;width: 410px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_a19.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-28803\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_a19.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">ESSENCIAIS \u2014 \u00c1rvores s\u00e3o fundamentais para amenizar calor, polui\u00e7\u00e3o e enchentes<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">F\u00e1bio Lazzari\/CMSP<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s4\">A ocupa\u00e7\u00e3o do Parque Augusta reuniu milhares de pessoas, de professores e arquitetos a crian\u00e7as e moradores de rua, que buscavam resistir \u00e0 especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria e, ao mesmo tempo, descobrir novas maneiras de conviver na cidade. Em dois meses, plantaram 200 \u00e1rvores brasileiras, criaram uma horta e uma biblioteca comunit\u00e1rias e promoveram oficinas, palestras e debates, al\u00e9m de shows de m\u00fasicos como Arnaldo Antunes e Karina Buhr. \u201cEstamos aqui numa luta por qualidade de vida e pelo direito, que todos temos, de viver num ambiente saud\u00e1vel\u201d, explicou a bi\u00f3loga Lorena Gebara, 27 anos, uma das ativistas expulsas. Ela lembra que a falta de \u00e1rvores est\u00e1 na raiz (sem trocadilhos) de problemas t\u00e3o graves como os recordes de temperatura no ver\u00e3o paulistano ou a crise h\u00eddrica que esvazia as torneiras do Munic\u00edpio.<\/span><\/p>\n<p class=\"p6\"><span class=\"s5\"><b>MEDO DE \u00c1RVORE<\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s6\">Enquanto tantos brigam por mais \u00e1rvores, outros que moram \u00e0 sombra delas nem sempre se sentem felizes. \u00c9 o caso do economista M\u00e1rcio Moraes, 45 anos, morador de Higien\u00f3polis, na regi\u00e3o central. \u201cSempre que chove por aqui eu me sinto inseguro. Fico pensando se mais algu\u00e9m vai morrer pela queda de uma \u00e1rvore\u201d, conta.<\/span><\/p>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<div style=\"float: left;width: 410px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #eee !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_a21.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-28805\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_a21.jpg\" alt=\"\" width=\"399\" height=\"233\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">PROTESTO \u2014 Ativistas do Parque Augusta cobram aplica\u00e7\u00e3o de lei aprovada na C\u00e2mara<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Fausto Salvadori Filho\/CMSP<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s2\">Em dois meses, M\u00e1rcio viu duas pessoas serem mortas em seu bairro: o passageiro de um t\u00e1xi, esmagado por um tronco que despencou na Rua Itacolomi, em 22 de dezembro, e um homem eletrocutado depois que a queda de uma \u00e1rvore derrubou fios de alta tens\u00e3o na Rua Tupi, em 25 de fevereiro. O medo maior, por\u00e9m, M\u00e1rcio sente pelos dois filhos, de 3 e 9 anos, que estudam no Col\u00e9gio Renascen\u00e7a, na Rua S\u00e3o Vicente de Paula. \u201cH\u00e1 tr\u00eas \u00e1rvores ali com risco vis\u00edvel de queda de galhos de grande porte\u201d, aponta. Segundo ele, um dos galhos j\u00e1 caiu, amassando um carro. O economista afirma que t\u00e9cnicos da Subprefeitura da S\u00e9 foram ao local e retiraram amostras das \u00e1rvores, mas n\u00e3o lhe deram retorno sobre o estado delas. Em 7 de abril, a\u00a0Subprefeitura S\u00e9 disse \u00e0 <b>Apartes<\/b> que as \u00e1rvores da rua estavam sendo vistas e analisadas. \u201cPodas est\u00e3o sendo feitas durante esta semana, mas nenhuma \u00e1rvore possui contamina\u00e7\u00e3o interna que obrigue a sua retirada\u201d, afirmou a assessoria de imprensa.