Subcomissão estima 20 mil camelôs na região do Brás

Luiz França

Reunião da Subcomissão de Estudos do Comércio Ambulante na Cidade de São Paulo

JOTA ABREU
DA REDAÇÃO

A Subcomissão de Estudos do Comércio Ambulante na Cidade de São Paulo enviará um requerimento para a Subprefeitura da Mooca solicitando explicações sobre o problema de circulação na região do Brás, Pari e Canindé, devido à quantidade de camelôs que ocupam várias vias locais para o comércio informal. Segundo levantamento feito pelo vereador Adilson Amadeu (PTB), membro da subcomissão, são cerca de 20 mil ambulantes nas redondezas.

A reunião de trabalho da Subcomissão, que ocorreu nesta quarta (10/10),  contou com a presença de representantes da SP Trans, entre eles Jeová Tenório Lima, gerente regional de operações Norte/Oeste da SP Trans. De acordo com ele, 600 ônibus de 41 linhas do transporte coletivo transitam pela região e atendem a um número aproximado de 320 mil passageiros.

“Trabalhamos sempre priorizando a segurança. Quando ocorre uma ocupação maior desse tipo de comércio, nossa avaliação técnica acaba sempre indicando um desvio de itinerário. Isso prejudica tanto quem está no transporte, que pode vir a se atrasar em seus compromissos, quanto quem aguarda nos pontos e deixa de ser atendido por conta da mudança de trajeto”, explicou Lima.

O representante disse que a SP Trans já enviou requerimento para Subprefeitura da Mooca questionando a situação, porém, ainda não recebeu resposta. Outro problema apontado por Waldir Dutra, da Secretaria de Mobilidade, é o constante risco de atropelamentos, pois os pedestres precisam caminhar pela via. O representante da SP Trans confirmou o problema, e disse que 14 pessoas foram atropeladas na região somente este ano.

Segundo o vereador Adilson Amadeu, há uma espécie de milícia que cobra um aluguel de R$ 300 dos ambulantes por cada metro quadrado utilizado nas calçadas. “Primeiro temos que mostrar para quem está na rua que é preciso que eles se cadastrem como microempresários, e que se coloque em espaços públicos como bolsões, depois de identificar estes trabalhadores informais”, afirma.

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