<\/span><\/p>\n<p class=\"p5\">A facilidade com que as \u00e1rvores caem e matam em S\u00e3o Paulo \u00e9 fruto (de novo, sem trocadilhos) de uma longa s\u00e9rie de erros adotados na arboriza\u00e7\u00e3o. \u201cO modelo de gest\u00e3o da arboriza\u00e7\u00e3o urbana vem sendo executado de maneira errada h\u00e1 d\u00e9cadas. Tanto as esp\u00e9cies como o porte das \u00e1rvores precisam ser repensados\u201d, afirma Adriana In\u00eas Rossetti, engenheira agr\u00f4noma da Secretaria das Subprefeituras.<\/p>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<div style=\"float: left;width: 310px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #fff !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_b11.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-28825\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_b11.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"456\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">QUEDA \u2014 \u00c1rvore cai em carro do vereador Andrea Matarazzo (em destaque)<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Assessoria Andrea Matarazzo (foto maior)<br \/>\ne F\u00e1bio Lazzari\/CMSP (foto menor)<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem MEDIA - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s4\">Al\u00e9m do erro hist\u00f3rico de arrancar as esp\u00e9cies nativas da mata atl\u00e2ntica e substitu\u00ed-las por \u00e1rvores importadas, menos adaptadas ao ambiente local, o plantio das \u00e1rvores n\u00e3o levou em conta quest\u00f5es como a qualidade do solo, o comportamento das ra\u00edzes ou a interfer\u00eancia, por cima, dos fios da rede el\u00e9trica, e, por baixo, das redes subterr\u00e2neas de esgoto, telefonia, luz (veja mais no infogr\u00e1fico). A engenheira lembra que bastaria plantar corretamente as \u00e1rvores para tornar a vida na cidade suport\u00e1vel. \u201cComo temos poucos parques, o plantio ao longo da malha vi\u00e1ria \u00e9 importante para reduzir a temperatura ambiente\u201d, explica.<\/span><\/p>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s4\">Para tentar agilizar a manuten\u00e7\u00e3o do verde paulistano, os vereadores Andrea Matarazzo (PSDB), Alfredinho (PT), Claudinho de Souza (PSDB), Reis (PT), Rubens Calvo (PMDB), e Toninho Paiva (PR), junto com os ex-vereadores Coronel Camilo, Coronel Telhada e Roberto Tripoli, elaboraram um PL que originou a Lei 16.137\/2015, sancionada em 16 de mar\u00e7o pelo prefeito. A legisla\u00e7\u00e3o autoriza os subprefeitos a delegarem para os engenheiros agr\u00f4nomos da Prefeitura a compet\u00eancia de autorizar podas de \u00e1rvores. At\u00e9 ent\u00e3o, o servi\u00e7o s\u00f3 podia ser aprovado pelo pr\u00f3prio subprefeito, o que tornava o processo muito burocr\u00e1tico. \u201cA espera para uma poda em S\u00e3o Paulo pode chegar a dois anos, o que \u00e9 um absurdo\u201d, critica Matarazzo. O vereador conhece o problema de perto: em 13 de fevereiro, uma \u00e1rvore caiu sobre o seu carro, no Largo do Arouche, regi\u00e3o central. \u201cFoi uma sorte ningu\u00e9m ter sido atingido\u201d, declarou, na \u00e9poca.<\/span><\/p>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s4\">Em audi\u00eancia p\u00fablica realizada na CMSP sobre o projeto das podas, o engenheiro agr\u00f4nomo Marcelo Cocco Urtado, arborista certificado pela International Society of Arboriculture, disse que a cidade s\u00f3 conseguir\u00e1 dar conta da quest\u00e3o do verde quando criar um Plano Diretor de Arboriza\u00e7\u00e3o, a exemplo do que existe em Porto Alegre (RS). Sem esse instrumento, o agr\u00f4nomo acredita que os diferentes setores do poder p\u00fablico seguir\u00e3o batendo cabe\u00e7a. Ele cita como exemplo o Manual T\u00e9cnico de Arboriza\u00e7\u00e3o Urbana, da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, que n\u00e3o recomenda o plantio em cal\u00e7adas com menos de 1,90 m. O manual n\u00e3o conversa com a Lei de Zoneamento, que prev\u00ea a maioria das cal\u00e7adas com menos de 1,90 m em loteamentos. \u201cNa pr\u00e1tica, est\u00e3o proibindo \u00e1rvores em loteamentos novos\u201d, explica.<\/span><\/p>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s2\">Segundo Urtado, um Plano de Arboriza\u00e7\u00e3o ajudaria a harmonizar as diferentes normas e definiria, por exemplo, que esp\u00e9cies poderiam ser plantadas, com que tamanho, em cada bairro da cidade. \u201c\u00c9 importante fazer uma discuss\u00e3o com a popula\u00e7\u00e3o e todos os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos envolvidos para que todos falem a mesma l\u00edngua\u201d, sugere.<\/span><\/p>\n<p class=\"p6\"><span class=\"s5\"><b>A \u00c1RVORE E O POETA<\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s2\">S\u00f3 no ano passado, a Prefeitura de S\u00e3o Paulo afirma ter realizado 102 mil podas e 14 mil remo\u00e7\u00f5es de \u00e1rvores. Embora insuficiente para evitar quedas e mortes, o n\u00famero \u00e9 alto o bastante para gerar uma grande sobra de madeira. E qual o destino desse material? De acordo com a Lei 14.723\/2008, proposta por Gilberto Natalini e que criou o Programa de Aproveitamento de Madeira de Podas de \u00c1rvores (Pampa), os restos de podas, remo\u00e7\u00f5es e quedas deveriam ser aproveitados como lenha para fornos, adubo ou mat\u00e9ria-prima para utens\u00edlios dom\u00e9sticos.<\/span><\/p>\n<p><!-- imagem GRANDE - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<div style=\"float: right;width: 410px;margin-left: 1.5em\">\n<div style=\"float: right;padding: 5px;background-color: #fff !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_b10.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-28824\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_b10-457x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"897\" \/><\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><!-- imagem GRANDE - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s2\">\u201cO objetivo era impedir que esse material fosse jogado fora em aterros sanit\u00e1rios, onde ocupa um espa\u00e7o enorme e ainda vira gases do efeito estufa quando se decomp\u00f5e\u201d, afirma o vereador. \u201cInfelizmente, essa lei praticamente n\u00e3o est\u00e1 sendo cumprida e a Prefeitura leva tudo para os aterros.\u201d Neste ano, Natalini entrou com uma representa\u00e7\u00e3o no Minist\u00e9rio P\u00fablico para obrigar o Executivo a aplicar o Pampa. Antonio Storel, coordenador de Res\u00edduos S\u00f3lidos Org\u00e2nicos da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), disse \u00e0 <b>Apartes <\/b>que a aplica\u00e7\u00e3o do programa precisa superar \u201cv\u00e1rios obst\u00e1culos t\u00e9cnicos\u201d. Segundo ele, para ser processado, cada volume de poda precisa receber ao menos um ter\u00e7o do volume de outros res\u00edduos ricos em nitrog\u00eanio. Para isso, a Amlurb estuda misturar os restos da poda com res\u00edduos da coleta seletiva de feiras livres.<\/span><\/p>\n<p class=\"p5\">Outra norma proposta por Natalini, que, segundo ele mesmo, ainda n\u00e3o \u201cpegou\u201d \u00e9 a Lei 13.319\/2002, que reserva \u00e1reas verdes nos estacionamentos. Pela legisla\u00e7\u00e3o, todo estacionamento com 100 m\u00b2 ou mais de \u00e1rea deve reservar um espa\u00e7o para o plantio de \u00e1rvores, na propor\u00e7\u00e3o de uma para cada 40 m\u00b2. \u201cSe fosse cumprida, essa lei aumentaria de 300 mil a 400 mil o n\u00famero de \u00e1rvores na cidade\u201d, conta.<\/p>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s2\">Os danos materiais provocados pelas quedas de \u00e1rvores s\u00e3o tema do PL 165\/2012, de Aur\u00e9lio Nomura, que prop\u00f5e facilitar a indeniza\u00e7\u00e3o das v\u00edtimas pela Prefeitura. Se o projeto virar lei, quem sofrer preju\u00edzo provocado por esse tipo de acidente poder\u00e1 protocolar um requerimento em uma comiss\u00e3o que funcionar\u00e1 na Procuradoria Geral do Munic\u00edpio, com apresenta\u00e7\u00e3o de provas, e pedir ressarcimento. A comiss\u00e3o ter\u00e1 at\u00e9 um m\u00eas para responder ao cidad\u00e3o. Uma vez aprovado o pedido, o pagamento ser\u00e1 feito no primeiro semestre do ano seguinte. Segundo Nomura, o objetivo \u00e9 acelerar o processo de indeniza\u00e7\u00f5es. \u201cDe um jeito ou de outro, o Executivo ter\u00e1 que indenizar o cidad\u00e3o, j\u00e1 que a Prefeitura \u00e9 respons\u00e1vel pelas quedas. Ent\u00e3o, \u00e9 melhor fazer de forma r\u00e1pida\u201d, diz.<\/span><\/p>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s4\">A inspira\u00e7\u00e3o para o projeto veio de um epis\u00f3dio envolvendo o prefeito J\u00e2nio Quadros, dois poemas e uma \u00e1rvore. A \u00e1rvore em quest\u00e3o caiu sobre o autom\u00f3vel Del-Rey do m\u00e9dico Marcelo Toledo, em 1986, no bairro de Perdizes. Toledo teve a ideia de enviar ao prefeito um pedido de indeniza\u00e7\u00e3o em forma de poema. \u201cN\u00e3o ventava, nem chovia\/ era um dia bem normal\/ e meu carro, junto \u00e0 guia\/ parado, em lugar legal.\/ Quem vive da Medicina\/ n\u00e3o pode &#8211; como direi? -\/ se uma \u00e1rvore cai em cima\/ substituir um Del Rey\u201d, dizia um trecho da peti\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"p5\">J\u00e2nio n\u00e3o fez por menos e respondeu ao m\u00e9dico-poeta tamb\u00e9m em versos. Em despacho publicado no Di\u00e1rio Oficial de 6 de julho de 1987, ele ordenava ao seu secret\u00e1rio de Finan\u00e7as, Carlos Alberto Manh\u00e3es Barreto, que fizesse o pagamento: \u201cO vegetal era nosso,\/ como a prova a peti\u00e7\u00e3o;\/ devo pagar, e eu posso,\/ a pouca indeniza\u00e7\u00e3o.\/ O rem\u00e9dio, pois, eu acho\/ \u00e9 saldar o preju\u00edzo;\/ assim decido e despacho\/ ao Manh\u00e3es que tem ju\u00edzo\u201d, dizia o despacho po\u00e9tico.<\/p>\n<p><!-- imagem TOTAL - com legenda - CENTRALIZADA --><\/p>\n<div style=\"width: 100%;margin-right: 1.5em\"><\/div>\n<p><!-- imagem TOTAL - com legenda - CENTRALIZADA --><\/p>\n<table class=\"t1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#EEEEEE\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"td1\" valign=\"middle\">\n<h2 class=\"p7\"><span class=\"s1\"><b>Saiba como plantar<\/b><\/span><\/h2>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s4\">Para incentivar a arboriza\u00e7\u00e3o, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) promove uma campanha permanente para que os moradores de S\u00e3o Paulo plantem uma \u00e1rvore na cal\u00e7ada ou em sua propriedade. Munida de foto e comprovante de resid\u00eancia, cada pessoa pode retirar at\u00e9 dez mudas, nos endere\u00e7os abaixo. Na retirada, os t\u00e9cnicos da SVMA orientam o tipo de esp\u00e9cie ideal, conforme as informa\u00e7\u00f5es sobre o local onde ser\u00e1 plantada.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><b>Viveiro Manequinho Lopes &#8211; Parque Ibirapuera<br \/>\n<\/b>Av. Pedro \u00c1lvares Cabral, s\/n\u00ba (Port\u00e3o 10) &#8211; Vila Mariana<\/p>\n<p class=\"p2\"><b>Viveiro Arthur Etzel (Carmo) &#8211; Parque do Carmo<br \/>\n<\/b><span class=\"s2\">Av. Afonso de Sampaio e Souza, 951 &#8211; Itaquera <\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s2\"><b>Viveiro Harry Blossfeld (Cotia) &#8211; Parque Cemucam<br \/>\n<\/b><\/span>Rua Mesopot\u00e2mia, s\/n (km 25 da Rodovia Raposo Tavares, sentido capital)<\/p>\n<p class=\"p2\"><b>Parque<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u2019Boi Mirim<br \/>\n<\/b>Estrada do M\u2019Boi Mirim, 7.100 &#8211; Jardim \u00c2ngela<\/p>\n<p class=\"p2\"><b>Parque Previd\u00eancia<br \/>\n<\/b><span class=\"s4\">R. Pedro Peccinini, 88 &#8211; Jd. Ademar<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><b>Parque Ecol\u00f3gico Chico Mendes<br \/>\n<\/b><span class=\"s2\">Rua Cembira, 1201 &#8211; Vila Curu\u00e7\u00e1 Velho <\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><b>Parque do Trote<br \/>\n<\/b>Rua Nadir Dias Figueiredo, s\/n &#8211; Portaria 1<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table class=\"t1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#DCEEF5\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"td2\" valign=\"middle\">\n<h2 class=\"p9\"><span class=\"s2\"><b><span style=\"color: #800000\">A C\u00e2mara e as \u00e1rvores<\/span><\/b><\/span><\/h2>\n<p class=\"p2\">Conhe\u00e7a outras leis e projetos sobre arboriza\u00e7\u00e3o criados pelos vereadores<\/p>\n<h3 class=\"p7\"><span class=\"s4\" style=\"color: #800000\"><b>LEIS<br \/>\n<\/b><\/span><\/h3>\n<p><span class=\"s4\"><b>14.902\/2009, de Roberto Tripoli (PV)<\/b> &#8211;<b> <\/b>Prev\u00ea puni\u00e7\u00e3o para os danos em \u00e1rvores provocados pela coloca\u00e7\u00e3o de adere\u00e7os, enfeites, placas e similares.<br \/>\n<\/span><span class=\"s4\"><b>14.676\/2008, de Toninho Paiva (PR) <\/b>&#8211; Cria calend\u00e1rio anual para o plantio de \u00e1rvores nas vias e logradouros p\u00fablicos.<br \/>\n<\/span><span class=\"s2\"><b>14.186\/2006, de Paulo Frange (PTB)<\/b> &#8211; Cria o Programa Municipal de Arboriza\u00e7\u00e3o Urbana.<\/span><\/p>\n<h3 class=\"p7\"><span class=\"s4\" style=\"color: #800000\"><b>PROJETOS<br \/>\n<\/b><\/span><\/h3>\n<p><span class=\"s2\"><b>PL 29\/2014, de Toninho Paiva (PR)<\/b> &#8211; Estabelece a remo\u00e7\u00e3o de \u00e1rvores nas vias p\u00fablicas que, por causa de doen\u00e7a ou outros motivos, possam amea\u00e7ar pessoas e o patrim\u00f4nio p\u00fablico e privado.<br \/>\n<\/span><b>PL 885\/2013, de Gilberto Natalini (PV)<\/b> &#8211;<b> <\/b>Prev\u00ea penalidades para infra\u00e7\u00f5es cometidas contra \u00e1rvores.<br \/>\n<span class=\"s4\"><b>PL 790\/2013, de Gilberto Natalini (PV)<\/b> &#8211;<b> <\/b>Cria regras para o plantio de mudas para compensa\u00e7\u00e3o ambiental.<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table class=\"t1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#D9DDCC\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"td3\" valign=\"middle\"><!-- imagem GRANDE - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<div style=\"float: right;width: 410px;margin-left: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: right;padding: 5px;background-color: #fff !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_b12.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-28826\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_b12.png\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"278\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">PAIX\u00c3O \u2014 Imagens e esculturas de \u00e1rvores se espalham pelo escrit\u00f3rio de Ricardo<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Gute Garbelotto\/CMSP<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem GRANDE - com legenda - LADO DIREITO --><\/p>\n<h2 class=\"p10\"><span style=\"color: #800000\"><b>ENTREVISTA<\/b><\/span><\/h2>\n<h3 class=\"p10\"><span style=\"color: #000000\"><span class=\"s1\"><b>Ricardo Cardim<\/b><\/span><span class=\"s2\"><b>, ambientalista<\/b><\/span><\/span><\/h3>\n<p class=\"p4\">Poucas pessoas conhecem as \u00e1rvores da capital como o ambientalista <b>Ricardo Cardim<\/b>. Conhecido como \u201cDr. \u00c1rvore\u201d, ele \u00e9 mestre em bot\u00e2nica pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e criador do site \u00c1rvores de S\u00e3o Paulo. Na sua busca pelas esp\u00e9cies que cobriam a cidade antes da chegada dos bandeirantes, descobriu, entre 2010 e 2012, \u00e1reas nativas de cerrado, uma vegeta\u00e7\u00e3o at\u00e9 ent\u00e3o considerada extinta por aqui. A descoberta levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de tr\u00eas reservas ecol\u00f3gicas, com uma \u00e1rea de 33.090 m\u00b2, e rendeu a Ricardo uma Medalha Anchieta e o Diploma de Gratid\u00e3o da Cidade de S\u00e3o Paulo, concedidos, em 2010, pelo ent\u00e3o vereador Jos\u00e9 Lu\u00eds Penna.<\/p>\n<h3 class=\"p4\"><span class=\"s4\"><b>Por que cai tanta \u00e1rvore em S\u00e3o Paulo?<\/b><\/span><\/h3>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s4\"><b>Ricardo Cardim<\/b> &#8211; N\u00e3o \u00e9 natural. Nas cidades bem arborizadas do mundo, como Paris, n\u00e3o acontece esse festival de quedas na \u00e9poca das chuvas. Todas as cidades t\u00eam tempestades de maior ou menor grau. O que acontece \u00e9 que S\u00e3o Paulo tem um descaso hist\u00f3rico com suas \u00e1rvores. A arboriza\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 encarada pelo Poder Executivo como uma coisa sup\u00e9rflua. \u00c9 um desafio achar uma rua em S\u00e3o Paulo em que n\u00e3o existam \u00e1rvores doentes, sufocadas pelo cimento ou com esp\u00e9cies inadequadas. A\u00ed, logicamente, ocorre um festival de quedas todo ano por causa desse descaso hist\u00f3rico. \u00c9 preciso entender que o que torna vi\u00e1vel a vida humana num ambiente artificial, como \u00e9 a cidade, s\u00e3o as \u00e1reas verdes.<\/span><\/p>\n<h3 class=\"p4\"><span class=\"s4\"><b>Por que \u00e9 t\u00e3o necess\u00e1rio ter \u00e1rvores na cidade?<\/b><\/span><\/h3>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s2\">Vou come\u00e7ar com a quest\u00e3o da \u00e1gua. A vegeta\u00e7\u00e3o urbana tem dois pap\u00e9is fundamentais nessa quest\u00e3o. Quando chove, ret\u00e9m a \u00e1gua (uma \u00e1rvore det\u00e9m at\u00e9 70% da chuva na copa) e encaminha lentamente para uma \u00e1rea perme\u00e1vel logo abaixo do tronco, se existir essa \u00e1rea. Essa \u00e1gua vai para o len\u00e7ol fre\u00e1tico, que alimenta nossos reservat\u00f3rios e consequentemente nossas torneiras. A planta tamb\u00e9m tem a capacidade, pela fotoss\u00edntese, de liberar vapor de \u00e1gua no ar. Ela tira \u00e1gua do fundo da terra (quanto maior a \u00e1rvore, mais fundo ela tira) e leva essa umidade para a atmosfera, o que vai propiciar a chuva. Quanto mais umidade no ar, mais favor\u00e1vel para a precipita\u00e7\u00e3o acontecer. Basta lembrar que S\u00e3o Paulo era a terra da garoa at\u00e9 os anos 60, 70. Deixou de ser porque perdeu o cintur\u00e3o verde e as \u00e1reas de brejo, que viraram as marginais e as avenidas Aricanduva, \u00c1gua Espraiada. \u00c9 importante ter em mente que a vegeta\u00e7\u00e3o \u00e9 f\u00e1brica de \u00e1gua.<\/span><\/p>\n<p><!-- imagem GRANDE - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<div style=\"float: left;width: 389px;margin-right: 1.5em;margin-bottom: 1.5em\">\n<div style=\"float: left;padding: 5px;background-color: #fff !important\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_a22.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-28806\" src=\"http:\/\/www.saopaulo.sp.leg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/apartes_N13_a22.jpg\" alt=\"\" width=\"379\" height=\"227\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.8em;line-height: 1.1em;text-align: center;margin: -1.5em 0px 7px 0px;color: #333;!important;background-color: transparent !important\" align=\"center\">CAL\u00c7ADA TOMADA \u2014 Figueira, esp\u00e9cie inadequada para cal\u00e7adas, na Vila Mariana<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 0.5em;line-height: 1.1em;text-align: right;margin: 4px 0px 7px 0px;background-color: transparent !important\">Fausto Salvadori Filho\/CMSP<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- imagem GRANDE - com legenda - LADO ESQUERDO --><\/p>\n<h3 class=\"p4\"><span class=\"s4\"><b>O calor e a falta de \u00e1gua atuais s\u00e3o consequ\u00eancia da falta de \u00e1rvores?<\/b><\/span><\/h3>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s2\">Exatamente. Hoje o clima da cidade se comporta como um deserto. A gente tem chuvas muito fortes, muito r\u00e1pidas, que causam inunda\u00e7\u00f5es. \u00c9 fundamental ter mais vegeta\u00e7\u00e3o para diminuir as temperaturas. \u00c9 uma quest\u00e3o tamb\u00e9m social, porque as \u00e1reas que t\u00eam menos verde s\u00e3o justamente as mais pobres. As pessoas que moram ali v\u00e3o ter menos sa\u00fade. O verde reduz a temperatura, aumenta a umidade do ar, segura a \u00e1gua das enchentes, diminui a polui\u00e7\u00e3o sonora, recicla os gases t\u00f3xicos do ar, fabrica oxig\u00eanio e serve de abrigo para a fauna da cidade que combate as pragas urbanas, como baratas e cupins. E cria conforto psicol\u00f3gico. Se o verde n\u00e3o fosse uma quest\u00e3o importante, as propagandas das construtoras n\u00e3o teriam crian\u00e7as brincando no meio de bosques.<\/span><\/p>\n<h3 class=\"p4\"><span class=\"s4\"><b>Por que falta espa\u00e7o para novas \u00e1reas verdes?<\/b><\/span><\/h3>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s3\">A cidade cresceu de uma forma que privilegiou sempre a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria e o transporte automotor individual. Sobrou muito pouco para o verde. O que a gente precisa para tornar a cidade equilibrada de novo vai ser alcan\u00e7ado vegetando \u00e1reas constru\u00eddas, como telhados e paredes verdes.<\/span><\/p>\n<h3 class=\"p4\"><span class=\"s4\"><b>Como foi o processo de arboriza\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo?<\/b><\/span><\/h3>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s2\">S\u00e3o Paulo historicamente era um local de biodiversidade extraordin\u00e1ria. Tinha uma vegeta\u00e7\u00e3o muito rica, com cerrado, mata atl\u00e2ntica, arauc\u00e1ria, v\u00e1rzeas. Tamb\u00e9m era muito rico em rios. Tinha mais de 300, com \u00e1gua l\u00edmpida, corrente. Era um local abundante em tudo. O europeu veio para c\u00e1, destruiu a vegeta\u00e7\u00e3o nativa e colocou esp\u00e9cies estrangeiras. Havia preconceito contra tudo que era nosso, porque era considerado mato. A \u00e1rvore mais comum da cidade, a tipuana, \u00e9 boliviana. Nos jardins brasileiros hoje, sem exce\u00e7\u00e3o, quase 90% da vegeta\u00e7\u00e3o v\u00eam de Madagascar, da Europa, da \u00c1sia, de pessoas que escolheram l\u00e1 fora o que a gente deve usar aqui dentro.<\/span><\/p>\n<h3 class=\"p4\"><span class=\"s4\"><b>Qual \u00e9 a consequ\u00eancia dessa importa\u00e7\u00e3o?<\/b><\/span><\/h3>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s6\">A gente extinguiu praticamente toda a nossa flora e fauna originais, que levaram milh\u00f5es de anos para existir. Viramos uma cidade totalmente desconectada da nossa cultura e das nossas ra\u00edzes naturais. Isso, al\u00e9m de causar um exterm\u00ednio em massa de bichos e plantas que a gente sequer chegou a conhecer, provocou profundos desequil\u00edbrios ecol\u00f3gicos. Os cupins, que causam preju\u00edzos de milh\u00f5es por ano para a cidade, vieram da \u00c1sia. N\u00e3o se tem como combater isso naturalmente, porque desequilibrou toda a fauna. Somos respons\u00e1veis pela morte de milhares de esp\u00e9cies que existiam na cidade.<\/span><\/p>\n<h3 class=\"p4\"><span class=\"s4\"><b>As quedas frequentes das \u00e1rvores tamb\u00e9m t\u00eam rela\u00e7\u00e3o com o fato de n\u00e3o serem daqui?<\/b><\/span><\/h3>\n<p class=\"p4\">Com certeza. A esp\u00e9cie nativa, que evoluiu durante milhares de anos no territ\u00f3rio paulistano, sabe crescer na \u00e9poca da chuva e parar na hora da seca. A planta ex\u00f3tica, n\u00e3o. Ela cresce na hora errada. As nossas plantas est\u00e3o acostumadas h\u00e1 mil\u00eanios com as pragas locais. As estrangeiras acabam infestadas e caem mais f\u00e1cil.<\/p>\n<h3 class=\"p4\"><span class=\"s4\"><b>Muitos moradores dizem que a Prefeitura n\u00e3o d\u00e1 conta de atender aos pedidos de poda.<\/b><\/span><\/h3>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s6\">Isso \u00e9 uma faca de dois gumes. S\u00e3o Paulo perde grande parte da sua floresta urbana por ano por causa de podas desnecess\u00e1rias causadas pela falta de enterramento da fia\u00e7\u00e3o el\u00e9trica. Quando se corta um galho, abre caminho para o cupim e o fungo, e daqui a tr\u00eas anos essa \u00e1rvore adoece e cai. A culpa \u00e9 da concession\u00e1ria que fez a poda equivocada. Somando tudo, \u00e9 como se a gente cortasse uma floresta enorme todo ano. Cabe ao poder p\u00fablico cobrar das concession\u00e1rias o enterramento dos fios.<\/span><\/p>\n<p class=\"p4\">\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2 class=\"p10\"><span style=\"color: #800000\"><b>Saiba mais<\/b><\/span><\/h2>\n<p class=\"p2\"><b>Site<br \/>\n<\/b>\u00c1rvores de S\u00e3o Paulo. <span class=\"s4\"><i>http:\/\/arvoresdesaopaulo.wordpress.com<\/i><\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><b>Livro<br \/>\n<\/b><i>Manual T\u00e9cnico de Arboriza\u00e7\u00e3o Urbana<\/i>. Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. 2015. Dispon\u00edvel no site da Prefeitura de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><!-- COMENTE SOBRE ESSA MATERIA --><\/p>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"center\" width=\"50%\">\n<h5>Comente sobre essa mat\u00e9ria:<\/h5>\n<p><a style=\"font-family: 'Helvetica Neue', 'Helvetica', Helvetica, Arial, sans-serif;color: #fff;font-size: 12px;text-decoration: none;font-weight: bold;text-align: center;background-color: #3b5998 !important;margin: 0 0 10px;padding: 3px 7px\" title=\"Facebook da revista Apartes\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/RevistaApartes\" target=\"_blank\">Facebook<\/a> <a style=\"font-family: 'Helvetica Neue', 'Helvetica', Helvetica, Arial, sans-serif;color: #fff;font-size: 12px;text-decoration: none;font-weight: bold;text-align: center;background-color: #1daced !important;margin: 0 0 10px;padding: 3px 7px\" title=\"Twitter da revista Apartes\" href=\"https:\/\/twitter.com\/RevistaApartes\" target=\"_blank\">Twitter<\/a><\/td>\n<td align=\"center\" width=\"50%\">\n<h5>Envie cr\u00edticas ou sugest\u00f5es:<\/h5>\n<p>Email: <strong><a href=\"mailto:apartes@saopaulo.sp.leg.br\">apartes@saopaulo.sp.leg.br<\/a><\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!-- COMENTE SOBRE ESSA MATERIA --><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O verde da selva de pedra F\u00e1bricas de \u00e1gua e ares-condicionados naturais, as \u00e1rvores melhoram a vida na cidade, mas ainda s\u00e3o poucas em S\u00e3o Paulo Fausto Salvadori Filho | fausto@saopaulo.sp.leg.br CUIDADO \u2014 Lorena planta ip\u00ea no Parque Augusta, um dia antes da reintegra\u00e7\u00e3o Ricardo Rocha\/CMSP Falta verde em S\u00e3o Paulo. 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